Ministério Público de Pernambuco pede arquivamento total de acusação contra Gusttavo Lima e Vai de Bet

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) solicitou à Justiça o arquivamento total de todas as acusações previstas na Operação Integration contra o cantor Gusttavo Lima, José André da Rocha Neto e Aislla Sabrina Rocha — os donos da ex-patrocinadora do Corinthians Vai de Bet.

Na petição de 18 páginas encaminhada à 12ª Vara Criminal de Recife, os promotores afirmam que a investigação não apontou qualquer relação entre as operações do cantor e dos empresários e dinheiro de origem ilícita.

“Requer o arquivamento (…) ante a inexistência de elementos que demonstrem que os valores das operações suspeitas neles indicadas são provenientes de infração penal, e em razão da absoluta inexistência de correlação dessas movimentações com o investigado Darwin Henrique da Silva Filho, possível contraventor do jogo do bicho.”

A investigação apontava possível lavagem de dinheiro de recursos provenientes do jogo do bicho, supostamente operado pelo empresário Darwin da Silva Filho.

Segundo a tese da polícia, Darwin, que é dono da empresa de apostas Esportes da Sorte, lavava dinheiro ilícito proveniente do bicho por meio do site de apostas.

Gusttavo Lima e o dono da Vai de Bet acabaram ligados ao caso por causa de uma aeronave: o cantor fez um contrato de compra e venda de um avião com uma empresa de Darwin, depois o rescindiu.

Seis meses depois, vendeu a mesma aeronave para os donos da Vai de Bet.

O MP, entretanto, afirma que a operação não indica nenhum uso ou mesmo conhecimento de qualquer dinheiro de origem ilícita.

por Afogados online 

Justiça mantém habeas corpus de Gusttavo Lima

O cantor Gusttavo Lima, de 35 anos, teve seu habeas corpus mantido, por unanimidade, em decisão tomada pela 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJ-PE) nesta terça-feira, 5.

A decisão do desembargador Eduardo Guilliod Maranhão reafirma a liminar concedida anteriormente após o cantor ter sua prisão preventiva decretada na Operação Integration, a mesma que levou Deolane Bezerra à prisão.

Assim como a influenciadora, Gusttavo Lima é investigado por suposto envolvimento com jogos ilegais e a prática de lavagem de dinheiro dentro destes esquemas.

Antes de conseguir o habeas corpus, o cantor sertanejo chegou a ser indiciado por lavagem de dinheiro e organização criminosa, em 23 de setembro de 2024. A juíza Andrea Calado da Cruz argumentou que Gusttavo Lima teria dado ‘guarida a foragidos’ e que ele teria uma ‘forte relação financeira com os indíviduos com movimentações suspeitas, o que o deixa vulnerável sobre sua participação em atividades criminosas’.

A determinação, porém, foi derrubada. O desembargador do caso considerou que os argumentos são insuficientes e genéricas para a prisão do músico.