Hacker da ‘Vaza Jato’ diz à PF que Bolsonaro perguntou se ele conseguiria invadir urnas eletrônicas

O hacker Walter Delgatti Neto, detido pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira, 2, afirmou em depoimento anterior à corporação que se encontrou com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Palácio da Alvorada para discutir o sistema das urnas eletrônicas. As informações constam na decisão judicial, obtida pelo Terra.

De acordo com Walter Delgatti Neto, durante o encontro, Bolsonaro indagou se ele seria capaz de invadir as urnas eletrônicas com acesso ao código-fonte dos equipamentos. Contudo, o hacker afirmou aos investigadores que essa proposta não avançou.

Segundo informações prestadas por Walter Delgatti Neto, a reunião com Jair Bolsonaro teria sido intermediada pela deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), que também é alvo da operação da Polícia Federal realizada nesta quarta-feira.

Delgatti Neto informou aos investigadores que somente poderia ter acesso ao código-fonte das urnas eletrônicas dentro da sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e que ele “não teria a possibilidade de ir até lá”.

“…Apenas pode afirmar que a Deputada CARLA ZAMBELLI esteve envolvida nos atos do declarante, sendo que o declarante, conforme saiu em reportagem, encontrou o ex-Presidente JAIR BOLSONARO no Palácio do Alvorada, tendo o mesmo lhe perguntado se o declarante, munido do código fonte, conseguiria invadir a Urna Eletrônica, mas isso não foi adiante, pois o acesso que foi dado pelo TSE foi apenas na sede do Tribunal, e o declarante não poderia ir até lá, sendo que tudo que foi colocado no Relatório das Forças Armadas foi com base em explicações do declarante”, diz trecho da decisão.

Delgatti ainda pontuou que Bolsonaro “não teve qualquer relação com a invasão ao sistema do CNJ” e que nenhuma outra pessoa “além do declarante e da Deputada [Zambelli] tiveram envolvimento na invasão ao sistema do CNJ”. Também acrescentou que ele foi pago para ficar à disposição apenas da parlamentar.

“A história pode se repetir”, diz Bolsonaro ao citar golpe de 1964 e outros episódios históricos

Estadão

O presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) citou fatos históricos, como o golpe militar de 1964 e sua própria eleição, para dizer que a ‘história pode se repetir’.

“Quero dizer que o brasileiro passou por momentos difíceis, a história nos mostra. 22 (revolta tenentista), 35 (insurreição comunista), 64 (golpe militar), 16 (impeachment de Dilma Rousseff), 18 (eleição do próprio Bolsonaro) e, agora, 22 (eleições atuais). A história pode repetir. O bem sempre venceu o mal”, afirmou ele, citando fatos ressaltados pela direita pouco antes do início do desfile cívico-militar em Brasília.

“Estamos aqui porque acreditamos no nosso povo e o nosso povo acredita em Deus. Tendo certeza de que, com perseverança e fazendo aquilo que nós pudermos fazer aqui na Terra, ele fará por nós o que for possível”, declarou Bolsonaro. No Palácio da Alvorada, antes de fazer o breve discurso, Bolsonaro ouviu uma oração. Mais cedo, ele havia reunido ministros no local para um café da manhã.

A expectativa é que Bolsonaro faça um novo discurso logo após o desfile de 7 de Setembro.

Ruralista doa R$ 1 milhão, ultrapassa Piquet e se torna o maior financiador da campanha de Bolsonaro

O ruralista Oscar Luiz Cervi doou 1 milhão de reais à campanha de Jair Bolsonaro (PL) e passou a ser a pessoa física responsável pela maior fatia no financiamento do ex-capitão. A doação foi formalizada na última quinta-feira e consta no portal do Tribunal Superior Eleitoral.

Com a quantia, Cervi, que é produtor de soja no Mato Grosso, ultrapassou Nelson Piquet, ex-piloto de Fórmula 1, no posto de maior financiador individual da campanha de Bolsonaro. Piquet havia doado 501 mil reais.

Há ainda na lista uma doação de 500 mil reais em nome de Celso Gomes dos Santos, outro representante do agro no MT. Ele é conhecido na região como Rei do Gado. Além de Cervi e Santos, outros seis representantes de ruralistas doaram mais de 100 mil reais para a campanha de Bolsonaro.

Bolsonaro diz “sim” à Globo a 2 meses do vencimento das concessões do canal

Jair Bolsonaro insiste em atacar o STF e o TSE, mas baixou o tom em relação à ‘inimiga’ Globo. Antes, eram ataques coléricos quase semanais. Até disparava xingamentos. Agora, um clima quase de paz e amor.

Após dias de expectativa, o presidente aceitou o convite para ser sabatinado no ‘Jornal Nacional’. A entrevista com 40 minutos de duração será no próximo dia 22, abrindo a semana com presidenciáveis no telejornal mais assistido do País.

O público terá a chance de ver Bolsonaro cara a cara com William Bonner e Renata Vasconcellos, 1.455 dias após aquele ruidoso encontro na campanha de 2018, quando o então candidato irritou os âncoras ao citar questões pessoais dos dois, como a diferença salarial entre eles.

Desta vez, o clima deverá ser ainda mais tenso. De um lado, os jornalistas questionando as promessas não cumpridas ao longo do governo e incontáveis polêmicas, como a gerenciamento da pandemia e as manobras para furar o teto de gastos.

BOLSONARO TEM AGENDA INTENSA NO RECIFE HOJE

tensa de um único dia, hoje (06), no Recife. O primeiro compromisso dele é uma motociata, que sairá da Base Aérea do Recife, no Jordão, de onde ele desembarca, por volta das 11h. A motociata seguirá até o campus da Universidade Salgado de Oliveira (Universo), na avenida Mascarenhas de Moraes, na Imbiribeira, com chegada prevista ao meio-dia.

Depois da motociata, Bolsonaro almoçará com pastores, na esplanada da Universo. “O almoço é parte a social da agenda do presidente; a religiosa é a marcha”, lembrou o pastor Pedro Rodrigues, da direção nacional do Fórum Evangélico de Ação Social e Política (Fenasp), uma das entidades que promovem o evento. O pastor confirmou também a presença da primeira-dama Michelle Bolsonaro no Recife.

A previsão é que o presidente esteja na Marcha por Jesus, por volta das 14h, quando começará a concentração, em Frente à Padaria Boa Viagem, na beira-mar. Todos os compromissos do presidente no Recife serão cumpridos ao lado dos candidatos a governador Anderson Ferreira e ao Senado Gilson Machado, ambos do PL.

Estão proibidas quaisquer formas de manifestações político-partidárias na Marcha por Jesus. Pelo menos foi o que ficou decidido, no início de junho, numa reunião do Fenasp/PE e do Conselho de Pastores de Pernambuco (Copaspe) com lideranças políticas cristãs do estado.

O nome do evento, que vinha sendo usado equivocadamente, é Marcha por Jesus e não Marcha para Jesus. O primeiro nome, de acordo com os organizadores, foi registrado em cartório por uma igreja (que não promove mais o evento). Essa mesma igreja proibiu o Fenasp, tanto em Pernambuco como em outros estados, de usar a nomenclatura, embora já seja utilizada em todo Brasil. O Fenasp/PE, portanto, teve que alterar o nome.

Bolsonaro sanciona novo piso salarial de enfermagem

O presidente Jair Bolsonaro (PL) sancionou nesta quinta-feira (4) o projeto de lei que estabelece o piso salarial dos enfermeiros, cujo valor-base ficou definido em R$ 4.750.

O projeto havia sido aprovado em julho pela Câmara dos Deputados com ampla maioria (449 votos a 12).

O PL 2564/2020 não havia sido encaminhado para sanção do presidente da República logo após a aprovação porque os parlamentares não haviam inserido na proposta a fonte de recursos.

Essa situação foi contornada com a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 11/2022, de iniciativa da senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA).

O novo valor estará valendo imediatamente após a publicação no Diário Oficial da União.

O Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que também participou da cerimônia no Palácio do Planalto, ressaltou o trabalho dos profissionais e disse que “a enfermagem simboliza o cuidado”.

“E hoje estamos todos aqui, não para comemorar a sanção da lei, que é o ato administrativo, mas juntos com a enfermagem brasileira, fazer com que o mandamento da Constituição Federal de 1988, no artigo 196, que consagra a saúde como um direito de todos e um dever do Estado, se concretize”, afirmou.

“Agora, por ocasião da pandemia, se diz ‘descobrimos o papel da enfermagem’. Isso não é verdade, basta que alguma pessoa sofra um agravo de saúde para saber a importância da enfermagem”, disse Queiroga

Bolsonaro tem até hoje para sancionar piso da enfermagem

O presidente Jair Bolsonaro (PL) tem até esta quinta-feira (4) para sancionar ou vetar o projeto de lei nº 2564/2020, que cria o piso salarial nacional da enfermagem. Estimativas do Ministério da Saúde apontam impacto orçamentário de cerca de R$ 22,5 bilhões para União, estados e municípios, além do setor privado, caso passem a vigorar as novas regras salariais também para técnico e auxiliar de enfermagem, bem como para parteiras.

Aprovada na Câmara dos Deputados em julho após intensos debates e forte oposição de entidades que representam o setor privado na área de Saúde, a matéria foi enviada à sanção pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Entre as principais questões está a origem dos recursos para cobrir a aplicação do piso, que compromete o orçamento dos entes responsáveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e hospitais privados, por exemplo.

O projeto prevê que enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, e parteiras contratados em regime de CLT, terão de receber, no mínimo, R$ 4.750 mensais. Já o piso de técnicos de enfermagem será de R$ 3.325; e o de auxiliares e de parteiras, R$ 2.375.

Bolsonaro é o primeiro sorteado para entrevistas do Jornal Nacional

Foi realizado nesta segunda-feira (1), pela produção do Jornal Nacional, da TV Globo, o sorteio dos candidatos para as entrevistas ao vivo na série com os concorrentes ao Planalto.

Jair Bolsonaro (PL) será o primeiro entrevistado. A participação está marcada para o dia 22 de agosto, mas o presidente ainda não aceitou o convite.

Na sequência foram sorteados: André Janones (Avante), no dia 23, Ciro Gomes (PDT), no dia 24, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no dia 25, e Simone Tebet (MDB), no dia 26.

As entrevistas terão duração de 40 minutos e serão conduzidas por William Bonner e Renata Vasconcellos.

Lula e Bolsonaro impõem condições para participar de debates

Os candidatos à presidência da República Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL) têm resistido a participar de debates televisivos antes das Eleições 2022. Eles estão recusando convites e impondo condições específicas para confirmarem presença.

A CNN suspendeu, ontem, a realização do debate que aconteceria no próximo dia 6 por causa da ausência dos dois.

De acordo com a colunista Malu Gaspar, de O Globo, Bolsonaro tem duas exigências para confirmar a participação nos debates: ele exige a presença de jornalistas que não lhe sejam “hostis” e que as perguntas sejam formuladas por um “pool” de entrevistadores de diferentes grupos midiáticos.

O objetivo do presidente, segundo a colunista, é ter um maior controle sobre o que será debatido nas conversas, evitando questões como o esquema de rachadinhas do seu antigo gabinete como deputado federal e outros escândalos do governo.

Já o ex-presidente Lula também estaria exigindo que as questões fossem criadas por um “pool” de jornalistas variados. No entanto, a motivação seria outra: o petista diz que não tem tempo disponível para aceitar todos os convites para debates, e que a integração entre veículos agradaria a todos.

Outro pedido de Lula seria a confirmação da presença de Bolsonaro nos debates. De acordo com Malu, o petista teme que a ausência do oponente o colocaria em evidência para ser atacado pelos outros presidenciáveis.

Em resposta à Malu Gaspar, a assessoria de Lula negou que a participação do petista estivesse condicionada à presença de Bolsonaro.

Durante a Convenção do Partido Liberal, no último domingo, Bolsonaro desafiou Lula para um debate.

Em seu discurso, o presidente afirmou que poderia encontrar o petista para debater o cargo, caso ele estivesse presente.

General da reserva e ex-apoiador diz que Bolsonaro reeditou o mensalão

O general da reserva Paulo Chagas, ex-apoiador do governo federal, disse que o presidente Jair Bolsonaro (PL) é “refém da facção política” e que ele “reeditou o ‘mensalão do PT’”. As afirmações estão em um texto publicado por ele no Facebook, ontem, com o título “Está na hora de mudar”. A reportagem é do UOL.

“O presidente Jair Bolsonaro, desde o início do seu mandato, vem se fragilizando e sendo fragilizado diante dos outros poderes, em especial do Legislativo, chegando ao ponto de tornar-se refém da facção política comandada pelo apenado Valdemar Costa Neto, o qual, com a lanterna na proa, ilumina o caminho para o retorno do chamado ‘presidencialismo de coalizão’”, escreveu.

O texto também critica o governo federal dizendo que Bolsonaro foi eleito com discurso contra a corrupção, mas que teria fracassado e “não conseguiu mudar a política como ela tem sido no Brasil no decorrer nos últimos 35 anos”.

Ele também citou o Orçamento Secreto como equivalente ao “Mensalão do PT”. “Nessas condições, o ‘sistema’ foi, também aos poucos, aumentando a sua ousadia, chegando ao cúmulo de reeditar o famigerado ‘Mensalão do PT’ na forma de um sinistro ‘Orçamento Secreto’ para os amigos do governo”, completou.

Chagas também criticou o que chamou de “pacote de bondades” do governo federal ao povo. Para ele, esse caminho visa conseguir votos para Bolsonaro e é “pouco criativo, efêmero e contraditório”.

“Pouco criativo porque é a repetição da emissão de cheques sem fundos que, pelas mesmas razões, foram oferecidos à população pelos governos populistas que o antecederam. Efêmero porquanto é limitado ao período eleitoral. E contraditório porque desdiz o compromisso assumido em 2018 de não governar com olhos na reeleição”.

Em junho do ano passado, também em publicação no Facebook, o general disse que a idolatria a Bolsonaro está dividindo militares da reserva.

No texto, Chagas afirma que uma parte dos colegas inativos está contaminada por “mitomania” e “pelo culto à personalidade de um homem cuja cultura, militar e acadêmica, não ultrapassa o nível da sola dos seus sapatos” e que não tem compromisso com o Brasil.

“Jair Bolsonaro, a quem eles parecem idolatrar e que tratam como o ‘Salvador da Pátria’ (como se isso existisse), é a antítese do Soldado”, diz o general em seu texto. “Disciplina e hierarquia são coisas que Bolsonaro, quando em seu curto tempo no serviço ativo ou mesmo fora dele, nunca respeitou devidamente ou entendeu a importância”, escreveu.

por André Luis