Sintepe critica alterações no Novo Ensino Médio aprovadas pela Câmara dos Deputados

Neste sábado (13), o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação de Pernambuco (Sintepe) utilizou suas redes sociais para expressar sua indignação quanto à aprovação das alterações no Ensino Médio brasileiro pela Câmara dos Deputados. Em um vídeo divulgado pelo sindicato, a diretora de Assuntos Educacionais, Marília Cibelli, criticou duramente a decisão, especialmente pela exclusão de melhorias aprovadas anteriormente pelo Senado Federal.

Marília Cibelli destacou a atuação do deputado de Pernambuco, Mendonça Filho, e do presidente da Câmara, Arthur Lira, acusando-os de prejudicarem a educação pública brasileira. “Mais uma vez, o deputado Mendonça Filho, em conchavo com Arthur Lira, atacou a educação pública brasileira,” afirmou Cibelli.

O Projeto de Lei aprovado no Senado havia incorporado diversas contribuições do movimento sindical e educacional, como a inclusão do espanhol como disciplina obrigatória e a restrição do ensino à distância a casos emergenciais. Além disso, o Senado havia limitado a contratação de profissionais de notório saber na educação técnica e profissional. No entanto, segundo Cibelli, o relator Mendonça Filho removeu esses avanços do projeto, favorecendo interesses empresariais.

“É uma afronta que o espanhol não seja uma disciplina de oferta obrigatória assim como o inglês, já que todos os países vizinhos ao Brasil falam a língua espanhola. O espanhol não é gasto, Mendoncinha, é investimento na educação,” declarou a diretora do Sintepe.

Ela também criticou a expansão do ensino à distância, que, segundo ela, retira professores das salas de aula e prejudica a interação dos estudantes com colegas e professores. A contratação desenfreada de profissionais do Notório saber sem a regulamentação do Conselho Nacional de Educação também foi alvo de críticas.

Cibelli enfatizou que o texto aprovado pela Câmara mantém o espírito privatista do Novo Ensino Médio implementado durante o governo Temer. “O eixo privatista continua eficaz em seu lobby e direciona as políticas educacionais no Brasil,” lamentou.

A diretora do Sintepe assegurou que haverá reação contra o que ela considera um desmonte da escola pública. “O Sintepe, filiado à CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), continuará lutando contra o desmonte da escola pública. Queremos uma educação pública gratuita, laica, socialmente referenciada, emancipada, inclusiva e de qualidade,” concluiu Marília Cibelli.

por André Luis 

 

Assume logo que não é São João, é festival’, dispara Elba Ramalho em crítica às programações do Nordeste

A cantora Elba Ramalho voltou a criticar o desprestígio ao forró pé-de-serra nas programações de São João do Nordeste. “Você precisa ir para São Paulo assistir as bandas de forró e os trios nordestinos que moram e ganham muito dinheiro por lá. Você vê aquela galera jovem dançando forró. No Nordeste, isso acabou”, disse.

A paraibana foi questionada sobre o tema em uma coletiva de imprensa no São João de João Pessoa (PB), na última quinta-feira (20). “Tudo o que eu falo é polêmico, então eu prefiro não julgar. Acho que no céu nenhuma estrela atropela a outra”, começou a cantora.

Após fazer um comparativo com o Sudeste, ela também comentou sobre países do exterior que valorizam o gênero tradicional. “Em Paris todo mundo está na rua, dançando pé-de-serra, no Japão também. Aqui, a gente está botando Alok, que eu amo, mas acho que deve ser cada coisa na sua coisa, cada macaco no seu galho, cada dia no seu dia. Assume logo que não é São João, é um festival.”

A artista parabenizou a Prefeitura de João Pessoa por priorizar artistas ligados às vertentes tradicionais do ritmo. “Está valorizando artistas que merecem estar no palco. Trabalham, estão aqui tomando conta de todo o forró”, completou a artista, que fará show no São João do Recife na segunda-feira (24).

por Afogados online 

Papa volta a criticar ‘tendências homossexuais’ em seminários

Em uma nova reunião a portas fechadas, o papa Francisco voltou a falar nesta terça-feira (11) sobre o tema da admissão de pessoas “com tendências homossexuais” em seminários.

A fala do pontífice foi a cerca de 200 sacerdotes romanos, com entre 11 e 39 anos de ordenação.

Segundo a assessoria de imprensa do Vaticano, Jorge Bergoglio reiterou a necessidade de “acolher” essas pessoas e “acompanhá-las na Igreja”, embora seguindo orientações contra a admissão em seminários.

Entre os temas abordados estavam os da pastoral ligados à diocese, ao papel e à identidade do sacerdote e à beleza de ser padre.

Em resposta às perguntas, o Papa citou o risco de cair na “mundanidade” e falou sobre a necessidade de ampliar a acolhida nas paróquias “para todos, todos, todos!”.

A questão do sofrimento das pessoas surgiu com força especial na fala do Papa, que citou a necessidade de ser acompanhada com proximidade, compaixão e ternura, três qualidades de Deus.

Nesse sentido, foi destacada a importância da pastoral hospitalar e as dificuldades enfrentadas pela cidade de Roma, a emergência habitacional, a disseminação de drogas, a tragédia da solidão, os muitos que vivem sua dor na invisibilidade.

“Na vida de um padre, o invisível é mais importante do que o visível, porque é mais denso, mais doloroso. Nosso trabalho como padres é ir atrás dessas pessoas”, disse o Papa.

No fim de maio, outra fala de Francisco sobre os homossexuais gerou controvérsia e rendeu um pedido de desculpas.

Na ocasião, ele lançou severos apelos por uma seleção mais rigorosa no acesso aos seminários, usando termos bem incisivos e até apontando o dedo – como relatado pelo site Dagospia, seguido por outros meios de comunicação – contra o excesso de “frociaggine” [termo em italiano que pode ser traduzido como “viadagem”].

Posteriormente, o líder religioso pediu desculpas a todos aqueles que se sentiram ofendidos pelo uso do termo ofensivo.

por Afogados online