Casal relata erro grave do Hospital Regional de Afogados

Nesta quinta-feira (15/05), um casal entrou em contato com o Blog Mais Pajeú, para fazer uma denuncia contra o hospital Regional Emilia Câmara, de Afogados da Ingazeira. Segundo eles, o hospital teria feito um procedimento desnecessário, depois de um resultado de exame.

A mulher, Suelane Marinho dos Santos, que está grávida, teria recebido a noticia da equipe médica, afirmando a morte do bebe, que segundo o casal, não procede.

Acompanhe a nota do casal;

“Disseram que ela perdeu o bebê… mas ele estava vivo”: casal relata erro grave em Hospital Regional de Afogados”

O casal Diogo Fernandes e Maria Suelane Marinho dos Santos

“A 2 meses minha mulher passou mal e fomos para o hospital, lá eles fizeram o ultrassom e disseram que ela estava grávida e que estava perdendo o bebê, então ele passaram o remédio de aborto e não fizeram a curetagem; logo em seguida ela foi para casa e passou muito mal chegando a desmaiar 3 vezes e sentindo muita dor!

Aí a 1 mês ela começou a passar mal novamente, indo para o hospital algumas vezes, e fez 2 testes do HCG e deu negativo, porém… Com a dúvida decidimos comprar o teste de farmácia e fazer por conta própria, e adivinha? Deu positivo! Logo após fizemos o de sangue no laboratório Maria do Carmo, e deu positivo novamente!

Porém… Terça feira dia 13/05 ela passou mal e fomos novamente para o hospital, chegando eles fizeram alguns exames e fizeram o ultrassom, lá o médico disse que ela tinha perdido novamente, e que tinha vestígios de que a criança teria tido um aborto espontâneo, e queria encaminhar ela para fazer a curetagem, só que minha mulher recusou! E como a gente tinha uma ultrassom pra hj na casa de saúde, resolvemos fazer para tirar nossa dúvida, e adivinha? O bebê está vivo e bem! No primeiro aborto que eles disseram, ficamos com o pé atrás pois temos motivo para crê que o bebê estava vivo também! Falei isso para que muita das pessoas tomem cuidado, pois vai saber quantas pessoas tiveram um aborto pq o bebê estava m*rto mais na verdade estava bem? Isso é errado!”

Diogo Fernandes, esposo da grávida Maria Suelane Marinho dos Santos

Hospital Regional Emília Câmara registra a entrada de 31 acidentados durante o final de semana

Por André Luis

O repórter Marcony Pereira esteve no Hospital Regional Emília Câmara (HREC), conversando com o diretor da unidade, Sebastião Duque, para o programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú.

O diretor da unidade fez um balanço sobre as entradas na unidade durante o final de semana. Ao repórter, Duque informou que foram 31 entradas no hospital referentes a acidentes de trânsito.

“A maioria dos 31 atendimentos por acidente foram causados pela ingestão de álcool. Apenas uma foi necessária encaminhar para fora do município”, informou Duque.

Segundo o diretor o movimento atípico foi causado por conta das eleições. “Algumas pessoas exageram um pouco nas comemorações e acabaram sendo imprudentes. Isso acaba sobrecarregando o sistema”, alertou.

Sebastião Duque também informou que a UTI está com 70% dos leitos ocupados, mas que nenhum caso é provocado pelo novo coronavírus. “A Ala Respiratória está zerada. Nem pediatria nem adulto”.

Ainda segundo o diretor do HREC as coisas estão voltando a normalidade. “Hospital cheio, mas tudo dentro daquilo que a gente espera”.

Obras – Duque também falou sobre o andamento das obras na unidade. “A nossa emergência é pequena para a quantidade de pessoas que atendemos hoje, então estamos fazendo uma melhoria. E também a construção dos nossos leitos de UTI, Almoxarifado e farmácia”.

Ele disse que a empresa responsável pelas obras garantiu entregar tudo até o dia 17 de dezembro, mas ele acha difícil que esse prazo se cumpra.

Sobre a mudança de governo com a saída de Paulo Câmara e a chegada de Raquel Lyra, Duque disse acreditar que o contrato da Organização Social é com o Governo de Pernambuco e não com o governador e por esse motivo acredita que tudo continuará como está. “Acredito que vai continuar e melhorar ainda mais”, afirmou.

Hospital Regional Emília Câmara contará com emergência dialítica e cirurgia por vídeo

Novidades foram divulgadas pela equipe do hospital, que também informou o pagamento do piso para os profissionais de enfermagem

Nesta sexta-feira (12), parte da equipe administrativa do Hospital Regional Emília Câmara (HREC), participou do programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú, para apresentar novos serviços que estão sendo implantados na unidade hospitalar.

Estiveram nos estúdios: o diretor-geral, Sebastião Duque, o diretor-clínico, Jair Flávio Jaime, a coordenadora de enfermagem, Marília Alcântara e o coordenador de administração e finanças, Flávio Almeida.

O primeiro serviço destacado pelo diretor Sebastião Duque, foi a implantação da emergência dialítica, segundo ele, os serviços estão adiantados em fase de acabamento. “Já fizemos o contrato com a empresa que vai fornecer os equipamentos, também a empresa de nefrologistas que vão participar de todo o processo, então daqui até o final do mês… eu estou apertando muito o pessoal lá, a gente tá trabalhando dia e noite para que a gente possa daqui até o final do mês estar entregando”.

Explicando sobre o funcionamento da emergência dialítica, o diretor-clínico, Jair Flávio, chamou a atenção para os tipos de casos que serão atendidos na emergência, que resumidamente são pessoas que o rim esteja sofrendo com um ataque de alguma coisa, alguma substância.

“Uma pessoa idosa e que já tem sua função renal diminuída, a pessoa tomar um antibiótico forte que precisou, um diabético, um nefropata diabético que tava ali naquele limite e aí a função renal diminuiu, ele precisa de uma máquina de diálise para filtrar o sangue artificialmente, e que depois pode ser restabelecido sua função renal e ter o tratamento ambulatorial”.

Ainda segundo o diretor-clínico, o paciente passando a ter um problema crônico, é encaminhado para uma das clínicas de diálise contínua, geralmente em Arcoverde ou Serra Talhada. “A urgência dialítica no Regional não vai substituir, as clínicas de diálise, isto é, aquelas pessoas que fazem tratamento constante, não passarão a fazer os seus tratamentos no hospital”.

O outro serviço anunciado por doutor Sebastião Duque foi a cirurgia por vídeo. “Fechamos essa semana com o Doutor Sílvio que será o médico que vai fazer as nossas cirurgias por vídeo. Conseguimos fechar com uma empresa – porque a cirurgia por vídeo não é só o profissional, a gente precisa de um equipamento que se chama Torre. O Hospital Regional locou duas dessas Torres elas estão para chegar no dia 4 de setembro. Uma equipe da empresa vem junto pra treinar a equipe do bloco cirúrgico. Porque a partir de setembro começaremos a fazer cirurgia por vídeo no Hospital Regional”, informou Duque.

Segundo o doutor Jair Flávio, a vantagem da cirurgia por vídeo é pouco invasiva. “ Ela oferece rápida recuperação e retorno ao trabalho, menos dor pós operatória, melhor efeito estético e menor tempo de internação”.

A coordenadora de enfermagem, Marília Alcântara, também destacou o papel da emergência dialítica, além da UTIs que ajudaram a salvar vidas durante a pandemia do novo coronavírus.

Marília explicou o fluxo que o hospital adotou para casos suspeitos de Monkeypox. Ela lembrou que a porta de entrada deve ser sempre através das Unidades Básicas de Saúde e que as pessoas devem ir ao hospital somente em último caso e quando chegarem lá devem informar que estão com sintomas da doença. “Isso ajuda para que possamos pegar esse paciente e já lhe dar um atendimento isolado para evitar o contágio de demais pessoas e de profissionais”.

Assim como o secretário de Saúde Artur Amorim falou esta semana a Rádio Pajeú, Marília também destacou que, não há necessidade de pânico e nem de preconceito contra os infectados.

Sobre a Monkeypox, doutor Sebastião lembrou ainda que o hospital não é ponto de testagem e que as pessoas evitem ir à unidade somente para realizar o teste.

Outro ponto informado durante a entrevista foi a questão do piso salarial dos profissionais de enfermagem do HREC.

Doutor Sebastião Duque informou que já passou a planilha com os valores para o Governo do Estado que se comprometeu em direcionar recursos para que o piso seja pago. “Tivemos um aumento de R$ 500 mil na folha”, informou.

Ele ainda tranquilizou os profissionais do Hospital Regional, informando que não vai haver demissão em massa e destacou ainda que a equipe já é enxuta, não tendo onde cortar.

Por André Luis