Parlamentares apontam omissão do Estado na proteção às mulheres vítimas de violência

Falhas na proteção de mulheres vítimas de violência em Pernambuco foram denunciadas na Reunião Plenária da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) desta terça-feira (12). Parlamentares relataram o fechamento de casas-abrigo, a falta de estrutura nestes espaços de acolhimento, além da ausência de uma política mais ampla de segurança pública focada na questão de gênero.

Presidente da Comissão de Cidadania da Alepe e líder da Oposição, a deputada Dani Portela (PSOL) apresentou denúncias que disse ter recebido de mulheres acolhidas em casas-abrigo. De acordo com a parlamentar, só existem quatro espaços deste tipo em Pernambuco, e apenas três em pleno funcionamento: o do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife; o de Petrolina, no Sertão do São Francisco; e o de Salgueiro, no Sertão Central.

Segundo a deputada, abusos e violações dos direitos humanos estão entre os problemas denunciados, além da falta de itens básicos como alimentos, medicamentos, materiais de limpeza e produtos de higiene pessoal.

“A situação de fome, de precariedade e de violência é a realidade dos abrigos das mulheres em Pernambuco no Governo Raquel Lyra. As vítimas relataram que estavam se sentido encarceradas e não protegidas ou cuidadas, porque elas estão dentro de casas de acolhimento nessas condições. Enquanto isso, os agressores, muitas vezes, continuam por aí, livres”, relatou.

A deputada também citou a falta de advogados e psicólogos nas casas-abrigo e cobrou a presença de uma equipe técnica qualificada para acompanhar e orientar as mulheres e crianças vítimas de violência.

Para Delegada Gleide Ângelo (PSB), “o Governo de Pernambuco é omisso com a segurança das mulheres pernambucanas”. Ela mencionou feminicídios ocorridos nas últimas semanas em cidades como Limoeiro, no Agreste Setentrional, e Tacaimbó e Caruaru, ambas no Agreste Central. A parlamentar denunciou o fechamento, no turno da noite, de nove das 15 delegacias da mulher existentes no Estado.

Gleide Ângelo defendeu o funcionamento das delegacias 24 horas por dia e a abertura de novas unidades, bem como outros investimentos na prevenção da violência contra as mulheres.

“Se a gente quiser resolver o problema da violência de gênero, o Governo do Estado precisa ter um plano de segurança de tolerância zero. Deve haver delegacias da mulher funcionando 24 horas, Polícia Militar fazendo a Patrulha Maria da Penha nos municípios que não têm guarda municipal e botão de pânico nas casas das mulheres”, citou. Ela ainda cobrou a contratação de novos profissionais de segurança pelo Governo do Estado.

por André Luis 

Ministério Público de Pernambuco levará programa de combate à violência contra idosos para todo o Estado

O Programa de Monitoramento dos Atendimentos à Vítima de Violência (Pmavv) – Módulo Idoso, desenvolvido pela Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes, passa a ser referência para todo o Estado, através da cooperação técnica com o Ministério Público de Pernambuco (Mppe). O ato de assinatura contou com as presenças do prefeito Mano Medeiros e do procurador-geral de Pernambuco, Marcos Carvalho, na sede do Mppe. A partir de agora, a plataforma pioneira no Estado para o combate à violência contra os idosos poderá ser utilizada por qualquer município pernambucano.

Os municípios que decidirem aderir ao Protocolo de Enfrentamento à Violência contra a Pessoa Idosa (Pevi) do Mppe terão acesso ao sistema de informação. Com isso, serão disponibilizados manuais, ferramentas e todos os artefatos necessários para a customização e implantação do sistema.

O Programa de Monitoramento dos Atendimentos à Vítima de Violência (Pmavv) foi lançado no Jaboatão, em março de 2021, com o objetivo de proteger as pessoas de vários tipos de violência, e o Módulo Idoso é uma das ferramentas da plataforma. Desde então, o Núcleo de Apoio às Vítimas de Violência (Navv) do município já realizou 552 atendimentos, dos quais 87,2% foram referentes a violações contra pessoas idosas.

Entre os principais registros de violência se destacam negligência, psicológica, abandono e financeira. As denúncias também podem ser feitas em casos de violações físicas, institucionais, medicamentosa, moral, sexual, autonegligência, entre outros. Cada situação é encaminhada à rede de assistência social ou Ministério Público para ser apurada e garantir a proteção da vítima.

por Afogados Online 

Afogados: homem é preso em flagrante por violência doméstica

 Foto meramente ilustrativa

Nesta quarta-feira (9), uma ação contundente da Polícia Civil resultou na prisão em flagrante de um homem acusado de lesão corporal e ameaça em um contexto de violência doméstica contra sua companheira.

A operação foi conduzida pelos Policiais Civis da 13ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (13ª DEAM), sob a coordenação da Delegada Andreza Gregório.

A vítima, que vinha sofrendo diferentes formas de violência ao longo dos anos, encontrou coragem para denunciar e buscou imediatamente a delegacia especializada após o incidente. A pronta resposta da polícia foi vital para garantir a segurança da vítima e a prisão do agressor.

Os agentes da 13ª DEAM agiram de forma diligente, dirigindo-se imediatamente ao local do crime e efetuando a prisão em flagrante do autor das agressões. A ação enfatiza a seriedade do compromisso da Polícia Civil no combate à violência doméstica e familiar contra a mulher.

No mês do Agosto Lilás, dedicado à conscientização e prevenção da violência contra a mulher, a 13ª DEAM ressalta a importância vital da denúncia.

A iniciativa visa encorajar as vítimas a quebrarem o silêncio e a denunciarem os casos de violência, a fim de que possam receber o suporte necessário e a justiça seja feita.

A Delegada Andreza Gregório enfatizou a importância da atuação da Polícia Civil em casos de violência doméstica e reiterou o apelo para que as vítimas não se calem diante do sofrimento. A rede de apoio está pronta para agir e garantir a proteção das mulheres em situação de vulnerabilidade.

“Neste Agosto Lilás e em todos os meses do ano, a mensagem é clara: a denúncia é a ferramenta fundamental para romper o ciclo de violência e garantir um futuro mais seguro e digno para todas as mulheres”, destaca a 13ª DEAM.

Por André Luis

Carnaíba inicia campanha do Agosto Lilás

A Diretoria de Políticas Públicas para as Mulheres de Carnaíba iniciou, nesta sexta-feira (4) a campanha do Agosto Lilás – Mês de Conscientização pelo fim da violência contra a mulher.

A diretora Edjanilda Santos esteve na Escola Padre José de Anchieta, em Serra Branca, fazendo palestra para alunos das séries finais, com o tema: Violência contra a mulher é violência contra a sociedade.

“É importante que as crianças e os adolescentes aprendam desde cedo sobre a violência contra a mulher, para que eles possam se tornar agentes de mudança. A violência contra a mulher é um problema social que afeta todas as camadas da sociedade, e precisamos combater essa violência juntos”, disse Edjanilda.

Na próxima semana, a temática será debatida em outras escolas e no CAPS.

Violência contra a mulher é um crime

A violência contra a mulher é um crime. Se você ou alguém que você conhece está sendo vítima de violência, denuncie. Ligue para a Central de Atendimento à Mulher no número 180 ou procure a Delegacia da Mulher mais próxima.

Você não está sozinha.

Por André Luis

José Patriota destaca a importância do enfoque social no combate à violência em Pernambuco

Durante Reunião Plenária na Alepe, parlamentar ressalta a necessidade de abordar as causas da criminalidade no estado.

Durante a Reunião Plenária na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) nesta semana, o deputado estadual José Patriota (PSB), reforçou a importância de colocar em pauta a questão da segurança pública no estado. Em seu pronunciamento, o parlamentar enfatizou a necessidade de uma abordagem abrangente que vá além do reforço policial e estrutura de combate à criminalidade, destacando a relevância de combater também as raízes do problema, como a desigualdade social e a falta de oportunidades.

José Patriota ressaltou que a política de segurança pública precisa estar bem equipada e contar com profissionais bem treinados para enfrentar os desafios da criminalidade, mas enfatizou que esse combate não pode se restringir apenas ao aspecto físico e bélico.

O deputado apontou que a abordagem deve contemplar uma série de medidas que tratem das causas da violência, incluindo ações de combate à pobreza, investimentos na educação com ensino integral e formação profissional, além de serviços públicos eficientes.

“A análise de qualquer plano de segurança precisa considerar o todo. Não podemos nos limitar apenas a mais armas e mais estrutura policial. É fundamental adotar uma estratégia que aborde a segurança de forma ampla, atacando as causas da violência. Isso inclui o combate à pobreza, investimentos na educação, saúde e garantia de que os serviços públicos estejam funcionando plenamente”, destacou José Patriota.

O parlamentar defende que a segurança pública não se restringe somente ao enfrentamento direto do crime, mas também à prevenção, proporcionando oportunidades e perspectivas de vida para a população. Ao investir na formação e capacitação dos cidadãos, é possível criar um ambiente mais saudável e seguro para toda a sociedade.

Por André Luis

Pernambuco tem 5 das 50 cidades com maior taxa de mortes violentas do País

Cinco cidades de Pernambuco aparecem na lista das 50 com maior taxa de mortes violentas intencionais do País, segundo levantamento da 17ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (20).

A taxa de mortes violentas intencionais corresponde ao número total de vítimas de homicídio doloso, latrocínio (roubo seguido de morte), lesão corporal seguida de morte e óbitos decorrentes de intervenções policiais a cada 100 mil habitantes. O anuário é produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

A cidade do Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, aparece como a quinta mais violenta do País no ano de 2022. A taxa é de 81,2 homicídios para cada 100 mil habitantes. O número é quase quatro vezes maior do que a média nacional, que é de 23,4.

O município, que nos últimos anos chamou a atenção pelos altos índices de violência, vive numa intensa guerra entre facções criminosas pelo domínio do tráfico de drogas. Em janeiro do ano passado, houve recorde histórico de homicídios: 30.

O Cabo já havia sido destaque nas últimas edições do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Chegou a ficar em 2º lugar no ranking das cidades brasileiras com maior taxa de homicídios – referentes ao ano de 2020. Foram 90 mortes por 100 mil habitantes.

As outras quatro cidades que aparecem na lista também são marcadas pelo avanço da criminalidade, principalmente do tráfico.

Em 27º lugar no ranking nacional, aparece a cidade de Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata Sul de Pernambuco. A taxa é de 51,5 mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes.

A cidade de São Lourenço da Mata, também no Grande Recife, aparece na 30º posição nacional. A taxa é de 50,3 mortes por 100 mil habitantes.

Já Garanhuns, aparece na 39º lugar do ranking. A taxa é de 44,9.

Por fim, Jaboatão dos Guararapes, cidade vizinha ao Cabo, está na 42º posição. O índice é de 44,6 mortes.

Todas as cinco cidades também apresentaram resultados piores que a taxa média de mortes violentas em Pernambuco.

No Estado, 3.423 pessoas foram mortas em 2022. A taxa foi de 37,8. No mesmo período de 2021, o número de registros foi 3.370. O aumento foi de 1,3%.