Pernambuco tem cursos de Medicina nota 5 no Enamed; curso em Serra Talhada atinge nota máxima

O resultado do primeiro Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), divulgado pelo Ministério da Educação (MEC), nesta segunda-feira (19/01), revelou que cerca de 30% dos cursos de Medicina do Brasil tiveram desempenho insatisfatório, o que acende um alerta sobre a qualidade da formação médica no Brasil.

Em Pernambuco, o cenário mostra contrastes: enquanto instituições públicas e algumas privadas alcançaram notas de excelência, cursos tradicionais e de grande porte ficaram abaixo do esperado. Isso evidencia desigualdades na formação médica dentro do próprio Estado.

No País, dos 351 cursos avaliados, 107 ficaram com notas 1 e 2 e vão sofrer sanções.

O Enamed é uma prova anual aplicada pelo MEC por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para avaliar a formação médica no Brasil.

Em Pernambuco, três cursos conquistaram a nota máxima (conceito 5): a Universidade de Pernambuco (UPE), nos campi de Serra Talhada e Garanhuns, e a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), em Petrolina. O desempenho reforça o protagonismo do interior pernambucano na formação médica e acompanha a tendência nacional de melhores resultados entre instituições públicas.

Também com avaliação positiva, no conceito 4, aparecem a Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS), a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) nos campi Recife e Caruaru, e a UPE Recife. Esses cursos foram classificados como de desempenho muito bom, acima do padrão esperado pelo MEC.

Outras duas instituições ficaram com conceito 3, nota considerada regular e dentro do mínimo esperado: a Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e a Faculdade de Medicina do Sertão, em Arcoverde, no Sertão.

Além disso, três instituições em Pernambuco receberam conceito 2, considerado insatisfatório: a Afya Faculdade de Ciências Médicas de Jaboatão dos Guararapes, a Faculdade de Medicina de Olinda (FMO) e a Uninassau.

Cursos com esse desempenho (conceito 2) entram no grupo que pode sofrer medidas de supervisão por parte do Ministério da Educação, como restrição de vagas, suspensão de novos vestibulares e exigência de planos de melhoria.

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