Sertânia: TCE julga descumprido TAC entre Prefeitura e Corte de Contas

A Primeira Câmara do Tribunal de Contas de Pernambuco, julgou, nesta terça (5), Termo de Ajuste de Gestão celebrado entre a Corte de Contas e o Município de Sertânia, representado por seu prefeito, Ângelo Rafael Ferreira dos Santos, cujo objeto foi o cumprimento das medidas constantes, “de forma a solucionar os problemas apontados no Relatório Preliminar de Auditoria” no tocante a melhorias nas escolas da rede municipal.

No julgamento, a Primeira Câmara, à unanimidade, julgou descumprido parcialmente o Termo de Ajuste de Gestão firmado pela Prefeitura Municipal de Sertânia com a Corte de Contas, e deu um prazo de 10 dias ao gestor para apresentar o cumprimento do TAC.

Iguaracy: TCE vota pela aprovação das contas de 2021 de Zeinha Torres

Durante reunião da Primeira Câmara do Tribunal de Contas que ocorreu na manhã desta terça (5), foi julgada a Prestação de Contas de Governo da Prefeitura Municipal de Iguaracy, relativa aos exercício financeiro de 2021, tendo como interessados: Joaudeni Cavalcante Barbosa da Silva, José Josivaldo Rufino da Silva, José Torres Lopes Filho e Josenildo Mendes Ferreira.

No julgamento, a Primeira Câmara, à unanimidade, emitiu Parecer Prévio recomendando à Câmara Municipal de Iguaracy a aprovação com ressalvas das contas do atual prefeito José Torres Lopes Filho (Zeinha), relativas ao exercício financeiro de 2021.

Tabira: TCE julga cumprido Termo de Ajuste entre Prefeitura e Tribunal

A Segunda Câmara do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE), julgou, nesta quinta (30), Termo de Ajuste de Gestão – TAG, relativo ao exercício financeiro de 2022, firmado entre a Prefeitura do Município de Tabira e o Tribunal de Contas, que teve por objeto a melhoria e adequação das instalações físicas e infraestrutura das unidades de ensino integrantes da rede pública municipal, de responsabilidade da prefeita Maria Claudenice Pereira de Melo Cristovão.

No julgamento, a Segunda Câmara, à unanimidade, julgou integralmente cumprido o Termo de Ajuste de Gestão (TAG) em apreço, firmado pela Prefeita de Tabira com a Corte de Contas.

Serra Talhada: TCE imputa débito de mais de R$ 376 mil ao presidente da Câmara, Manoel Enfermeiro

Cuida-se de Auditoria Especial instaurada na Câmara Municipal de Serra Talhada com vistas à análise das contratações de empresas de capacitação, inscrições de agentes públicos e gastos com diárias em eventos no exercício financeiro de 2020.

A referida Auditoria foi realizada objetivando apurar possíveis irregularidades na execução de despesas envolvendo a contratação de empresa de capacitação, inscrição de agentes públicos e gastos com diárias em eventos nas Cidades de João Pessoa e Maceió, tendo como interessados: Imb Cursos, Carlos Alberto Barbosa Pereira, Manoel Casciano da Silva, Treinar Tecnologia e Capacitacao e Carlos Alberto Barbosa Pereira.

O Relatório Técnico de Auditoria apontou as seguintes irregularidades:

– pagamento de despesas com inscrições para eventos sem a efetiva comprovação dos gastos, no valor de R$ 70.700,00;

– pagamento de despesas com diárias para eventos em época de pandemia e sem efetiva comprovação dos gastos, no valor de R$ 246.050,00;

– fracionamento de despesas e fuga ao processo licitatório;

– desproporcionalidade entre o quadro de servidores comissionados e efetivos.

O Ministério Público de Contas se manifestou no sentido em impugnar os gastos realizados e a explicação maior leva em conta o momento pandêmico de isolamento social provocado pela covid-19 no exercício de 2020 e questionamentos relativos a existência de fato dos eventos.

Com isso, a Segunda Câmara, à unanimidade, julgou irregular o objeto do processo de auditoria especial de conformidade, responsabilizando, quanto às suas contas do Sr. Manoel Casciano da Silva (Manoel Enfermeiro). Ainda aplicou multa e imputou débito no montante de R$ 316.750,00, sendo R$ 32.200,00 em cunho solidário com o Instituto Municipalista do Brasil IMB Cursos Eirelli e R$ 38.500,00, com a Treinar Empresa de Treinamento e Tecnologia Ltda., na qualidade de beneficiárias das despesas indevidas.

   

Procuradora do TCE questiona cachê de R$ 380 mil para cantor acusado de estelionato por prefeitura de Santa Cruz da Baixa Verde

A procuradora Germana Laureano, do Ministério Público de Contas de Pernambuco (MPC-PE), enviou ofício para a Prefeitura de Santa Cruz da Baixa Verde, questionando os valores dos cachês para dois artistas se apresentarem na cidade.

Segundo o MPC-PE, o sertanejo Eduardo Costa foi contratado por R$ 380 mil para se apresentar na Festa da Rapadura, que irá acontecer em 29 de outubro de 2023. Já o cantor Marcynho Sensação foi contratado por R$ 350 mil para se apresentar na Festa da Pinha, que já ocorreu em 2 de abril de 2023.

A procuradora Germana Laureano determinou a apresentação de informações sobre toda a “atual situação previdenciária municipal, notadamente quanto à comprovação do regular repasse das contribuições devidas ao RGPS e ao RPPS, bem como evidências de regular pagamento do funcionalismo público municipal e demonstrativos acerca dos percentuais de aplicação de recursos nas ações e serviços públicos de saúde e na manutenção e desenvolvimento do ensino durante o exercício corrente”.

Segundo o MPC-PE, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) tem jurisprudência que não permite o pagamento destes valores altos de cachês quando o município tem a situação previdenciária irregular, como falta ou atrasos de recolhimentos da previdência, ou atraso no pagamento da folha salarial dos servidores e aposentados, inclusive décimo-terceiro salário.

O TCE já chegou a suspender, em 2022, um show de João Gomes, da Prefeitura de Bom Conselho, por supostas irregularidades previdenciárias. Bom Conselho queria pagar R$ 350 mil para João Gomes, na época.

A procuradora fixou o prazo de oito dias para a Prefeitura de Santa Cruz da Baixa Verde apresentar as informações sobre os cachês de Eduardo Costa e Marcynho Sensação.

A Prefeitura já recebeu o ofício com a requisição. Após a resposta, a procuradora irá analisar a documentação para decidir se pedirá ou não a suspensão do pagamento para Eduardo Costa.

Santa Cruz da Baixa Verde (não confundir com outras duas cidades também com Santa Cruz no Estado) é um pequeno município com aproximadamente 18 mil habitantes, fazendo fronteira com Triunfo e Serra Talhada, no sertão do Estado.

ACUSAÇÃO DE SUPOSTO ESTELIONATO
Em março de 2023, o site G1 da TV Globo informou que o cantor contratado, Eduardo Costa, é atualmente réu por estelionato.

A Justiça negou um novo pedido de suspensão do processo por estelionato em que Eduardo Costa é réu.

De acordo com a denúncia do Ministério Público contra o sertanejo e Gustavo Caetano Silva, cunhado e sócio do cantor, os dois negociaram o imóvel em Capitólio, no Sul de Minas, omitindo a informação de que o terreno era alvo de ações judiciais, obtendo “vantagem ilícita”.

Segundo o G1, as investigações começaram em 2017. Segundo a Polícia Civil, Eduardo Costa negociou o imóvel em Capitólio em troca de uma casa, de propriedade de um casal, na Região da Pampulha, em BH, avaliada em R$ 9 milhões.

Na época, a polícia afirmou que o imóvel em Capitólio valia entre R$ 6,5 milhões e R$ 7 milhões.

No entanto, de acordo com a denúncia do MPMG, o terreno foi avaliado em R$ 5,6 milhões. A diferença de valores seria paga pelo cantor com uma lancha, um carro de luxo e uma moto aquática.

Sertânia: Pleno do TCE reverte decisão da Segunda Câmara e aprova contas de 2018 de Ângelo

Cuidam os autos de Pedido de Rescisão proposto pelo atual prefeito de Sertânia, Ângelo Rafael Ferreira dos Santos, contra Parecer Prévio que recomendou à Câmara Municipal de Sertânia a rejeição de suas contas referentes ao exercício de 2018, prolatado pela 2ª Câmara da Corte de Contas.

No julgamento que aconteceu nesta quarta (22), o Pleno, à unanimidade, conheceu do presente Pedido de Rescisão e, no mérito, deu-lhe provimento, para reformar o Parecer Prévio e passou a recomendar a aprovação, com ressalvas, das contas do prefeito.

Lixão em Custódia resulta em aplicação de multa ao prefeito

O Tribunal de Contas segue atuando na fiscalização dos chamados “lixões” a céu aberto para descarte dos resíduos sólidos por parte dos municípios pernambucanos. Na última terça-feira (24), a Primeira Câmara homologou Auto de Infração contra o prefeito de Custódia, Emmanuel Fernandes de Freitas, por não enviar ao TCE plano de ação visando à eliminação do “lixão” em sua localidade.

Em relação ao município de Custódia (processo n° 2057959-7), o prefeito afirmou, em sua defesa, que “o município já deu um grande passo a firmar o convênio para depósito de seus resíduos na cidade de Ibimirim, em aterro legalizado, por consequência, deixando de realizar o depósito no lixão do município”.

Todavia, o relatório de auditoria feita pelo TCE apontou que, das medidas adotadas em substituição ao Plano de Ação requerido, a prefeitura teria posto em prática o descarte de seus resíduos no Aterro Sanitário de Ibimirim, deixando de lançá-los no lixão, porém, a afirmação carece de comprovação, pois não foram encaminhados quaisquer registros, relatórios, comprovantes de pagamentos, dentre outros documentos que comprovem que, de fato, os resíduos do município de Custódia estão sendo adequadamente depositados em Ibimirim”, diz o relatório.

O conselheiro Valdecir Pascoal votou pela homologação do auto de infração, sendo aplicada uma multa ao gestor no valor de R$ 27.549,00.

Durante o julgamento, o relator destacou o trabalho e as ações do TCE voltadas para o combate aos lixões, ressaltando entender toda a dificuldade por parte dos gestores em se adequarem às exigências, e que, em alguns casos, é possível uma “mitigação” da multa aplicada. No entanto, ele destacou que nos processos em questão, embora reconhecido o esforço, as ações não foram suficientes para evitar as multas.

O voto foi aprovado por unanimidade pelos conselheiros Marcos Loreto (presidente da 1° Câmara) e Carlos Porto. Representou o Ministério Público de Contas na sessão o procurador Cristiano Pimentel.