O número de policiais militares punidos com a expulsão cresceu em Pernambuco, de acordo com estatísticas da Corregedoria da Secretaria de Defesa Social (SDS). De 1º de janeiro a 21 de novembro deste ano, 51 PMs que respondiam a processos administrativos disciplinares foram excluídos da corporação. Ao longo de 2022, foram 40.

Estão incluídos na lista policiais militares expulsos por condenação em homicídios, femínicídio, extravio de armas de fogo, comércio ilegal de produtos falsificados e até uso de carro roubado.

O balanço foi divulgado pela corregedora geral da SDS, Mariana Cavalcanti, durante entrevista ao Jornal do Commercio nesta quarta-feira (22). Segundo ela, ao longo do ano, 373 processos administrativos disciplinares foram julgados (incluindo acusações contra policiais civis, militares, penais e bombeiros). Desse total, 49% resultou em algum tipo de punição.

O assunto foi abordado dois dias após a ação de nove policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) que foram filmados invadindo uma casa e matando dois homens na comunidade do Detran, em Iputinga, Zona Oeste do Recife. A conduta dos PMs, que foram presos em flagrante, está sob apuração da Corregedoria da SDS.

Mariana Cavalcanti explicou que o tempo das investigações conduzidas pela Corregedoria varia de acordo com cada tipo de crime e provas colhidas.

“Às vezes o nosso processo disciplinar corre mais rápido do que um processo criminal. Às vezes a gente até julga uma absolvição, que pode ser reaberta caso o processo criminal apresente um desfecho diferente. Mas a gente tem tentado dar essa celeridade às investigações”, afirmou.

Segundo ela, o primeiro passo é a instauração de uma investigação preliminar, que pode resultar em arquivamento ou no processo administrativo disciplinar.

por Afogados Online 

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