Iguaracy lança Boletim Epidemiológico 2025 sobre Chagas

Na manhã desta quarta-feira (30/04), o prefeito de Iguaracy, Dr. Pedro Alves, participou do lançamento do Boletim Epidemiológico sobre a Doença de Chagas 2025, realizado no Centro de Múltiplo Uso de Iguaracy (CEMUPI). A cerimônia contou com a presença de diversas autoridades municipais, profissionais da saúde e da educação, lideranças comunitárias, pessoas acometidas pela doença e os coordenadores do projeto IntegraChagas Brasil.

Além do Dr. Pedro Alves, participaram do evento a Secretária Municipal de Saúde, Joaudeni Cavalcante; a Secretária Adjunta de Saúde, Maria Alves; a Secretária de Finanças, Helena Alves; o Secretário de Cultura e Turismo, Marcone Melo; o Secretário de Agricultura e Abastecimento, Rogério Lins; o Secretário de Viação, Obras e Serviços Públicos, Fábio Torres; a Secretária de Desenvolvimento e Assistência Social, Juliany Rabelo; a Procuradora do Município, Dra. Sinara Maranhão; o Procurador Adjunto, Dr. Luiz Henrique; os chefes de gabinete, Marília Alves e Dr. Bruno George; bem como vários coordenadores e integrantes da equipe de governo municipal, representantes de associações e a sociedade civil.

Também marcaram presença os vereadores:  Everaldo Pereira (Presidente da Câmara Municipal de Vereadores de Iguaracy), Francisco Torres e Bruna Torres, além do ex-prefeito e assessor especial de articulação do Governo do Estado de Pernambuco, Zeinha Torres. Ainda esteve presente o ex-prefeito de Iguaracy, Francisco Dessoles.

No âmbito do evento, Mary Delania (X GERES) foi representada por Luiz Henrique, da Gerência Regional de Saúde de Pernambuco. Participou do encontro, assim como Alberto Novaes Ramos Júnior, coordenador do projeto IntegraChagas Brasil e professor da Universidade Federal do Ceará. Além dele, esteve presente a professora Eliana Amorim de Souza, coordenadora operacional do projeto IntegraChagas Brasil e professora da Universidade Federal da Bahia. Ainda, representando o programa IntegraChagas na Secretaria de Saúde do Estado de Pernambuco, participou Vânia Benigno.

Durante o evento, Dr. Pedro Alves destacou a importância do levantamento para o município e reforçou o compromisso da gestão com a saúde da população. “Este boletim mostra a real situação da doença de Chagas em Iguaracy e reforça a necessidade de ações contínuas de prevenção, testagem e tratamento. Nosso objetivo é garantir que cada pessoa que convive com essa doença receba o apoio necessário para uma vida mais saudável,” afirmou o prefeito.

Em sua fala, Dr. Pedro Alves reforçou a importância do trabalho de conscientização e da vigilância constante. “Precisamos ampliar nossas ações, fortalecer a atenção primária e garantir que todos tenham acesso ao diagnóstico e ao tratamento, pois a prevenção é a melhor estratégia contra essa doença que ainda representa um grande desafio para nossa saúde pública,” destacou o prefeito.

O lançamento do Boletim Epidemiológico 2025 reforça a necessidade de ações contínuas e integradas para o combate à doença em Pernambuco e no Brasil.

Pernambuco confirma primeira morte por dengue em 2025

Pernambuco registrou a primeira morte por dengue em 2025, de acordo com o Informe Epidemiológico de Arboviroses, produzido pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE). Os dados divulgados nesta quarta-feira (02/04) apontam que o estado já teve, somente este ano, 1.312 casos da doença, sendo 16 graves.

O boletim aponta que a incidência de dengue no estado é de 56,4 casos a cada 100 mil habitantes. Além da morte confirmada, outras 11 estão sob investigação de equipes de saúde do estado. Em 2024, Pernambuco contabilizou 12.884 casos, sendo 221 graves, além de 12 mortes.

Pessoas infectadas pelo vírus podem desenvolver sintomas como febre alta, dor de cabeça intensa, fortes dores musculares e articulares, mal-estar generalizado, náuseas e vômitos, manchas vermelhas no corpo, conjuntivite (olhos vermelhos), diarreia, dor nas costas e falta de apetite.

Além dos casos de dengue, o Informe Epidemiológico de Arboviroses destaca os 177 casos confirmados de chikungunya, cuja incidência é de 8,2 a cada 100 mil habitantes. Até o momento, nenhum caso de zika vírus foi confirmado este ano.

Estas três doenças são consideradas arboviroses pois são transmitidas por artrópodes, como mosquitos, carrapatos e aranhas. São doenças infecciosas que podem causar uma variedade de sintomas, desde febre leve até complicações mais sérias, sendo algumas delas potencialmente fatais.

Cantor Netinho é diagnosticado com câncer no sistema linfático

O cantor Netinho foi diagnosticado com câncer do sistema linfático. O anúncio da descoberta do linfoma foi feito através da divulgação do boletim médico no site oficial do artista, no último sábado, 22.

O comunicado, assinado pela diretoria médica do Hospital Aliança Star, em Salvador, afirma que Netinho está com “acompanhamento onco-hematológico” e segue com suporte médico especializado.

O cantor passou semanas internado, realizando exames após sentir fortes dores e dificuldade para se locomover. Antes de receber alta, ele chegou a compartilhar parte da rotina no hospital e afirmou que manteria o tratamento em sigilo, mas agora decidiu compartilhar o diagnóstico.

Aos 58 anos, o artista já passou por três cirurgias no cérebro e precisou colocar quatro stents. Em 2013, sofreu três AVCs e perdeu a voz devido ao uso de anabolizantes.

Devido à internação, o artista cancelou toda a sua agenda de apresentações marcadas para o Carnaval de 2025. Netinho ganhou destaque na década de 1990 com sucessos como Milla, Capricho dos Deuses e A Vida é Festa.

Por Alexandre Rafael 

Casos prováveis de dengue em Pernambuco crescem 99,7% em uma semana

Pela segunda semana consecutiva, Pernambuco registrou um aumento expressivo no número de casos prováveis de dengue, saindo de 559 para 1.354 em apenas uma semana. Isso representa um aumento de 99,7%. Se comparado com o mesmo período do ano anterior, o crescimento de casos prováveis é de 166,5%.

Os dados fazem parte do quinto Boletim Epidemiológico, divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) nesta quarta-feira (5).

Este ano, Pernambuco já registrou 108 casos de dengue, sendo 2 graves e três mortes estão sob investigação. De acordo com o balanço feito pela pasta, o público mais atingido pela doença transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti é composto por mulheres e homens com idades entre 20 e 29 anos.

Pernambuco registra mais de 1.500 casos de hanseníase em 2024

A Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES-PE) registrou 1.577 casos de hanseníase em 2024, um aumento significativo em relação aos 1.172 casos do ano anterior. A taxa de detecção foi de 16,3 casos por 100 mil habitantes, indicando uma alta da doença no Estado.

O Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, ocupa a segunda posição no ranking mundial de casos de hanseníase, ficando atrás apenas da Índia. A doença continua sendo um problema importante de saúde pública no país, sendo monitorada e controlada por meio de ações específicas, como o tratamento gratuito e a conscientização sobre a importância da detecção precoce.

A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pelo bacilo Mycobacterium leprae, uma bactéria que se multiplica lentamente no corpo humano, afetando principalmente a pele, os nervos periféricos, as vias respiratórias superiores e os olhos. O tratamento adequado pode curar a doença, mas a falta de diagnóstico precoce pode levar a complicações graves e permanentes, como deficiências físicas.

Pernambuco confirma caso de raiva humana; paciente está internada em estado grave

Uma mulher de 56 anos está internada no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), em Santo Amaro, área central do Recife, após ser atacada por um sagui na mão esquerda.

Ela deu entrada na unidade hospitalar no dia 31 de dezembro, com um quadro de dormência que se irradiou para o tórax, dores e fraqueza.

A Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES-PE) informou que, às 23h da terça-feira (9), o exame realizado pelo Instituto Pasteur, em São Paulo, confirmou a infecção pelo vírus da raiva.

O último caso de raiva humana em Pernambuco, antes desse, ocorreu em 2017.

“A paciente foi atendida no dia 31 dezembro e, no dia 2 de janeiro, teve uma piora significativa, indo para a ventilação mecânica e apresentando um quadro neurológico grave de agitação, além de insuficiência respiratória”, informa a médica do Huoc, Ana Flávia Campos.

“De lá para cá, não precisou de suporte, urina bem, não tem sinais de infecção bacteriana secundária e está seguindo sob sedação profunda. Ela continua sendo monitorada pela equipe médica acerca de possíveis complicações da doença, seguindo com o tratamento e observando caso apareça algum aumento significativo dessas dificuldades”, acrescenta.

A paciente mora em Santa Maria do Cambucá, cidade localizada no Agreste do Estado.

O laudo do exame demonstra que o vírus encontrado é de origem silvestre. Segundo relatos da investigação, nos dias anteriores ao contato da paciente com o animal, ocorreram queimadas na região, o que resultou na fuga do animal da mata e contato com a mulher.

“Há oito anos, não é identificado caso de raiva em humanos no Estado. A vigilância identifica o vírus da raiva em animais silvestres, de mata. Esses animais são diferentes dos domésticos, que devem ser vacinados contra a doença”, destaca o diretor-geral de Vigilância Ambiental de Pernambuco, Eduardo Bezerra.

Em caso de agressão de animais silvestres, a primeira medida de prevenção é procurar assistência médica para que seja realizada a profilaxia. Após análise do profissional de saúde, será indicada a aplicação de vacina e/ou soro.

por Afogados online 

OMS monitora infecção viral que tem sobrecarregado hospitais na China

Cinco anos após o surgimento da Covid-19, a China enfrenta novamente a sobrecarga de hospitais, desta vez por um vírus pouco conhecido: o metapneumovírus humano (HMPV). A Organização Mundial da Saúde (OMS) acompanha com preocupação os novos casos, após a divulgação de imagens nas redes sociais mostrando hospitais lotados, pacientes com máscaras e filas extensas de pais com crianças.

O HMPV foi descoberto em 2001 e pertence à mesma família do vírus sincicial respiratório (RSV). Ele provoca sintomas semelhantes aos da gripe, como tosse, febre, congestão nasal e falta de ar. Em casos graves, pode evoluir para bronquite ou pneumonia, especialmente em crianças pequenas, idosos e imunossuprimidos, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos.

Atualmente, não existem vacinas ou antivirais específicos para o HMPV. O tratamento é de suporte, visando aliviar os sintomas e manter os sinais vitais estáveis. Medidas preventivas incluem higiene frequente das mãos, evitar o contato com pessoas doentes e isolamento em casos de sintomas gripais.

Nas últimas semanas, o término “metapneumovírus humano China” tornou-se um dos mais pesquisados no Google, acompanhando termos como “lockdown in 2025” e “HMPV virus India”. Esses dados mostram a crescente preocupação internacional com a disseminação do vírus. Apesar de a OMS ainda não ter declarado uma emergência de saúde global, o cenário remete ao início da pandemia de Covid-19, em que surtos localizados rapidamente se espalharam pelo mundo.

A pandemia de Covid-19, declarada em 2020, transformou o mundo. Lockdowns foram implementados globalmente, afetando economias, sistemas de saúde e a rotina das pessoas. No Brasil, o impacto foi profundo: além da sobrecarga no sistema de saúde, diversos setores sofreram perdas significativas, especialmente o varejo, o turismo e a indústria de eventos. Por outro lado, o período também impulsionou a digitalização e a inovação. Pequenos empreendedores buscaram adaptações, como a criação de lojas online e serviços de entrega.

A história recente de pandemias sublinha a importância da preparação global para crises sanitárias. Embora o HMPV não tenha mostrado, até o momento, potencial pandêmico, as autoridades de saúde estão em alerta. Medidas como a vigilância epidemiológica, a cooperação internacional e o fortalecimento dos sistemas de saúde são fundamentais para mitigar riscos futuros.

O impacto no Brasil será diretamente proporcional à gravidade do surto e à velocidade de reação das autoridades. A vasta extensão territorial do país e o acesso livre de estrangeiros a partir de diferentes regiões tornam o Brasil especialmente suscetível à proliferação de vírus como o HMPV. Além disso, buscas relacionadas ao tema no Google Brasil, como “vírus China 2025” e “vírus na China HMPV”, cresceram mais de 1.000%, refletindo o aumento do interesse e preocupação da população.

por Mais Pajeú 

Serra Talhada: Hospam alerta para possível surto de diarréia

Segundo informações do setor de Vigilância Epidemiológica do Hospital Professor Agamenon Magalhães, HOSPAM, em Serra Talhada, a cidade tem vivenciado um aumento dos casos de Diarreia. Vários casos têm chegado, diariamente, à unidade.

Dentre as possíveis causas para o problema que tem apresentado um rápido crescimento nos últimos dias, está a utilização de água sem tratamento. Na prática, há um comércio alternativo de venda de água no município, sem a devida comprovação de qualidade.

“Essa época sempre é esperado aumento de casos de diarreia. Na criança é muito importante manter a hidratação. Em domicílio, a mãe pode usar o soro oral e procurar avaliação médica, principalmente, se não conseguir que a criança tolere o soro oral ou tenha sinais que possam indicar agravamento do quadro: vômitos frequentes, febre persistente, muco ou sangue nas fezes, irritabilidade ou sonolência”, explicou a médica pediatra, Dra. Patricia Santana, à reportagem do Farol de Notícias.

“Atenção especial a qualidade da água e dos alimentos que são oferecidos às crianças, além do calor excessivo dessa época ter maior chance de deterioração”, completou a médica. As informações são do Farol de Notícias.

Risco de febre do oropouche nas Américas está na alto, alerta OMS

A OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde), braço da Organização Mundial da Saúde nas Américas (OMS), emitiu neste sábado (3) um alerta epidemiológico de risco alto para a febre do oropouche no continente. De acordo com a entidade, a decisão foi tomada em razão de “recentes mudanças altamente preocupantes” nas características clínicas e epidemiológicas da doença, incluindo o registro de casos em localidades fora das chamadas regiões endêmicas.

Outros fatores levados em consideração para a publicação do alerta de nível alto são as duas mortes por febre do oropouche confirmadas no interior de São Paulo e a identificação de uma potencial transmissão vertical do vírus — da mãe para o bebê durante a gestação ou parto. A Opas monitora ainda óbitos fetais e casos de recém-nascidos com anencefalia que podem estar relacionados à infecção.

“Reconhecendo que essas observações ainda se encontram em fases iniciais de investigação e que a verdadeira trajetória da doença ainda é desconhecida, o nível de risco para a região foi ampliado para alto”, destacou a entidade.

“Tudo isso baseado nas informações atuais e disponíveis, com um nível moderado de confiança e com bastante cautela”, completou a Opas.

por Afogados online 

Saúde confirma 1ª morte fetal por vírus oropuche em Pernambuco

O Ministério da Saúde confirmou neste sábado (3) a primeira morte fetal por vírus oropuche em que houve transmissão de mãe para filho no estado de Pernambuco. Segundo o órgão, outros oito casos estão sendo investigados, sendo quatro também em Pernambuco, um na Bahia e três no Acre.

Feto que morreu tinha 30 semanas, e gestante, 28 anos. A confirmação da transmissão vertical (quando passa de mãe para filho) do vírus oropuche aconteceu por meio de exames RT-PCR e imunohistoquímico. Até então, não havia a certeza de que o vírus poderia passar da mãe para o filho durante a gestação.

A febre Oropouche tem se espalhado pelo país neste ano e já tem transmissão confirmada em 21 estados — a maioria deles no Amazonas e em Rondônia. A doença é transmitida pelo inseto Culicoides paraensis, também conhecido como maruim, meruim ou mosquito-pólvora, dependendo da região.

por Afogados online