Um dispositivo com aparência futurista, design estilo rifle e que pode interceptar pequenas aeronaves não tripuladas a até um quilômetro de distância. Essas são algumas das características do DroneGun Tactical, uma arma especial utilizada domingo na posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O equipamento de um agente da Polícia Federal bloqueou um drone que sobrevoava sem permissão a Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

A arma em detalhes
– O modelo é considerado leve, apesar do aspecto robusto: pesa 7 kg.
– Nem todo mundo pode usar: é preciso treinamento específico. No Brasil, o uso é restrito às forças de segurança.
– A dinâmica de disparo é semelhante a outros tipos de armas: é só usar as duas mãos, apontar na direção do alvo e apertar o gatilho.
– Em vez de projéteis, são disparados sinais de radiofrequência, que farão o drone perder a comunicação com quem o opera. O agente de segurança, então, passa a controlar o drone.
– A arma foi desenvolvida na Austrália e identifica possíveis ameaças em até cinco tipos de radiofrequência, segundo a DroneShield, a fabricante.
– A arma tem antenas direcionais e permite selecionar e ativar a faixa de frequências de interferência para derrotar o alvo.

Com a arma, é possível localizar a pessoa que pilota o drone suspeito ao fazer com que a aeronave seja redirecionada ao ponto de onde partiu. Na interceptação feita em Brasília, o agente da PF pousou o drone em um local seguro.

Quando pode ser usada?
– A arma antidrone pode ser empregada para evitar uma eventual liberação de explosivos. Outra possibilidade é derrubar drones que fazem imagens não autorizadas.
– No Brasil, o uso do DroneGun Tactical foi homologado em setembro de 2021 pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).
– Presídios localizados em cidades como São Paulo passaram a utilizar o modelo para evitar que drones transportem celulares e drogas aos detentos.

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