Danilo critica nível do debate entre Marília Arraes e Raquel Lyra

O deputado Danilo Cabral criticou a postura das candidatas Raquel Lyra e Marília Arraes no debate desta quinta-feira (20). Ao fim da transmissão, os ataques trocados entre elas e a “disputa” de quem teria ligação com o governo Paulo Câmara se sobressaíram às propostas para o futuro de Pernambuco.

O atual governador foi citado 27 vezes no programa. “A fome e o desemprego, principais problemas enfrentados pela população do nosso estado, foram citados seis e oito vezes, respectivamente pelas candidatas”, destacou o parlamentar.

Mais cedo, no Twitter, Danilo escreveu: “O povo de Pernambuco, de forma soberana e legítima, já se posicionou e escolheu a alternância do comando do governo do estado no primeiro turno. Esse mesmo povo espera, nos debates do segundo turno, que se fale do futuro de Pernambuco e do Brasil. Menos ataques e mais propostas”.

O deputado concorreu a governador pela Frente Popular e tinha como prioridade do seu programa de governo o combate à fome e a promoção da geração de emprego.

A repercussão do debate entre as candidatas ao governo do estado, realizado pela Rádio Jornal e transmitido para todo o estado, foi assunto nas conversas de Danilo com as lideranças políticas do Sertão do São Francisco nesta quinta-feira (20).

Foi pela região que ele deu início hoje a uma viagem por todo o estado de agradecimento aos 885.994 votos que recebeu no primeiro turno da eleição ao Palácio do Campo das Princesas. O roteiro começou por Afrânio, município mais distante da capital pernambucana. São 773 km do Recife até lá.

Na cidade, o deputado foi recebido pelo prefeito Rafael Cavalcanti (PSB), o vice-prefeito Cloves Ramos (PSB) e a presidente da Câmara de Vereadores, Marlene Peron (PSB). Conheceu as novas instalações da sede do Poder Executivo Municipal e projetos e ações já realizadas pela gestão. Danilo teve a segunda maior votação no município – obteve 20% dos votos.

“Precisamos destacar a trajetória de Danilo nesta eleição, ele saiu maior do que entrou e continuará a ter um importante papel na nossa política”, disse Rafael.

Danilo também visitou Dormentes, administrado pela prefeita Josimara Cavalcanti (PSB), uma das coordenadoras da campanha dele no São Francisco. No município, ele recebeu 32% dos votos, ficando também em segundo lugar.

A gestora levou o parlamentar para conhecer ações realizadas, como o pátio de eventos e feiras e escolas municipais, juntamente com a vice-prefeita Corrinha. A prefeita também reuniu lideranças da região para uma reunião com Danilo.

por : André Luis 

Durante debate, Marília acusa Raquel de ‘plantar’ apoio do governador para prejudicá-la

A declaração de apoio e a ligação das candidatas ao governador Paulo Câmara (PSB) roubaram hoje a cena no primeiro debate do segundo turno entre Raquel Lyra (PSDB) e Marília Arraes (Solidariedade), realizado em Caruaru. O encontro foi promovido pela Fiepe (Federação da Indústria de Pernambuco). Na verdade as duas ‘fogem’ de Paulo Câmara como o diabo foge da Cruz.

A troca de acusações entre as duas começou logo no início do evento, quando Marília —que recebeu o apoio formal do PSB e de Câmara no segundo turno— falou que Pernambuco é “um celeiro de obras paradas” e atacou o governador.

“Nunca votei em Paulo Câmara, ao contrário da minha adversária, que votou e fez campanha; e o pai dela [João Lyra Neto], quando era governador, foi crucial em 2014 para a eleição dele”, disse.

Raquel reagiu. “Ele está ao seu lado, está nos jornais: Paulo Câmara declarou o apoio a você, não fui eu”, afirmou.

Em outro momento mais quente, Marília insinuou que a declaração de Câmara de apoio e até o oferecimento para subir no palanque dela foram feitos para prejudicar sua candidatura. A fala do governador foi dada no último dia 11 em entrevista ao jornal Diário de Pernambuco.

“Esse apoio, essa declaração na verdade que ele deu com certeza foi combinada com você, assim como foi combinada aquela fala com o [deputado federal] Ricardo Teobaldo [Podemos] dizendo que vota em você e em Lula. Inclusive caiu muito mal com os bolsonaristas”, afirmou.

“Todos sabem que sou oposição. Todo mundo sabe, o meio político sabe que por debaixo dos panos ele está lhe ajudando”, completou.

Paulo Câmara tinha como candidato no primeiro turno o deputado federal Danilo Cabral, que ficou fora da disputa. No segundo turno, o PSB apoiou formalmente a campanha de Marília.

Raquel voltou ao tema ao comentar sobre o vice-governador na chapa de Marília, que integrou o governo Câmara. “Seu candidato a vice era secretário das Estradas. Sebastião Oliveira [Avante] deixou as piores estradas do Brasil, que atrapalham a vida das pessoas”, afirmou.

Já Marília respondeu que Raquel seria ligada à “boa parte da turma de Paulo Câmara”. A tucana respondeu que Marília seria “a candidata das ‘fake news’, da mentira”. “A Justiça já mandou retirar várias postagens. Houve dez ações e ganhamos todas. Ela não teve nenhuma [vencida] contra nós. Vamos restabelecer a verdade.”

Em outro momento, Raquel disse que ela e o prefeito do Recife, João Campos (PSB), tiveram uma “briga de mentirinha” há dois anos. Campos é primo de Marília e os dois travaram uma intensa disputa pelo cargo em 2020, com troca recíprocas de acusações.

Agora no segundo turno, reataram e chegaram a aparecer juntos durante a visita de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Recife, na sexta-feira da semana passada.

O tema seguiu dando a tônica do debate. Em pergunta sobre desemprego, Raquel citou os piores índices de trabalho de Pernambuco e a ligação de Marília com o governo, ressaltando que a sua adversária seria uma continuidade do problema.

“Peço aqui ao pessoal da minha assessoria que conte quantas vezes ela falou ‘Paulo Câmara’. Antes estava dizendo que ela falava mais que Danilo Cabral no primeiro turno, mas agora está falando mais que a mulher de Paulo Câmara. Eu nunca troquei cinco minutos de conversa com Paulo”, afirmou Marília.

Em debate na TV, Danilo Cabral usa expressão racista e não se desculpa

Informação do blog do Magno

O candidato a governador Danilo Cabral (PSB) usou uma expressão racista ao fazer pergunta ao candidato Miguel Coelho (UB), no debate da TV Guararapes/RecordTV, ontem. O movimento negro de Pernambuco, historicamente ligado ao PT, até agora está calado e não protestou contra a expressão racista proferida pelo candidato.

“Seu irmão Fernando e seu pai Fernando também estão na lista negra, essa sim suja, do DIAP”, atacou Danilo Cabral, usando a expressão racista “lista negra”. A condenação da expressão é antiga no Brasil, sendo preocupante um candidato a governador de esquerda usar, sem se desculpar, expressão racista conhecida em todo o país. A conduta de Danilo é ainda mais grave por ter usado a expressão racista para atacar dois adversários políticos, o deputado federal Fernando Filho (UB) e o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB).

A cartilha “Racismo nas Palavras”, produzida em 2020 pela Associação dos Magistrados de Pernambuco (AMEPE), tem 13 páginas e sugere a substituição de dez expressões ou palavras. Em vez de “lista negra”, a cartilha sugere “lista de restrições”, por exemplo, por a expressão ser notoriamente racista, segundo a Associação. A cartilha foi o resultado de um seminário antirracismo online, voltado exclusivamente para magistrados de Pernambuco.

A ação fez parte da programação do Dia da Consciência Negra e teve o conteúdo disponibilizado online para juízes e todos que tivessem interesse. A Seção Pernambuco da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/PE) também se pronunciou a favor da cartilha e da condenação da expressão “lista negra” agora usada por Danilo Cabral. “O debate sobre o racismo estrutural não pode ser reduzido a uma ‘pauta ideológica’. Trata-se de uma pauta humanística, fundamental para o exercício da nobre (e difícil) missão de julgar os semelhantes”, disse a OAB em nota, na época da cartilha.

Veja o vídeo:

Pajeú transmite primeiro debate com candidatos ao Senado

Rádio Pajeú é a emissora que com exclusividade vai retransmitir na região o primeiro debate com candidatos ao Senado de Pernambuco.

Todos confirmaram presença, nesta terça, a partir das dez da manhã, nos estúdios da Rádio Maranata FM.

Estarão reunidos André de Paula (PDS), Gilson Machado (PR), Teresa Leitão (PT), Eugênia Lima (PSOL), Guilherme Coelho (PSDB) e Carlos Andrade (União Brasil).

Diferentemente da corrida ao Palácio das Princesas, a presença de todos os postulantes ao Senado se dá primeiro, pelo relativo equilíbrio entre a maioria deles. Segundo, por não haver segundo turno para o cargo.  Todo mundo precisa aparecer.

O debate começa às dez horas e você pode acompanhar sintonizando FM 99,3, nos aplicativos próprios da emissora, no RadiosNet, no YouTube ou Facebook da Rádio Pajeú. Antes, o comunicador Nill Júnior fala direto dos estúdios com informações para Aldo Vidal, na Manhã Total, que começa às oito da manhã.