Precatórios do fundef serão pagos para profissionais da educação de Pernambuco até está sexta-feira (26)

Os trabalhadores da educação de Pernambuco vão começar a receber o dinheiro do abono pago referente aos precatórios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef). De acordo com o Governo do Estado, até esta sexta-feira (26) será quitada a primeira parcela.

Nesta quarta-feira (24), R$ 1,7 bilhão referente à primeira parte da dívida da União entrou na conta do Governo de Pernambuco. Do montante, 60% (R$ 1,02 bilhão) serão destinados ao primeiro grupo de beneficiados, o que corresponde a 35 mil servidores vinculados ao Estado e que já repassaram seus dados bancários à gestão estadual. Na última semana, o presidente do Superior Tribunal Federal, Luiz Fux, já havia liberado o repasse de 40% do valor total.

Ao todo, 52 mil trabalhadores que atuaram na Rede Estadual de Ensino entre 1997 e 2006 serão contemplados com os recursos do precatório do Fundef. Na época, ocorreu um erro no repasse do fundo destinado pela União ao Estado, que cobrou os valores na Justiça. Inicialmente, os pagamentos estavam programados para serem iniciados no último dia 8 deste mês, porém foram postergados por conta de impasses jurídicos envolvendo a Advocacia Geral da União (AGU) e o STF.

Os 17 mil servidores que não receberem o dinheiro neste mês deverão requerer o benefício para poder recebê-lo em setembro. Estes são todos aqueles que atuaram com contrato temporário e filhos de herdeiros de profissionais que já faleceram. Como se trata de um processo mais demorado, a Secretaria Estadual de Administração vai publicar nos próximos dias uma portaria com os detalhes de como deve ser feito o procedimento.

Os valores flutuam entre R$ 231 para os profissionais que trabalharam apenas um mês no período contemplado, e o valor máximo de R$ 73,5 mil. A quantia média a ser recebida é de R$ 17 mil. Os interessados em conferir os detalhes do pagamento podem navegar no portal da página. Para ter acesso ao valor, basta ter em mãos o CPF ou matrícula do servidor com a data de nascimento.

Ao todo, Pernambuco receberá R$ 4,3 bilhões, divididos em três parcelas do pagamento do Fundef. Foi definido pela PEC dos Precatórios que 40% deste total será depositado em 2022. Em 2023, os profissionais devem receber outros 30% e o restante no ano de 2024.

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saiba porque Paulo Câmara excluiu do pagamento dos precatórios do Fundef professores das GREs e da Secretaria na época da diferença

Vários professores estão reclamando, nas redes sociais, que os profissionais que trabalhavam na Secretaria Estadual de Educação e nas GREs (Gerências Regionais de Educação) não estão na relação, do site oficial do Governo, de professores que irão receber os precatórios do FUNDEF nos próximos dias. As informações são do Blog do Jamildo.

“Gostaria de esclarecer que todos nós somos de uma mesma categoria: professor. Neste período todos os professores ou estavam materializando as políticas educacionais nas escolas ou estavam na GRE ou na Secretaria de Educação implantando às políticas. Ninguém trocou ou alterou o contato de professor. Apenas estávamos em locais diferentes e realizando trabalhos relevante para sociedade”, diz a professora Ana Cristina Penha, em reclamação na rede social.

De acordo com fonte no Governo do Estado, o motivo destes professores terem sido excluídos do pagamento é que não estavam em sala de aula no período.

Segundo essas mesmas fontes, a legislação da época do FUNDEF só permitiam o uso dos 60% do FUNDEF para pagar professores em sala de aula.

Não poderiam, segundo a legislação na época, ser pagos professores cedidos à sede da Secretaria ou às Gerências Regionais de Educação, órgãos que exerciam atividades administrativas.

A preocupação da gestão de Paulo Câmara (PSB), segundo a fonte, está amparada em decisões dos tribunais de contas e órgãos de controle, sobre não permitir o uso do FUNDEF para pagar servidores em atividades administrativas.

Em 2017, o TCU apresentou posição contra o uso de recursos do FUNDEB para pagar professores fora de sala de aula.

De acordo com os dados apurados em 2017 pela auditoria pelo TCU, somente no ensino médio, haveria quase 70 mil professores cedidos a órgãos governamentais.

Em todo o ensino básico, a estimativa é de que o número de professores remunerados com recursos do Fundeb, servindo fora das salas de aula, pode chegar a 380 mil.

“Servidores que estejam nessa situação não podem ter seus salários suportados com recursos federais, advindos do percentual de 60% das verbas do Fundeb, destinados exclusivamente ao pagamento da remuneração dos profissionais do magistério da educação básica, em efetivo exercício na rede pública”, explicou o ministro Walton Alencar, do TCU, em 2017.