Na tarde desta quinta-feira (22), a Polícia Civil, em colaboração com policiais militares do 23º BPM, efetuou prisões relacionadas a um caso de tortura ocorrido no final de dezembro de 2023 e ao homicídio de Afonso Douglas Siqueira da Silva, cujo corpo foi encontrado no início de janeiro de 2024, às margens da PE 320, em Afogados da Ingazeira. O delegado Israel Rubis, responsável pelo caso, concedeu detalhes sobre as prisões em entrevista exclusiva ao repórter Marcony Pereira da Rádio Pajeú.

Durante a entrevista, Rubis destacou a importância da atuação integrada das forças de segurança, ressaltando o suporte técnico operacional da Polícia Militar, sob o comando do coronel Cláudio Magnes, e o apoio do Ministério Público e do Poder Judiciário.

“Essa operação é resultado do trabalho conjunto entre a Polícia Civil e a Polícia Militar, visando combater o crime organizado e garantir a segurança da população de Afogados da Ingazeira”, afirmou Rubis.

As prisões foram efetuadas no próprio Beco da Rua Nova, em Afogados da Ingazeira, e envolveram um homem e uma mulher, ambos com vínculos estreitos com a facção criminosa conhecida como OKAIDA, atuante nos estados da Paraíba e Pernambuco. Esses indivíduos também fazem parte de uma ramificação dessa organização denominada ADA, Amigos dos Amigos, responsável pelo tráfico de drogas na região de Afogados da Ingazeira.

Segundo Rubis, as prisões estão relacionadas a um caso de tortura ocorrido no final de dezembro de 2023, no qual uma mulher foi violentamente agredida dentro de uma residência na Rua São Judas Tadeu, no Beco da Rua Nova. Além disso, os indivíduos detidos estão sob investigação em relação ao homicídio de Afonso Douglas Siqueira da Silva.

Rubis também enfatizou que as investigações estão em andamento e que há indícios de envolvimento de outras pessoas nos crimes. Ele revelou que um dos suspeitos já está preso na Paraíba por homicídio e que há elementos que sugerem sua participação direta no assassinato de Afonso Douglas Siqueira da Silva.

Quanto aos procedimentos legais, os indivíduos detidos serão submetidos à audiência de Custódia. O delegado assegurou que todas as medidas foram executadas dentro das normas legais e que não há ilegalidade nas prisões.

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