Bancários rejeitam proposta da Fenaban e param por 24 horas nesta quinta-feira (20)

Os bancários de Pernambuco aprovaram uma paralisação de 24 horas para esta quinta-feira (20/08), em protesto contra a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) durante as negociações da Campanha Nacional Unificada dos Bancários 2026.

A decisão foi tomada em assembleia realizada na noite da última segunda-feira (17), com participação presencial e votação remota. No Estado, 98,69% dos participantes rejeitaram a proposta da Fenaban, enquanto 0,86% votaram pela aprovação e 0,45% se abstiveram.

A paralisação também recebeu ampla maioria: 91,63% votaram a favor, 3,40% foram contrários e 4,98% se abstiveram. A consulta ocorre nacionalmente entre os trabalhadores da categoria.

A mobilização acontece em meio às negociações para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho, que vence no próximo dia 31 de agosto. Uma nova rodada de negociação entre bancários e representantes dos bancos está prevista para esta quarta-feira (19).

Segundo os trabalhadores, a proposta apresentada pela Fenaban prevê um reajuste dividido em três faixas salariais, mas sem detalhamento dos valores e dos critérios de enquadramento. A representação dos bancários também aponta a previsão de congelamento do piso salarial para novos contratados e redução no tíquete-alimentação.

O Sindicato dos Bancários de Pernambuco afirma que o formato apresentado pelas instituições financeiras não atende às reivindicações da categoria.

“A categoria participou amplamente e deu o recado que não aceita uma proposta que desvaloriza, divide os trabalhadores e não reconhece a contribuição dos bancários para os resultados bilionários do sistema financeiro. A resposta será com mobilização e unidade em todo o país”, afirmou Fabiano Moura, presidente da entidade.

A pauta de reivindicações dos trabalhadores foi entregue à Fenaban em 24 de junho. As negociações sobre cláusulas sociais foram antecipadas para o fim de julho, com o objetivo de ampliar o prazo de diálogo antes do encerramento da atual Convenção Coletiva.

A paralisação desta quinta-feira ocorre, portanto, em meio à pressão da categoria por avanços na negociação salarial e pela manutenção de direitos previstos no acordo coletivo.

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