Desmatamento na Amazônia cai pela metade e sobe 43% no Cerrado em 2023

A área em alerta de desmatamento na Amazônia Legal caiu pela metade no primeiro ano do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o melhor índice desde 2018, mostram os dados do sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgados nesta sexta-feira, 5.

Já o Cerrado atingiu o maior índice desde 2019, primeiro ano completo da série história do levantamento para o bioma. Os dados mostram um aumento de 43% das áreas em alerta em 2023, em comparação com 2022, segundo o jornal Folha de S. Paulo. Os índices levam em conta o chamado ano civil (período total de janeiro a dezembro).

Amazônia tem 8.590 km quadrados de área desmatada em 1 ano

A Amazônia completou mais um período de elevada destruição. De agosto de 2021 até julho de 2022, foram derrubados 8.590,33 km² do bioma. A taxa é a terceira maior do histórico recente do Deter, ferramenta do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) que mede desmatamento praticamente em tempo real. O novo dado só fica atrás de 2019-2020 e de 2020-2021, respectivamente o primeiro e o segundo ano com maiores desmates, segundo o Deter.

A nova taxa de desmate foi divulgada na manhã desta sexta-feira (12) pelo Inpe.

Os novos números deixam ainda mais consolidados os patamares altíssimos de desmatamento alcançados durante o governo Jair Bolsonaro (PL).