A região do Pajeú está vivendo grandes expectativas em relação a quem irá ocupar vaga na assembleia legislativa de Pernambuco em 2026.
Muitos rumores existem em torno de alguns nomes, um deles, o do prefeito de Flores, Marconi Santana.
Marconi tem uma gestão muito bem avaliada e que dentre as eleições de sucessão da região do Pajeu foi o que conseguiu eleger seu candidato com o maior o percentual de votos, portanto, apontado como uma grande possibilidade de representação para o povo do Pajeú.
Em sintonia com a vice-presidente nacional do Solidariedade, Marília Arraes – que vem atuando na consolidação e ampliação da legenda em Pernambuco – o presidente do partido em Caruaru, Armandinho, confirmou, na manhã desta segunda (20), durante entrevista a uma rádio local, a decisão de disputar a Prefeitura da “capital do Agreste”.
Com quase 240 mil eleitores, a cidade é o 4º maior colégio eleitoral do estado.
Um dos nomes da oposição ao governo estadual, Marília Arraes defendeu a importância da pré-candidatura de Armandinho. “Armandinho não é apenas um pré-candidato, ele é um líder nascido das experiências compartilhadas com o povo de Caruaru. Sua história é entrelaçada com os desafios e triunfos da cidade. Ele é um caruaruense de alma e um visionário apaixonado por sua cidade. Sua jornada dialoga com o projeto do Solidariedade de resgatar Pernambuco ao nosso povo”, destacou.
Dos 185 municípios pernambucanos, pelo menos um deles poderá ter candidatura única para prefeito nas Eleições 2024. Na maioria das cidades a disputa estará polarizada entre duas candidaturas majoritárias e em algumas delas o duelo nas urnas será travado entre duas mulheres.
No município de Solidão, no Sertão do Pajeú, poderá ter candidatura única. Sem concorrentes, o atual prefeito Djalma da Padaria (PSB) indicará um nome para a sua sucessão, já que está no seu segundo mandato. Par ser eleito, o candidato ou a candidata precisa receber, no mínimo, 50% dos votos válidos mais um.
Como os votos em brancos e nulos não contam com voto válido, o indicado ou a indicada de Djalma da Padaria precisa de um único voto, que pode ser o dele próprio, para assumir a gestão da cidade por quatro anos. Na eleição de 2020, Djalma da Padaria (PSB) obteve 66,21% dos votos, enquanto Cida Oliveira (Podemos) teve 33,79%. Recentemente o prefeito ganhou a adesão da ex-prefeita que seria a única a encabeçar uma chapa pela oposição.
Em 2012, Cida indicou Djalma da Padaria como seu candidato a sucessão. Ele venceu a eleição, se reelegeu e hoje conta com a grande maioria das lideranças no seu palanque, fato que leva a próxima eleição a uma candidatura única.
Neste primeiros semestre de 2023 a Prefeitura de Serra Talhada realizou pelo menos cinco seleções simplificadas para diversas secretarias de governo. Entre os meses de março e abril foram três editais para contratações temporárias.
Em contato com o Farol de Notícias, um trabalhador local, que pede para não ser identificado, questionou os certames alegando que mesmo ficando com altas pontuações no resultado preliminar, em seguida era eliminado das vagas.
“Era bom uma denúncia sobre esses seletivos da prefeitura. É muito complicado essa situação, a gente leva toda a documentação exigida. O resultado preliminar sai um e quando sai o resultado final é outro totalmente diferente. Eu participei de duas seleções. Na seleção da educação mesmo eu fiquei com 120 pontos no primeiro resultado, depois caiu para 60 pontos”, comentou o trabalhador, completando:
“E infelizmente, isso não aconteceu somente comigo. Ouvi relatos de diversas pessoas e nenhuma justificativa do porquê essa mudança tão grande na pontuação. Eu pretendo acionar o Ministério Público para que eles tomem alguma providência, investigue. Não aconteceu só comigo, foram vários candidatos que afirmaram a mesma coisa”.
OUTRO LADO
A redação do Farol enviou mensagem para o secretário de Educação de Serra Talhada, Erivonaldo Alves, mas ele não respondeu às indagações.
O candidato a governador Danilo Cabral (PSB) usou uma expressão racista ao fazer pergunta ao candidato Miguel Coelho (UB), no debate da TV Guararapes/RecordTV, ontem. O movimento negro de Pernambuco, historicamente ligado ao PT, até agora está calado e não protestou contra a expressão racista proferida pelo candidato.
“Seu irmão Fernando e seu pai Fernando também estão na lista negra, essa sim suja, do DIAP”, atacou Danilo Cabral, usando a expressão racista “lista negra”. A condenação da expressão é antiga no Brasil, sendo preocupante um candidato a governador de esquerda usar, sem se desculpar, expressão racista conhecida em todo o país. A conduta de Danilo é ainda mais grave por ter usado a expressão racista para atacar dois adversários políticos, o deputado federal Fernando Filho (UB) e o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB).
A cartilha “Racismo nas Palavras”, produzida em 2020 pela Associação dos Magistrados de Pernambuco (AMEPE), tem 13 páginas e sugere a substituição de dez expressões ou palavras. Em vez de “lista negra”, a cartilha sugere “lista de restrições”, por exemplo, por a expressão ser notoriamente racista, segundo a Associação. A cartilha foi o resultado de um seminário antirracismo online, voltado exclusivamente para magistrados de Pernambuco.
A ação fez parte da programação do Dia da Consciência Negra e teve o conteúdo disponibilizado online para juízes e todos que tivessem interesse. A Seção Pernambuco da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/PE) também se pronunciou a favor da cartilha e da condenação da expressão “lista negra” agora usada por Danilo Cabral. “O debate sobre o racismo estrutural não pode ser reduzido a uma ‘pauta ideológica’. Trata-se de uma pauta humanística, fundamental para o exercício da nobre (e difícil) missão de julgar os semelhantes”, disse a OAB em nota, na época da cartilha.