Comunidades do Agreste cobram medidas para reduzir impactos da energia eólica

A Frente Parlamentar de Combate à Fome da Alepe realizou uma audiência pública, nesta segunda (4), a respeito dos impactos socioambientais da energia eólica produzida pela ação dos ventos em Pernambuco. O encontro também debateu os efeitos da mineração no Estado. Na ocasião, representantes da sociedade civil reivindicaram à Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) a suspensão de licenças de funcionamento de usinas eólicas em partes do território estadual.

A audiência foi presidida pelo deputado João Paulo (PT). Participaram do encontro representantes do poder público, dos movimentos sociais e de entidades como a Central Única dos Trabalhadores em Pernambuco (CUT-PE) e a Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado de Pernambuco (Fetape), além de moradores das regiões afetadas pelas usinas.

O deputado João Paulo reconheceu o potencial da energia eólica para diminuir a emissão de gases de efeito estufa. Mas ressaltou que, em municípios como Caetés, no Agreste Meridional, a instalação de torres eólicas próximas às residências tem causado sérios problemas de saúde nas comunidades devido ao ruído das hélices.

“Recentemente, nós da bancada do PT na Alepe realizamos uma visita ao município de Caetés, no Agreste pernambucano, onde moradores têm relatado problemas cada vez mais graves desde a instalação dos parques eólicos nas proximidades de suas residências. Nessa região, as torres eólicas, que hoje somam mais de 220 unidades, têm gerado um impacto ambiental e social que precisa ser urgentemente enfrentado”, relatou o parlamentar.

por Afogados online 

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