Após a desistência de Miguel Coelho (UB) da disputa pelo Senado, anunciada no último sábado (1º) para preservar o projeto de reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD), o ex-prefeito de Petrolina anunciou apoio à candidatura de Mendonça Filho (PL), nesta terça-feira (04/08), que disputa o Senado fora da chapa oficial da governadora, levando a uma nova reconfiguração da corrida pelas duas vagas na Casa Alta, embora ambos permaneçam aliados de Raquel na eleição para o Governo.
Poucas horas após a convenção do PL, que oficializou o nome do ex-ministro, Miguel reuniu seu grupo político e oficializou o apoio ao aliado. Durante o discurso, afirmou que a decisão foi construída após sua retirada da disputa e das conversas mantidas entre os dois nos últimos dias. “De sexta para cá, com tudo o que aconteceu, entendemos que surgiu um vácuo, apareceu um espaço para que um representante de centro-direita pudesse ser candidato ao Senado Federal”, disse.
Ao justificar a escolha, Miguel destacou a trajetória política de Mendonça. “Nós estamos diante de uma pessoa que tem mais de 30 anos de vida pública dedicada a Pernambuco. Ninguém pode colocar uma vírgula fora do lugar da retidão, da postura e do caráter do nosso futuro senador Mendonça Filho”, afirmou.
Na entrevista após o ato, o ex-prefeito reforçou que “o que mais se aproxima desse perfil, do que eu defendo e do que acredito e, acima de tudo, do que pode fazer por Pernambuco pelos próximos anos no Senado Federal, é o nosso senador Mendonça Filho”.
O deputado federal afirmou que decidiu disputar o Senado após a saída de Miguel da chapa governista e avaliou que existia um “vácuo” para uma candidatura de centro-direita. “De sexta para cá, como vocês acompanharam, e com tudo que aconteceu, entendemos que surgiu um vácuo, apareceu um espaço para que um representante de centro direita pudesse ser candidato ao Senado Federal, junto e também dentro da base aliada da governadora Raquel Lira”, declarou.
Mendonça acrescentou que, caso Miguel tivesse sido escolhido pela Federação União Progressista, estaria ao seu lado. “Estaria com Miguel se ele fosse escolhido pelo União Progressistas para ser candidato ao Senado. Como isso não foi possível, é uma situação da circunstância específica da própria federação.”