Em mais um capítulo da contenda entre os poderes Legislativo e Executivo de Floresta-PE, a Câmara de Vereadores apresentou uma representação no Ministério Público de Pernambuco (MPPE) nessa terça-feira, 30, pedindo abertura de processo por atos de improbidade administrativa que teriam sido praticados pela prefeita e a vice-prefeita. Em nota publicada nas redes sociais, a câmara cita as ações ilegais cometidas pelas chefes do executivo municipal.

“A representação se deu em virtude dos atos praticados pelas representadas, que vêm realizando atos antidemocráticos através de verdadeiras carreatas com veículos, caçambas, ambulâncias, ônibus escolares do Município, ostentando faixas com inscrições que responsabilizam os vereadores pela paralisação nos serviços das estradas, transporte escolar, abastecimento de água, entre outros serviços essenciais, com carro de som propagando palavras de ordem e algumas mensagens com o propósito de alarmar a população e incitá-la contra os membros deste parlamento”, expôs.

“Evidenciamos as formas como estão promovendo gastos públicos com consumo de combustível, utilização de servidores públicos através de atos que não são próprios da administração pública e que não condizem com as reais necessidades da população de Floresta, especialmente diante da crise financeira a qual acomete os municípios brasileiros, quando a receita poderia ser investida em objeto que deixasse frutos aos cidadãos, além de tratar de situações que ferem a relação institucional do Executivo com o Legislativo”, acrescenta.

A Câmara de Vereadores afirma que o Poder Executivo quer atribuir aos vereadores toda a responsabilidade pela paralisação dos serviços públicos, invertendo as responsabilidades de cada poder. “Não satisfeitas, [a prefeita e a vice] fizeram, recentemente, publicações de frases e gráficos com valores de suplementações orçamentárias de gestão anterior e da atual, as quais mostramos através de fonte oficial que não correspondem à verdade”, diz a nota.

“Assim, entendemos que, diante dos fatos ocorridos, que não condizem com o atendimento aos princípios constitucionais, portanto, contrários ao estado democrático de direito, os quais foram narrados naquela representação, resta claro que não houve outra alternativa senão a de representação contra atos de improbidade administrativa, conforme todas as razões expostas naquela representação ao Ministério Público”, complementa o texto.

Por caue.jwr

 

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