Morreu na noite de ontem Dimas Rodrigues Marques, o Dimas do Bar. Ele faleceu no Hospital Barão de Lucena, na capital pernambucana.
Ele tinha 68 anos e morreu de hemorragia interna. A informação foi confirmada por uma de suas filhas. O corpo chegou do Recife essa manhã. O sepultamento ocorrerá no Cemitério São Judas Tadeu, às 17 horas. O velório ocorre na rua Pedro Pires, número 153.
Dimas atuou no ramo por mais de três décadas e meia e era muito querido em Afogados. Sua despedida do ramo mereceu uma nota do blog em julho de 2017, há exatos cinco anos:
Um dos pontos de encontro mais antigos da cidade de Afogados da Ingazeira, o Bar de Dimas, fechou suas portas oficialmente neste domingo. Dimas tem 63 anos de idade e nada menos que 37 anos dedicados à atividade. “Passei seis anos no exército e então quando fui licenciado comecei na São Sebastião e parei aqui. Faria tudo de novo”, diz o sertanejo nascido em Pelo Sinal, Solidão.
Com a atividade, Dimas conseguiu ajudar às três filhas na formação universitária na renomada UFPE. . Uma física, outra química industrial e uma terceira enfermeira Ana Nery, “Foi o orgulho que tive na vida, formar minhas filhas”. Perdeu a esposa, Dona Elza Queiroz há pouco tempo. “Vivi trinta e seis anos com minha esposa, até que Deus chamou”. No meio do caminho, nem um AVC, que limitou o movimento de um dos braços, o fez desistir de viver e lutar. Ainda tinha metas a alcançar, se realizando pela prole.
Sobre as lições, duas: “Coisa material pra mim não vale nada. E procurei sempre o certo, o errado fica pra lá”. Garante Dimas, vai ser normal sentir saudade do espaço, aliás, adquirido com seu esforço, prestes a ser adaptado para outra atividade, a partir da formação das filhas. Perguntado se alugaria para um outro bar, foi direto: “não se paga um aluguel num ponto desse com o movimento de bar”.
Um erro de interpretação fez algumas pessoas noticiarem a morte do dono, quando o “passamento” é de seu conhecido espaço, reflexo da crise e da forte concorrência. Dimas preferiu o descanso, não o eterno, mas de seus futuros dias de existência. “Já morri antes umas três ou quatro vezes na boca do povo. O povo gosta de matar mas estou aqui graças a Deus. Até achei bom (o boato) porque aumentou o movimento”, brinca.
A notícia fez muita gente boa procurar seu bar essa noite. Bem verdade, teve quem fosse saber do velório. Mas bares não precisam de velas, e sim de um bom brinde. Através do seu bar conseguiu manter a dignidade da família. Assim, um brinde e vinda longa ao Dimas do bar!
por Nill Junior
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