A Polícia Civil de Pernambuco, por meio da 167ª Circunscrição e da 20ª Delegacia Seccional de Afogados da Ingazeira, em ação integrada com o 23º Batalhão da Polícia Militar, deflagrou, na tarde desta quarta-feira (02/09), a Operação Retomada, voltada ao enfrentamento do tráfico de drogas no bairro São Francisco, em Afogados da Ingazeira, no Sertão de Pernambuco.
A ação concentrou-se principalmente na Rua São Judas Tadeu e em vias adjacentes, região conhecida popularmente como “Beco da Cracolândia”, apontada pelas forças de segurança como uma área historicamente marcada pela comercialização e consumo de entorpecentes, além da circulação de usuários e da consequente sensação de insegurança entre moradores.
🔎 Drogas e dinheiro são apreendidos
Durante o cumprimento de mandados de busca domiciliar, os policiais localizaram, em um dos imóveis investigados, 168 pedras de uma substância com características semelhantes a crack, com peso aproximado de 18 gramas, além de cinco papelotes de substância semelhante à cocaína, pesando cerca de 1,6 grama.
Segundo a Polícia Civil, o material estava escondido no interior de um guarda-roupa.
Em outra diligência, foram apreendidas cinco pedras de substância semelhante a crack, além de R$ 435,20 em dinheiro fracionado e uma caderneta contendo anotações.
Todo o material apreendido foi encaminhado à Delegacia de Polícia de Afogados da Ingazeira para os procedimentos legais e realização das perícias necessárias.
🏙️ Ação também busca retomada territorial
Além do combate direto ao tráfico de drogas, a Operação Retomada teve como objetivo reforçar a presença do Estado na região.
Durante a intervenção, foram retiradas pichações atribuídas pelas forças policiais à denominada facção criminosa Nova Okaida (CV). De acordo com a Polícia Civil, as inscrições eram utilizadas como forma de demarcação territorial e intimidação simbólica da comunidade.
A operação representa uma atuação integrada das forças de segurança para impedir que áreas residenciais e espaços públicos sejam apropriados por grupos criminosos.
A Polícia Civil destacou que a ação busca transmitir à população a mensagem de que o território pertence à comunidade e permanece submetido à lei.