O Conselho de Administração da Petrobras aprovou, por unanimidade, o relatório do Comitê de Elegibilidade que considerou inelegíveis dois nomes indicados pelo governo Bolsonaro para serem conselheiros da estatal: o secretário-executivo da Casa Civil, Jônathas Castro, e o procurador-geral da Fazenda Nacional, Ricardo Soriano.

Com isso, o conselho também acabou rejeitando o nome dois indicados e eles não serão submetidos, pelo órgão, à assembleia geral dos acionistas para votação da nova composição do conselho. O governo pode insistir nas duas indicações, submetendo seus nomes diretamente à assembleia, mas isso geraria não só desgaste como exporia o Palácio do Planalto a ações na Justiça.

O Comitê de Elegibilidade, na semana passada, havia analisado sete nomes indicados pelo governo para compor o Conselho de Administração. Dos sete, cinco foram considerados aptos para exercer a função e dois, Jônathas Castro e Ricardo Soriano, inelegíveis, por conflito de interesses.

Em seus cargos atuais, eles têm informações privilegiadas que podem ir contra interesses da Petrobras, favorecendo o acionista majoritário da estatal, a União. Por isso, o Comitê de Elegibilidade recomendou a rejeição tanto do secretário-executivo da Casa Civil como do procurador-geral da Fazenda Nacional.

O comitê não tem o poder de rejeitar diretamente, mas de recomendar a rejeição, o que foi acatado hoje pelo Conselho de Administração, por unanimidade.

Os aprovados são: Gileno Gurjão Barreto, indicado para ser o novo presidente do Conselho de Administração, Edison Garcia, Iêda Aparecida Cagni, Márcio Andrade Weber e Ruy Flaks Schneider. Esses nomes serão submetidos pelo conselho à assembleia geral de acionistas, que será convocada amanhã para uma reunião daqui a trinta dias.

Foram aprovados também dois nomes que representam os minoritários, José João Abdalla e Marcelo Gasparino.

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