Sancionada lei de Maria Arraes para combater feminicídio

Está em vigor a partir deste 1º de agosto de 2024 a Lei 14.942, que institui o programa Banco Vermelho, um marco na luta contra a violência doméstica e o feminicídio no Brasil. O projeto, de autoria da deputada federal Maria Arraes (SD-PE), prevê a instalação de bancos pintados de vermelho em locais públicos, acompanhados de mensagens de incentivo à reflexão e informações sobre canais de suporte e denúncia, como o Ligue 180.

“A lei é mais um avanço que reflete o compromisso do nosso mandato com a vida e a dignidade das mulheres brasileiras. Vamos seguir trabalhando com afinco na construção de uma sociedade em que as mulheres se sintam seguras e protegidas dentro e fora de casa”, ressalta Maria Arraes.

A parlamentar explica que os bancos servirão como monumentos de alerta e memória às vítimas de feminicídio, integrando as ações do “Agosto Lilás”, mês dedicado a iniciativas de prevenção à violência contra a mulher. Em cada banco, será possível obter meios de informação que possibilitem identificar os sinais de violência, denunciar a agressão e garantir suporte para a vítima.

O projeto foi apresentado em fevereiro de 2024 e tramitou rapidamente pelas comissões da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, sendo aprovado por unanimidade. Em março, foi aprovado na Câmara, e em julho, no Senado, com parecer favorável da senadora Jussara Lima (PSD-PI), que destacou a importância de medidas concretas no combate à violência de gênero.

Segundo o 18º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou 1.463 feminicídios em 2023, um aumento de 1,6% em relação ao ano anterior, alcançando o maior número desde a tipificação do crime em 2015. Isso representa uma morte a cada seis horas por crime de ódio motivado pelo gênero.

Os dados também destacam um aumento preocupante nos casos de violência doméstica. Em 2023, foram registradas 258.941 ocorrências em todo o País, um crescimento de 9,8% em relação a 2022 no número de vítimas de agressões dentro de suas próprias casas.

Em Pernambuco, os números são igualmente alarmantes. Somente no primeiro semestre deste ano, já foram contabilizados 37 feminicídios, uma alta de  15,6% em relação ao mesmo período de 2023, segundo dados da Secretaria de Defesa Social (SDS). Quase 27 mil mulheres também foram vítimas de violência doméstica/familiar, o que aponta para a necessidade urgente de ações como a do Banco Vermelho para ajudar a transformar essa realidade.

Além da instalação dos bancos vermelhos, a Lei 14.942 prevê o desenvolvimento de ações de conscientização em locais públicos de grande circulação de pessoas, assim como escolas e universidades, além de uma premiação para estimular iniciativas de enfrentamento à violência contra a mulher em todo o território nacional.

“É uma proposta aparentemente simples, mas com capacidade de impacto direto no cotidiano. Imaginem um Banco Vermelho em cada entrega do Minha Casa Minha Vida, ou nas rodoviárias, nos aeroportos e no metrô. A informação salva vidas”, salienta Maria Arraes.

por André Luis 

Agora é lei federal: Quadrilhas juninas viram “manifestação da cultura nacional”

As quadrilhas juninas agora são consideradas uma “manifestação da cultura nacional”.

É o que determina a Lei 14.900, de 21 de junho de 2024, sancionada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A lei foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda (24), dia de São João, um dos santos mais importantes do ciclo junino.

Com essa nova norma, as quadrilhas se juntam a outras manifestações culturais reconhecidas como expressões autênticas da cultura do país.

Entre elas estão: forró, escolas de samba, festas juninas e música gospel.

Segundo informações do Diário Oficial da União, essa lei altera uma legislação já vigente desde abril de 2023.

A norma anterior reconhecia as festas juninas como manifestação da cultura nacional.

Agora, foram acrescentadas as quadrilhas juninas.

O autor do projeto para incluir as quadrilhas como manifestação cultural nacional é de autoria do deputado federal Ruy Carneiro (PSC-PB).

Ele foi aprovado pelos deputados, seguiu para o Senado e, lá, também foi aprovado, seguindo para sanção.

por Afogados online 

Lei que proibia fogueiras na Paraíba é revogada na Assembleia Legislativa

A lei estadual 11.711/2020, que proibia o acendimento de fogueiras em espaços urbanos na Paraíba, foi revogada nesta terça-feira (4). A regulamentação estava em vigor desde o período da pandemia de Covid-19.

A revogação da lei ocorreu durante a análise de um projeto de lei, de autoria do presidente da Casa, Adriano Galdino, que tinha como objetivo manter a proibição para além do período pandêmico.

A proposta gerou muito debate no Plenário e alguns deputados argumentaram a questão cultural para que a proibição foi derrubada.

Galdino acabou decidindo colocar em votação a proposta para revogação total da lei, que foi aprovada por unanimidade.

O texto agora segue para sanção do governador João Azevêdo e, se sancionado, entra em vigor assim que publicado no Diário Oficial do Estado.

por Afogados online 

Romero Sales Filho aprova Lei que amplia acessibilidade das pessoas com deficiência auditiva

A Assembleia Legislativa de Pernambuco aprovou a Lei 18.533/2024. de autoria do deputado estadual Romero Sales Filho, que amplia a acessibilidade das pessoas com deficiência auditiva nas unidades de saúde da rede privada.

A matéria determina que os estabelecimentos tenham ou um tradutor e intérprete de Libras ou recursos de tecnologia assistiva para auxiliar no atendimento desses pacientes. A Lei abrange os hospitais com mais de 150 leitos e entra em vigor no prazo de 180 dias.

O parlamentar destaca a necessidade de uma comunicação compreensível tanto no momento em que os pacientes  buscam os serviços de saúde como também na hora em que recebem as orientações médicas.

“O uso de Libras é fundamental para que pessoas com deficiência auditiva possam se comunicar eficazmente, inclusive ao buscar serviços públicos de saúde. Uma barreira de comunicação pode colocar em risco a vida e o bem-estar dos pacientes. Não podemos permitir que as pessoas com deficiência auditiva sejam incompreendidas ou não entendam as orientações médicas”, declarou Romero Filho.

por André Luis 

Projeto de Lei do Governo de Pernambuco sobre extinção da faixa salarial da PM e dos Bombeiros vira alvo de audiência pública na Assembleia Legislativa

O Projeto de Lei (PL) de autoria da gestão da governadora Raquel Lyra (PSDB), que prevê a extinção das faixas salariais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros será alvo de uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

O encontro que está marcado para o próximo dia 20 deste mês, no auditório do Poder Legislativo, no bairro da Boa Vista, na área Central do Recife, foi pleiteado pelo Associação de Cabos e Soldados do Estado (ACS-PE).

O debate irá discutir a matéria encaminhada pelo governo para a apreciação dos parlamentares, onde prevê reajuste no valor do soldo dos policiais e bombeiros e elimina as faixas salariais.

Com isso, se a matéria for aprovada na Alepe, o valor do soldo inicial para a base da carreira (soldados da faixa “A”) passará, já em junho, de R$ 3.419,88 para R$ 4.406,41. A partir de 2026, quando se concluir o processo, o valor inicial da carreira em Pernambuco passará a ser de R$ 5.617,92.

Segundo a ACS-PE, a audiência pública para discutir as alterações se decorreu a “falta de diálogo levou a não aceitação, por parte da categoria, do atual modelo de extinção dessas faixas”, disse a entidade por meio de nota.

Ainda segundo a instituição classista, o PL não está claro. “O modelo adotado pelo governo anterior traz prejuízos, mas a mudança proposta pela governadora Raquel Lyra não ouviu a categoria e ainda carrega desigualdade”, acrescentou a ACS-PE.

Na mesma nota, o presidente da entidade, Luiz Torres, disse que: “Estamos do lado da nossa categoria e queremos ser ouvidos. Estamos cansados de diariamente sermos alvos de decisões, muitas das vezes, autoritárias. Os mais de 30 mil policiais e bombeiros de Pernambuco merecem respeito”.

Projetos

No dia 4 de março, a gestão da governadora Raquel Lyra encaminhou para o Poder Legislativo o PL para a apreciação dos 49 parlamentares. A matéria deve ser discutida, inicialmente, pela Comissão de Constituição, Legislação e Justiça (CCLJ).

Além da extinção progressiva das faixas, o que automaticamente reajusta o valor médio de soldo pagos na Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros, há previsão de reajustes progressivos anuais no valor das remunerações.

Além disso, a chefe do Executivo enviou outros três projetos que abordam temas ligados tanto à segurança pública quanto ao desenvolvimento econômico do interior.

As matérias visam reforçar os quadros das Polícias Militar e Civil e tratam sobre a designação de policiais militares inativos e civis aposentados para a realização de diversas tarefas nas corporações, mediante reajuste nos valores que recebem mensalmente.

Com a mudança, a gestão estadual propõe extinguir o prazo de contratação de até três anos dos policiais civis que já se aposentaram e eleva as remunerações dos designados de R$ 1.800,00 para R$ 2.506,52.

por Afogados online 

Lei que reduz alíquota do INSS está ameaçada, alerta presidente da CNM

O presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, utilizou as redes sociais nesta segunda-feira (19), para alertar prefeitos e prefeitas sobre uma potencial ameaça à conquista municipalista.

Em vídeo publicado no Instagram da entidade, Ziulkoski destacou a importância da Lei 14.784, que reduziu a alíquota da contribuição do INSS e dos servidores municipais de 22% para 8%.

“Esta lei está em vigor, só que o governo federal, o executivo, mandou uma Medida Provisória no final do ano, a medida 1.202, essa Medida Provisória ela revoga totalmente essa nossa Conquista. Ou seja, retorna a alíquota dos 22%”, explicou Ziulkoski.

O líder municipalista ressaltou a relevância do benefício e instou os gestores a tomarem as medidas necessárias para garantir sua continuidade: “Você sabe a repercussão e o tamanho dos benefícios que é essa situação. Olha aí no nosso site o quanto o senhor e a senhora estão economizando.”

Ziulkoski enfatizou que, caso a Medida Provisória não seja alterada, a partir de 1º de abril a contribuição retornará ao patamar anterior de 22%. Para evitar esse retrocesso, o presidente da CNM convocou os prefeitos a se engajarem na luta pela revogação da medida.

“Há uma série de negociações aí no congresso que tem nos apoiado, os deputados e senadores, pelo menos a maioria, para mudar essa lei. Então nós temos que acompanhar muito firmemente”, destacou.

O presidente da CNM alertou para as consequências caso a Medida Provisória seja implementada, ressaltando que o engajamento dos gestores municipais é fundamental para garantir a continuidade da conquista.

“Então se o senhor não trabalhar a senhora, o seu deputado e senador, vai cair e vai ter uma repercussão muito grande”, advertiu Ziulkoski.

Ele reiterou o compromisso da CNM em defender os interesses municipais e anunciou a possibilidade de mobilizações em Brasília para sustentar a posição dos municípios. No entanto, ressaltou a importância do contato permanente dos gestores com seus representantes políticos.

“Agora o dever de casa, repito, não baixem a guarda é contato permanente com seu deputado, senador para que nós possamos manter essa conquista. Conto com o apoio de todos para mais um avanço do nosso movimento”, concluiu Ziulkoski.

por André Luis 

Mais de 1.100 veículos foram autuados pela Lei Seca durante o carnaval em Pernambuco

A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) apresentou, nesta quinta-feira (15), um balanço das ações realizadas pela pasta durante o carnaval de 2024. As iniciativas foram promovidas para conscientizar os foliões, como a Operação Lei Seca (OLS), abordagens educativas sobre as Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) e violência contra mulher.

A Operação Lei Seca foi realizada na Região Metropolitana do Recife (RMR) e em cidades do interior do estado, onde o fluxo de turistas aumenta consideravelmente no período carnavalesco. Para a operação foram montadas 64 blitzes, que abordaram 22 mil motoristas, sendo que mais de 1.100 deles foram autuados. Destes, 267 por ingestão de álcool.

As equipes estiveram em rotas estratégicas, que incluíram os municípios de Bezerros, Goiana, Ilha de Itamaracá, Ipojuca, Nazaré da Mata, Olinda, Paulista, Pesqueira, Recife e Tamandaré.

A ação foi realizada em parceria com o Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (Detran/PE), Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e a Polícia Militar de Pernambuco (PMPE).

por Afogados online 

Senado aprova urgência de ‘Projeto de Lei das saidinhas’ de presos

O Senado aprovou nesta quarta (07), em votação simbólica no plenário, o requerimento de urgência do projeto de lei que acaba com o benefício da saída temporária de presos. A medida acelera a tramitação e libera a proposta de ter de ser analisada em comissões.

A expectativa é que a proposta seja votada só após o Carnaval. O texto já passou pela Comissão de Segurança Pública e, pelo regimento, deveria seguir para avaliação na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), se não fosse a urgência aprovada.

Governistas foram contra a urgência. Votaram contra Paulo Paim (PT-RS), Jorge Kajuru (PSB-GO), Zenaide Maia (PSD-RN) e Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), líder do governo no Congresso. Uma vez aprovado, o projeto volta à Câmara dos Deputados para mais uma análise, porque sofreu alterações dos senadores.

por Afogados online 

Lei de autoria de Marília Arraes garante distribuição de absorventes higiênicos pelo Programa Farmácia Popular

O Ministério da Saúde incluiu os absorventes higiênicos no rol de produtos distribuídos gratuitamente pelo Programa Farmácia Popular do Brasil.  A ação faz parte do Programa de Proteção e Promoção da Saúde e Dignidade Menstrual, criado pela Lei 14.214/2021, de autoria da vice-presidente nacional do Solidariedade, Marília Arraes, durante mandato na Câmara dos Deputados. Mais de 24 milhões de pessoas serão beneficiadas.

O PFPB tem como objetivo complementar a disponibilização de medicamentos utilizados na Atenção Primária à Saúde (APS), por meio de parceria com farmácias e drogarias da rede privada. Dessa forma, além das Unidades Básicas de Saúde e/ou farmácias municipais, o cidadão pode obter medicamentos nas farmácias e drogarias credenciadas ao PFPB.

“Garantir da dignidade menstrual para as brasileiras sempre esteve entre as minhas prioridades. Foi uma luta muito dura que enfrentei, com o apoio de outras muitas pessoas, para fazer avançar o projeto que criou o Programa Proteção e Promoção da Saúde. Mas tudo valeu a pena e hoje estamos vendo os resultados chegarem a cada vez mais mulheres em todo o Brasil”, destacou Marília.

A distribuição será feita em mais de 31 mil unidades credenciadas no programa Farmácia Popular em todo o território nacional. De acordo com o Ministério da Saúde, a oferta é direcionada a grupos que vivem abaixo da linha da pobreza e estão matriculados em escolas públicas, em situação de rua ou em vulnerabilidade extrema. A população recolhida em unidades do sistema prisional também será contemplada.

Podem receber absorventes brasileiras ou estrangeiras que vivem no Brasil, com idade entre 10 e 49 anos, inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) e que contam com renda familiar mensal de até R$ 218 por pessoa. Estudantes das instituições públicas de ensino também devem estar no CadÚnico, mas, neste caso, a renda familiar mensal por pessoa vai até meio salário-mínimo (R$ 706). Para pessoas em situação de rua, não há limite de renda.

A iniciativa envolve um conjunto de áreas do Governo Federal como: Saúde; Direitos Humanos e Cidadania; Justiça e Segurança Pública; Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome; Mulheres e Educação.

por André Luis