O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) decidiu abrir um procedimento administrativo disciplinar e afastar de forma temporária o juiz do trabalho Marcos Scalercio, acusado de assédio sexual por, ao menos, 96 mulheres, segundo o movimento Me Too Brasil.

Scalercio atua como juiz substituto no TRT-2 (Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região), em São Paulo. Na decisão desta terça-feira (6), o ministro Luis Felipe Salomão, relator do caso, afirmou que “os indícios são muito relevadores de uma possível infração disciplinar cometida pelo magistrado”. Salomão ainda disse que a apuração traz elementos satisfatórios de que Scalercio teria praticado assédio e importunação sexual em ambiente público e privado.

O juiz nega as acusações. Sua defesa, representada pelo advogado Leandro Raca, sustenta a inocência de Scalercio, declara respeitar o posicionamento do CNJ e diz que deve aguardar a disponibilização dos votos, por escrito, dos juízes para decidir sobre próximas medidas.

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