Pandemia do Covid-19 completa 4 anos, mas ainda não está 100% controlada

No dia 11 de março de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarava a situação de pandemia no mundo, já que o vírus tinha se espalhado em todos os continentes. Ao todo, o Brasil já registrou ao menos 38 milhões de casos e 710.427 mortes pela doença.

Em 30 de janeiro do mesmo ano, a OMS havia declarado que o surto do novo coronavírus constituía uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) – o mais alto nível de alerta da Organização.

Neste ano, a doença voltou a ganhar força dentro do país. Segundo dados do Ministério da Saúde, entre 25 de fevereiro e 2 de março, o Brasil ultrapassou a marca de 70 mil casos. Até o dia 7 de março, o país registrou 1.789 mortes pela doença em 2024.

Segundo o Ministério da Saúde, mais de 517,7 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 foram aplicadas desde o começo da imunização nacional. Mais de 33 milhões de pessoas receberam a dose de reforço com a vacina bivalente. Na população indígena, 1.478.006 pessoas foram imunizadas, enquanto 1.848.494 quilombolas foram vacinados. A vacina está disponível gratuitamente em unidades de saúde de todo país.

Em alusão aos 4 anos de pandemia, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, participa nesta segunda-feira (11) de uma reunião para a criação de um memorial para as vítimas da Covid-19.

por Afogados online 

Casos de covid aumentam após o Carnaval

O Brasil enfrenta uma alta nos casos de covid. Na primeira semana deste ano, foram confirmados quase 20 mil casos da doença. Já na semana passada, foram mais de 45 mil casos notificados.

A explosão dos casos era esperada após o Carnaval e projetações esperam crescimento de casos nas próximas duas semanas. Com a alta do número de infecções, reaparecem dúvidas como: é necessário voltar a usar máscaras em ambientes fechados, como escritórios ou no transporte público?

Especialistas orientam o uso de máscaras nos seguintes casos:

  • Pessoas com sintomas respiratórios, ainda que sem confirmação para covid, por um período de cinco dias;
  • Pessoas com risco de desenvolver quadros mais grave de covid: idosos, gestantes e pacientes imunossuprimidos;
  • Pessoas não vacinadas ou com esquema vacinal incompleto.

A infectologista Raquel Stucchi, professora associada de infectologia na Unicamp, diz que a alta dos casos era esperada após festas e aglomerações do último feriado, mas alerta para o número de mortes pela doença neste ano —cerca de 200 óbitos por semana.

“Temos menos pessoas internadas, mesmo agora com essa explosão de casos. Mas este ano já tivemos um número expressivo de mortes, que normalmente se concentram nas pessoas com um grupo de risco para doença grave”, diz a especialista. “Eles deveriam continuar usando máscara em ambientes fechados, principalmente neste momento agora.”

por Afogados online 

Hospam retoma Ambulatório de Palivizumabe para Proteção Infantil contra Vírus Respiratório

No Hospital Professor Agamenon Magalhães (Hospam), em Serra Talhada, Pernambuco, foi retomado hoje o ambulatório de Palivizumabe, uma iniciativa que desempenha um papel crucial na proteção da saúde infantil. Este serviço, que está em funcionamento desde maio de 2023, é coordenado pela pediatra Maria Luiza Ferreira e pela técnica de Enfermagem Maria Joelma, representando um marco na assistência médica local.

Mas afinal, o que é o Palivizumabe? Trata-se de uma imunoglobulina, mais precisamente um anticorpo monoclonal, que proporciona imunização passiva contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Embora seja administrado por meio de injeção, não é classificado como uma vacina, já que não induz uma resposta imune ativa no organismo. Atualmente, não existem vacinas disponíveis para proteção contra esse vírus. No entanto, quando utilizado, especialmente em bebês considerados de risco, o Palivizumabe demonstra eficácia em prevenir hospitalizações e formas graves da doença.

Com a chegada das estações de outono e inverno, as infecções respiratórias tornam-se mais comuns na infância. Entre essas infecções, destaca-se aquela causada pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que é particularmente prevalente nesse período do ano. Por essa razão, a administração do Palivizumabe é recomendada durante a sazonalidade das doenças respiratórias, compreendendo o período entre fevereiro e julho.

Antes da disponibilização desse serviço localmente, muitas crianças nascidas prematuramente ou com condições médicas especiais precisavam se deslocar até Recife, capital do estado, para receber a administração desta imunoglobulina. Essa jornada, além de ser cansativa para os pais, muitas vezes envolvia longas distâncias a serem percorridas, acrescentando um ônus adicional às famílias já sobrecarregadas com os cuidados de um bebê vulnerável.

A retomada do ambulatório de Palivizumabe no Hospam representa, portanto, um avanço significativo na acessibilidade aos cuidados de saúde infantil na região. Além de aliviar o fardo logístico das famílias, essa iniciativa contribui para a prevenção de doenças graves e para a promoção da saúde e bem-estar das crianças mais vulneráveis da comunidade.

por André Luis 

Surto virou epidemia de dengue em 6 estados; 17 cidades decretam emergência

O rápido surto de dengue no Brasil em 2024 já se transformou em epidemia em seis estados e obrigou 17 municípios a declarar emergência de saúde pública.

Surto virou epidemia em seis estados. A dengue é considerada epidêmica quando as infecções atingem 300 casos para cada 100 mil habitantes. O chamado “coeficiente de incidência” já atingiu esse patamar em seis estados, na última semana epidemiológica de janeiro, entre o último dia 29 e 3 de fevereiro, segundo o Ministério da Saúde. Veja o coeficiente em cada caso:

  • Distrito Federal: 1.733,7. Brasília registrou 8.580 casos
  • Minas Gerais: 665. São 22.314 casos no estado, com destaque para Belo Horizonte (2321), Contagem (955) e Betim (825).
  • Acre: 542. A cidade com mais casos é a capital Rio Branco, com 90 registros.
  • Paraná: 388. Londrina (1.007), Apucarana (563) e Cascavel (455) lideram o número de casos no estado. Curitiba contabilizou 170 no período.
  • Goiás: 334. Os 4.272 casos em Goiás foram puxados por Goiânia (539), Anápolis (470) e Nova Gama (299).
  • Espírito Santos: 299. Com 1.501 infecções, o estado registrou mais casos prováveis na capital Vitória (171), Serra (125) e Linhares (110).

Rio de Janeiro (178) e São Paulo (140) aparecem em seguida. No Rio, a capital concentrou 3.442 das 4.950 infecções no período. Em São Paulo —com 11.254 episódios—, a capital (1.637) é seguida por São José dos Campos (1.118), Ribeirão Preto (813) e Guarulhos (508).

Quatro estados e 17 cidades brasileiras decretaram emergência de saúde. Acre, Minas, Distrito Federal e Goiás —estados com índices de epidemia— declararam emergência.

As cidades foram: Águas Lindas do Goiás, Oiapoque (AP), Rio de Janeiro, Jacareí (SP), Santa Luzia (MG), Brumadinho (MG), Vespasiano (MG), Matozinhos (MG), Sabará (MG), São José da Lapa (MG), Betim (MG), Bariri (SP), Pindamonhangaba (SP), Botucatu (SP), Pederneiras (SP), Marília (SP) e São José (SC).

“[Emergência de Saúde] é um instrumento legal que torna mais ágeis medidas administrativas. Cada ente federativo tem autonomia para tomar essa decisão”, disse o Ministério da Saúde.

Nova vacina contra a dengue chega ao Brasil na próxima semana

A Associação Brasileira de Clínicas de Vacinas (ABCVAC) informou que uma nova vacina contra a dengue deve chegar ao Brasil na próxima semana. Composta por quatro diferentes sorotipos do vírus causador da doença, a Qdenga, da empresa Takeda Pharma Ltda., foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em março. De acordo com o órgão regulador, a dose confere ampla proteção contra a dengue.

Em nota, a ABCVAC informou que o preço da vacina, disponível inicialmente apenas em laboratórios particulares, deve variar entre R$ 350 e R$ 500 para o consumidor final, dependendo do estado. Em São Paulo, por exemplo, o Preço Máximo ao Consumidor (PMC) autorizado pela Anvisa para as clínicas é R$ 379,40.

De acordo com a Anvisa, a vacina é indicada para crianças acima de 4 anos de idade, adolescentes e adultos até 60 anos de idade. A Qdenga, portanto, é a primeira dose aprovada no Brasil para um público mais amplo, já que o imunizante aprovado anteriormente, a Dengvaxia, só pode ser utilizado por quem já teve dengue.

Vírus da Covid-19 infecta fígado e estimula produção de glicose, aponta estudo

Pesquisa feita na Universidade de São Paulo (USP) mostra que o vírus causador da Covid-19 é capaz de infectar as células do fígado (hepatócitos), estimulando a produção de glicose e provocando um quadro semelhante ao de diabetes em pacientes internados – ainda que antes eles não apresentassem alterações nas taxas de glicemia.

Os resultados do estudo, publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), desvendam parte do mecanismo que o vírus usa para infectar essas células, com impacto no metabolismo da glicose, e apontam caminhos para tratamentos capazes de evitar o agravamento do quadro clínico desses pacientes.

Os achados também sugerem que a entrada do vírus nos hepatócitos é parcialmente mediada pela cooperação entre os receptores (proteínas) GRP78 e ACE2, sendo que este último está presente na superfície dos hepatócitos humanos como uma isoforma diferente, de baixo peso molecular, e com o qual o vírus da Covid-19 se liga para viabilizar a infecção. Esse dado é uma das inovações da pesquisa, já que trabalhos anteriores sinalizavam que células do fígado não expressariam a proteína ACE2.

O alto nível de açúcar no sangue (hiperglicemia), prevalente em pacientes hospitalizados com Covid-19, ocorre independentemente do histórico de diabetes e está associado a um pior desfecho clínico, podendo levar à morte. Desde o início da pandemia, em 2020, o diabetes foi apontado como um fator de risco para pessoas com Covid-19, mas existiam lacunas em relação aos mecanismos relacionados a esse quadro.

13 casos novos de covid 19 são registrados nos últimos cinco dias em Afogados

São 08 pacientes do sexo feminino, com idades entre 08 e 50 anos. Dessas, 04 com esquema vacinal incompleto e 04 com esquema completo. Já entre os homens, 05 pacientes, com idades entre 15 e 53 anos. Desses, 02 com esquema incompleto.

*o índice de positividade entre os dias citados foi de 22,03%.Registramos uma aumento de 16% comparando-se com a semana anterior*

Durante o período citado não tivemos novos casos em investigação e 59 pacientes apresentaram resultados negativos para COVID-19.

Hoje, 01 paciente apresentou alta após avaliação clínica e/ou epidemiológica. O município atingiu a marca de 9.974 (99,08%) recuperadas para a covid-19. Atualmente, o município tem 12 casos ativos para a COVID – 19.

Afogados atingiu a marca de 45.000 pessoas testadas para a covid-19, o que representa 120,77% da nossa população.

Casos leves x SRAG/COVID – 19:
Leves: (9.874 casos), 98,09%;
Graves: (192 casos), 1,91%.

Semana Epidemiológica: Encerrou no último sábado a SE 18 com 13 casos positivos e MV de 1,85 casos /dia.

Dados atualizados em 08/05/2023.

Marina Silva segue internada com Covid-19, mas quadro tem boa evolução

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, segue internada em hospital de São Paulo após ter sido diagnosticada com Covid-19 na manhã deste sábado (6).

Segundo boletim médico divulgado pelo Instituto do Coração (InCor) neste domingo (7), o estado de saúde de Marina é considerado estável e com boa evolução.

“A Sra. Marina Silva, ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, segue sob cuidados médicos no InCor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP). Sua condição clínica mantém-se estável e com boa evolução. A paciente permanece em acompanhamento pelo cardiologista Dr. Sérgio Timerman, pela infectologista Dra. Tânia Mara Varejão Strabelli e pelo Diretor da Divisão de Pneumologia do InCor, Dr. Carlos Roberto Ribeiro de Carvalho”, informa o boletim médico.

Por André Luis 

Pernambuco autoriza vacinação contra gripe a partir de segunda; veja grupos que podem tomar doses

Cerca de 3,5 milhões de pessoas poderão tomar as doses de vacina contra a gripe, a partir de segunda (10), em Pernambuco. O início da campanha nacional de imunização foi autorizado, nesta quinta (6), pelo governo.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), as prefeituras devem definir locais e orientar a população sobre a vacinação. No Recife, a campanha começa na segunda e pretende contemplar 659.690 pessoas.

A campanha nacional pretende vacinar contra a gripe integrantes de grupos prioritários. São eles:

– Idosos com 60 anos e mais (1.294.351 pessoas)
– Trabalhadores da Saúde (259.370 pessoas)
– Crianças (6 de meses a menos de 6 anos) (735.995 pessoas)
– Gestantes e Puérperas (110.131 pessoas)
– Povos Indígenas (52.550 pessoas)
– Professores (102.657 pessoas)
– Pessoas com comorbidades (359.168 pessoas)
– Pessoas com deficiência permanente (496.029 pessoas)
– Caminhoneiros (32.187 pessoas)
– Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário urbano e de longo curso (14.481 pessoas)
– Trabalhadores portuários (4.589 pessoas)
– Forças de segurança e salvamento (25.222 pessoas)
– Forças armadas (12.562 pessoas)
– Funcionários do sistema de privação de liberdade (4.436 pessoas)
– População privada de liberdade e Adolescentes em medidas socioeducativas (34.467 pessoas)

Ainda segundo o governo, a campanha contra a gripe vai até o dia 31 de maio. Pernambuco recebeu do Ministério da Saúde (MS), 552 mil doses para iniciar a vacinação do público-alvo.

Afogados registra 13 casos novos de covid nos últimos seis dias

São 09 pacientes do sexo feminino, com idades entre 35 e 90 anos. Dessas, 03 com esquema incompleto e 06 com esquema completo. São 04 pacientes do sexo masculino, com idades entre 12 e 69 anos. Desses, 02 estão com esquema completo e 02 com esquema incompleto.

*o índice de positividade entre os dias citados foi de 15,66%. Aumento de 10% comparando-se com a semana anterior*

Durante o período citado não tivemos novos casos em investigação e 83 pacientes apresentaram resultados negativos para COVID-19.

Hoje, 12 pacientes apresentaram alta após avaliação clínica e/ou epidemiológica. O município atingiu a marca de 9.951 (99,16%) recuperadas para a covid-19. Atualmente, o município tem 04 casos ativos para a COVID – 19.

Afogados atingiu a marca de 44.695 pessoas testadas para a covid-19, o que representa 119,75% da nossa população.

Casos leves x SRAG/COVID – 19:
Leves: (9.843 casos), 98,08%;
Graves: (192 casos), 1,92%.

Semana Epidemiológica: Encerrou no último sábado a SE 14 com 13 casos positivos e MV de 1,85 /dia.

Dados atualizados em 03/04/2023.