Placa Mercosul será obrigatória em 2025? Veja as regras

O Brasil iniciou, em 2024, a transição para um novo sistema de identificação veicular, adotando as placas no padrão Mercosul. Essa mudança visa modernizar o registro de veículos, reforçar a segurança e promover a integração regional entre os países do bloco económico.

A Lei 14.562/23 estabeleceu o novo padrão, que inclui a bandeira nacional e o emblema do Mercosul nas placas. Apesar das discussões sobre sua eficácia, a padronização promete melhorar a fiscalização e reduzir atividades ilegais, especialmente nas fronteiras.

  • Padrão visual unificado: fundo branco com caracteres pretos, faixa azul superior com o emblema do Mercosul e a bandeira do Brasil.
  • Segurança aprimorada: código QR para rastreamento, marca d’água com o brasão da República e fita holográfica com o logotipo do Mercosul.
  • Formato alfanumérico: combinação de letras e números (LLLNLNN para automóveis e LLLNNLN para motocicletas), dificultando clonagem e falsificação.
  • Banco de dados integrado: compartilhamento de informações entre os países do Mercosul para facilitar a fiscalização.
  • Chip embutido: maior segurança na identificação de veículos roubados ou clonados.

Desafios da Fiscalização

A retirada dos lacres de segurança gerou preocupações sobre possíveis adulterações. Para mitigar fraudes, a legislação foi reforçada, prevendo penalidades mais severas. Além disso, o governo busca implementar tecnologias mais avançadas para monitoramento.

A Placa Mercosul Será Obrigatória em 2025?

Não. A transição ocorre de forma gradual, e a obrigatoriedade depende de situações específicas:

  • Veículos novos: todos os emplacados a partir de 2020 já recebem a placa Mercosul.
  • Transferência de propriedade: ao vender ou comprar um veículo, a troca da placa é obrigatória.
  • Mudança de estado ou município: exige a substituição pelo novo padrão.
  • Placa danificada: a troca é obrigatória para garantir a identificação adequada.

Quem possui a placa cinza antiga pode continuar com ela, exceto nos casos mencionados acima.

Consequências Legais e Penalidades

O Brasil definiu penalidades rigorosas para fraudes relacionadas às novas placas, incluindo multas pesadas e detenção. Campanhas educativas estão sendo realizadas para informar os motoristas sobre as novas regras e evitar infrações.

A adoção do novo sistema reforça a segurança veicular e integra o Brasil ao padrão Mercosul, trazendo modernização e padronização ao sistema de identificação automotiva.

Por Eduardo

Placa Mercosul começa a ter mudanças nos estados contra onda de clonagens

Desde o ano passado, os Detrans (Departamentos Estaduais de Trânsito) têm apelado ao governo federal por mudanças na placa Mercosul.

A intenção, segundo fontes consultadas, é reduzir o número de fraudes, reduzir a sonegação de impostos e baratear o preço para o consumidor. Enquanto a gestão federal não promove alterações relacionadas ao processo de emissão das placas, os próprios estados começam a implementá-las, com foco na segurança.

A AND (Associação Nacional dos Detrans) apresentou em 2021 ao Ministério da Infraestrutura uma série de propostas para “aprimorar” o padrão Mercosul. No cerne das críticas está o fim do sistema de licitação para contratar as empresas de estampagem das placas, substituído pelo credenciamento, sob responsabilidade de cada Detran.

Com isso, na maioria dos estados o número de empresas estampadoras, que aplicam os caracteres nas placas, aumentou consideravelmente – sem reforço proporcional das equipes de fiscalização dos Detrans – o que tem feito subir os casos de clonagens e falsificações, segundo relatos.

Além disso, o sistema de livre mercado, no qual cada fabricante pode arbitrar o preço a ser cobrado, elevou os custos ao cidadão e ainda reduziu a arrecadação, alegam os departamentos estaduais – que não estão mais autorizados a cobrar a taxa de emplacamento do cidadão, como ocorria anteriormente. Outra reclamação recorrente é sobre a segurança, segundo a AND, a simplificação feita pelo governo federal em 2019, tornou a placa muito mais suscetível a fraudes. É nesse último quesito que os Dentrans têm atuado individualmente.