Diretor da PF diz que pessoas por trás de plano para enforcar Moraes serão descobertas ’em breve’

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Passos Rodrigues, disse que os responsáveis pelo plano de enforcar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) na Praça dos Três Poderes serão revelados “em breve”. O ataque contra Moraes estava planejado para ocorrer durante a invasão dos prédios públicos em Brasília e foi descoberto pelas investigações posteriores aos ataques de 8 de janeiro.

Em entrevista ao jornal O Globo divulgada nesta quinta-feira, 4, Moraes disse que foram encontrados três planos elaborados por golpistas contra ele. Um consistia na sua prisão pelo Exército, outro a sua execução e um terceiro, ainda mais extremo, previa o seu enforcamento na capital federal. “Para sentir o nível de agressividade e ódio dessas pessoas, que não sabem diferenciar a pessoa física da instituição”, afirmou Moraes.

Moraes rejeita ação golpista, multa PL em R$ 23 milhões e bloqueia fundo

O ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), rejeitou hoje a ação de teor golpista apresentada pelo PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, que pedia a anulação de votos em mais de 279 mil urnas no segundo turno das eleições.

O ministro ainda fixou multa de cerca de R$ 22,9 milhões por litigância de má-fé e determinou a suspensão do fundo partidário dos partidos que integram a coligação Pelo Bem do Brasil, de Bolsonaro. Além do PL, Republicanos e PP também integram a coligação.

O processo foi apresentado ontem com base em um relatório sobre suposta “falha” em cinco dos seis modelos de urnas usadas na votação —algo que foi prontamente rebatido por especialistas.

Moraes mandou ainda a Corregedoria-Geral Eleitoral instaurar um procedimento administrativo de eventual desvio de finalidade. A apuração vai mirar “possível cometimento de crimes comuns e eleitorais” referentes às condutas de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, e de Carlos Rocha, engenheiro responsável pelo Instituto Voto Legal, que elaborou o relatório que baseou a ação do PL.

O ministro também mandou incluir os dois no inquérito das milícias digitais, em tramitação no STF (Supremo Tribunal Federal).

Moraes afirma que o PL não apresentou dados que demonstrassem que as supostas “falhas” teriam ocorrido no primeiro turno e que as informações eram necessárias por uma questão de “coerência”.

“Os argumentos da requente, portanto, são absolutamente falsos, pois é totalmente possível a rastreabilidade das urnas”, decidiu.