Desmatamento na Amazônia cai pela metade e sobe 43% no Cerrado em 2023

A área em alerta de desmatamento na Amazônia Legal caiu pela metade no primeiro ano do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o melhor índice desde 2018, mostram os dados do sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgados nesta sexta-feira, 5.

Já o Cerrado atingiu o maior índice desde 2019, primeiro ano completo da série história do levantamento para o bioma. Os dados mostram um aumento de 43% das áreas em alerta em 2023, em comparação com 2022, segundo o jornal Folha de S. Paulo. Os índices levam em conta o chamado ano civil (período total de janeiro a dezembro).

Registro de armas de fogo em 2023 caiu 82% em relação ao ano anterior

O registro de novas armas de fogo para defesa pessoal de cidadãos que vivem no Brasil caiu em 2023. A redução foi de quase 82% em relação ao ano anterior. Segundo dados do Sistema Nacional de Armas (Sinarm), no ano passado foram cadastradas 20.822 novas armas de fogo para defesa pessoal, número bem inferior às 111.044 armas que foram contabilizadas em 2022.

Segundo a Polícia Federal (PF), esse é o menor número cadastrado de armas de fogo para defesa pessoal desde 2004. Naquele ano, 4.094 registros foram registrados pelo órgão.

As pistolas lideram a lista de armas registradas por civis na PF, com 14.277 cadastros feitos em 2023. Em seguida aparecem as espingardas (2.309 registros) e os rifles (2.215).

Em Pernambuco, 51 policiais militares foram expulsos apenas em 2023

O número de policiais militares punidos com a expulsão cresceu em Pernambuco, de acordo com estatísticas da Corregedoria da Secretaria de Defesa Social (SDS). De 1º de janeiro a 21 de novembro deste ano, 51 PMs que respondiam a processos administrativos disciplinares foram excluídos da corporação. Ao longo de 2022, foram 40.

Estão incluídos na lista policiais militares expulsos por condenação em homicídios, femínicídio, extravio de armas de fogo, comércio ilegal de produtos falsificados e até uso de carro roubado.

O balanço foi divulgado pela corregedora geral da SDS, Mariana Cavalcanti, durante entrevista ao Jornal do Commercio nesta quarta-feira (22). Segundo ela, ao longo do ano, 373 processos administrativos disciplinares foram julgados (incluindo acusações contra policiais civis, militares, penais e bombeiros). Desse total, 49% resultou em algum tipo de punição.

O assunto foi abordado dois dias após a ação de nove policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) que foram filmados invadindo uma casa e matando dois homens na comunidade do Detran, em Iputinga, Zona Oeste do Recife. A conduta dos PMs, que foram presos em flagrante, está sob apuração da Corregedoria da SDS.

Mariana Cavalcanti explicou que o tempo das investigações conduzidas pela Corregedoria varia de acordo com cada tipo de crime e provas colhidas.

“Às vezes o nosso processo disciplinar corre mais rápido do que um processo criminal. Às vezes a gente até julga uma absolvição, que pode ser reaberta caso o processo criminal apresente um desfecho diferente. Mas a gente tem tentado dar essa celeridade às investigações”, afirmou.

Segundo ela, o primeiro passo é a instauração de uma investigação preliminar, que pode resultar em arquivamento ou no processo administrativo disciplinar.

Calamidade climática será ainda pior em 2024, diz Ipam sobre El Niño

As fortes chuvas que alagaram cidades no Sul e no Sudeste do país e a seca histórica registrada no Amazonas no 2º semestre de 2023 são efeitos de uma instabilidade no clima que deve perdurar no próximo ano.

Segundo o Cemaden/MCTI (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação), a previsão é de que os efeitos do chamado El Niño se intensifiquem a partir de dezembro e sigam até fevereiro de 2024. O fenômeno ocorre pelo aquecimento acima do normal das águas do Oceano Pacífico próximas à Linha do Equador. Essa mudança altera a circulação dos ventos e a formação das chuvas em diferentes regiões do planeta.

Ane Alencar, diretora de ciência do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), alerta que o próximo ano deve apresentar desafios ainda mais intensos do que os de 2023. “Nós vamos ter uma situação de calamidade pior do que já estamos vivendo”, afirmou.

A especialista diz que o panorama geral é de que a crise climática se intensifique com vários fenômenos simultâneos “que se retroalimentam”. Ela cita, além do El Niño, a AMO (sigla em inglês para Oscilação Multidecadal do Atlântico), que aquece as águas do oceano na região equatorial e é agravado pelo aumento das temperaturas com o aquecimento global.