Novidades foram divulgadas pela equipe do hospital, que também informou o pagamento do piso para os profissionais de enfermagem

Nesta sexta-feira (12), parte da equipe administrativa do Hospital Regional Emília Câmara (HREC), participou do programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú, para apresentar novos serviços que estão sendo implantados na unidade hospitalar.

Estiveram nos estúdios: o diretor-geral, Sebastião Duque, o diretor-clínico, Jair Flávio Jaime, a coordenadora de enfermagem, Marília Alcântara e o coordenador de administração e finanças, Flávio Almeida.

O primeiro serviço destacado pelo diretor Sebastião Duque, foi a implantação da emergência dialítica, segundo ele, os serviços estão adiantados em fase de acabamento. “Já fizemos o contrato com a empresa que vai fornecer os equipamentos, também a empresa de nefrologistas que vão participar de todo o processo, então daqui até o final do mês… eu estou apertando muito o pessoal lá, a gente tá trabalhando dia e noite para que a gente possa daqui até o final do mês estar entregando”.

Explicando sobre o funcionamento da emergência dialítica, o diretor-clínico, Jair Flávio, chamou a atenção para os tipos de casos que serão atendidos na emergência, que resumidamente são pessoas que o rim esteja sofrendo com um ataque de alguma coisa, alguma substância.

“Uma pessoa idosa e que já tem sua função renal diminuída, a pessoa tomar um antibiótico forte que precisou, um diabético, um nefropata diabético que tava ali naquele limite e aí a função renal diminuiu, ele precisa de uma máquina de diálise para filtrar o sangue artificialmente, e que depois pode ser restabelecido sua função renal e ter o tratamento ambulatorial”.

Ainda segundo o diretor-clínico, o paciente passando a ter um problema crônico, é encaminhado para uma das clínicas de diálise contínua, geralmente em Arcoverde ou Serra Talhada. “A urgência dialítica no Regional não vai substituir, as clínicas de diálise, isto é, aquelas pessoas que fazem tratamento constante, não passarão a fazer os seus tratamentos no hospital”.

O outro serviço anunciado por doutor Sebastião Duque foi a cirurgia por vídeo. “Fechamos essa semana com o Doutor Sílvio que será o médico que vai fazer as nossas cirurgias por vídeo. Conseguimos fechar com uma empresa – porque a cirurgia por vídeo não é só o profissional, a gente precisa de um equipamento que se chama Torre. O Hospital Regional locou duas dessas Torres elas estão para chegar no dia 4 de setembro. Uma equipe da empresa vem junto pra treinar a equipe do bloco cirúrgico. Porque a partir de setembro começaremos a fazer cirurgia por vídeo no Hospital Regional”, informou Duque.

Segundo o doutor Jair Flávio, a vantagem da cirurgia por vídeo é pouco invasiva. “ Ela oferece rápida recuperação e retorno ao trabalho, menos dor pós operatória, melhor efeito estético e menor tempo de internação”.

A coordenadora de enfermagem, Marília Alcântara, também destacou o papel da emergência dialítica, além da UTIs que ajudaram a salvar vidas durante a pandemia do novo coronavírus.

Marília explicou o fluxo que o hospital adotou para casos suspeitos de Monkeypox. Ela lembrou que a porta de entrada deve ser sempre através das Unidades Básicas de Saúde e que as pessoas devem ir ao hospital somente em último caso e quando chegarem lá devem informar que estão com sintomas da doença. “Isso ajuda para que possamos pegar esse paciente e já lhe dar um atendimento isolado para evitar o contágio de demais pessoas e de profissionais”.

Assim como o secretário de Saúde Artur Amorim falou esta semana a Rádio Pajeú, Marília também destacou que, não há necessidade de pânico e nem de preconceito contra os infectados.

Sobre a Monkeypox, doutor Sebastião lembrou ainda que o hospital não é ponto de testagem e que as pessoas evitem ir à unidade somente para realizar o teste.

Outro ponto informado durante a entrevista foi a questão do piso salarial dos profissionais de enfermagem do HREC.

Doutor Sebastião Duque informou que já passou a planilha com os valores para o Governo do Estado que se comprometeu em direcionar recursos para que o piso seja pago. “Tivemos um aumento de R$ 500 mil na folha”, informou.

Ele ainda tranquilizou os profissionais do Hospital Regional, informando que não vai haver demissão em massa e destacou ainda que a equipe já é enxuta, não tendo onde cortar.

Por André Luis 

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