Rede Estadual de Ensino inicia segunda rodada de matrícula para o ano letivo de 2024

Começa nesta quinta-feira (18) a segunda rodada do cadastro escolar para o ano letivo de 2024 da Rede Estadual de Ensino.

O cadastro deve ser realizado pelo site www.matricularapida.pe.gov.br, que é voltado para estudantes novatos dos ensinos fundamental e médio.

O prazo de inscrição, nesta etapa, segue até o dia 22 de janeiro.

A rede possui escolas distribuídas por todos os municípios de Pernambuco e atende aproximadamente 500 mil estudantes.

Ao todo, estão disponíveis 65.922 vagas, sendo 8.475 para Recife, 15.626 nos demais municípios da Região Metropolitana e 41.821 para o interior, contemplando Zona da Mata, Agreste e Sertão.

Essas vagas voltaram para o sistema após a primeira rodada de matrícula, que aconteceu entre os dias 22 de novembro a 26 de dezembro, mas não foram confirmadas no período da efetivação.

Os responsáveis pelo cadastro nessa segunda rodada devem efetivar as matrículas presencialmente nas escolas entre os dias 24 e 26 de janeiro, inclusive com a entrega dos seguintes documentos:

Número da inscrição do Cadastro 2022; cópia da Certidão de Nascimento; original do histórico escolar ou declaração original da última escola em que estudou; comprovante de residência com CEP; cópia da carteira de vacinação; comprovante de tipo sanguíneo e fator RH e foto 3×4 recente.

Para 2024, foram ofertadas 175.201 vagas para estudantes novatos, das quais 97.903 foram preenchidas por crianças e jovens oriundos das redes municipais em processo realizado ao longo do segundo semestre de 2023.

Portanto, nesta etapa, foram ofertadas 77.298 vagas, sendo 10.762 distribuídas no Recife, 18.211 nos demais municípios da Região Metropolitana e 48.325 no interior, contemplando Zona da Mata, Agreste e Sertão.

Entenda mudanças na aposentadoria em 2024

Quem está prestes a se aposentar precisa estar atento. A reforma da Previdência estabeleceu regras automáticas de transição, que mudam a concessão de benefícios a cada ano.

A pontuação para a aposentadoria por tempo de contribuição e por idade sofreu alterações. Confira abaixo as mudanças que começam a vigorar neste ano.

Aposentadoria por tempo de contribuição
A reforma da Previdência estabeleceu quatro regras de transição, das quais duas previram modificações na virada de 2023 para 2024. Na primeira regra, que estabelece um cronograma de transição para a regra 86/96, a pontuação composta pela soma da idade e dos anos de contribuição subiu em janeiro: para 91 pontos (mulheres) e 101 pontos (homens).

Os servidores públicos estão submetidos à mesma regra de pontuação, com a diferença de que é necessário ter 62 anos de idade e 35 anos de contribuição (homens), 57 anos de idade e 30 anos (mulheres). Para ambos os sexos, é necessário ter 20 anos no serviço público e cinco anos no cargo.

Na segunda regra, que prevê idade mínima mais baixa para quem tem longo tempo de contribuição, a idade mínima para requerer o benefício passou para 58 anos e meio (mulheres) e 63 anos e meio (homens). A reforma da Previdência acrescenta seis meses às idades mínimas a cada ano até atingirem 62 anos (mulheres) e 65 anos (homens) em 2031. Nos dois casos, o tempo mínimo de contribuição exigido é de 30 anos para as mulheres e 35 anos para homens.

Aposentadoria por idade
Desde 2023, está plenamente em vigor a regra para a aposentadoria por idade, destinada a trabalhadores de baixa renda que contribuíram pouco para a Previdência Social e se aposentariam por idade na regra antiga.

Para homens, a idade mínima está fixada em 65 anos desde 2019. Para as mulheres, a idade de transição está em 62 anos desde 2023. Para ambos os sexos, o tempo mínimo de contribuição exigido para se aposentar por idade está em 15 anos.

Na promulgação da reforma da Previdência, em novembro de 2019, a idade mínima para as mulheres estava em 60 anos, passando a aumentar seis meses por ano nos quatro anos seguintes. Subiu para 60 anos e meio em janeiro de 2020, para 61 anos em janeiro de 2021, 61 anos e meio em 2022 e 62 anos no ano passado.

Pedágio
No caso dos servidores públicos, há ainda a regra do pedágio de 100% sobre o tempo de contribuição. Quem tem mais de 60 anos de idade e 35 anos de contribuição (homens) ou 57 anos de idade e 30 anos de contribuição (mulheres) tem que cumprir o dobro do período que faltava para se aposentar em 2019. Nos dois casos, é necessário ter 20 anos de serviço público e cinco anos no cargo.

Em tese, quem começou a contribuir para a Previdência muito jovem e entrou no serviço público há pelo menos 20 anos ainda tem possibilidade de ser beneficiado pela regra em 2024.

A reforma tinha outra regra de pedágio, desta vez para o setor privado. Quem estava a até dois anos da aposentadoria em 2019 tinha de cumprir 50% a mais em relação ao tempo que faltava para se aposentar. No entanto, essa regra de transição foi integralmente cumprida e não beneficiará mais ninguém em 2024.

No cenário mais abrangente, quem trabalharia por mais dois anos em 2019 teve de trabalhar um ano extra, totalizando três anos. No fim de 2022, todos os que estavam enquadrados na regra do pedágio de 50% já se aposentaram.

Raquel Lyra assina decreto que reduz IPVA 2024

Na noite desta quarta-feira (27/12/23), a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, divulgou um vídeo em sua rede social assinando um decreto estabelecendo os valores do IPVA com redução de 24% para 2024, em relação há 2023.

Pernambuco portanto passa há ter IPVA mais barato do Nordeste.

 

Salário mínimo deve subir para R$ 1.412 em 2024

O salário mínimo deve subir de R$ 1.320 para R$ 1.412 em 2024. O aumento corresponde a uma alta de 6,97%, ou de R$ 92.

O cálculo de reajuste foi feito pelo economista-chefe da Ryo Asset, Gabriel Leal de Barros. Foi possível chegar ao valor depois da divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) nesta terça-feira (12). Acumulou uma taxa de 3,85% em 12 meses até novembro.

Eis a íntegra do relatório.

O novo cálculo de reajuste do salário mínimo, aprovado em agosto de 2023, considera o INPC até novembro do ano anterior (2023) e a variação da atividade econômica de 2 anos anteriores, ou seja, em 2022 no caso do ano de 2024 como referência. Em 2022, o Produto Interno Bruto (PIB) subiu 3%.

Passe o cursor no infográfico abaixo para visualizar os valores:

O relatório do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2024 prevê um salário mínimo de R$ 1.421. Na prática, é R$ 9 maior que o valor que deverá ser efetivado. O motivo para a diferença é a trajetória mais baixa da alta do INPC.

Gabriel Leal de Barros avalia que o aumento do salário mínimo de R$ 1.320 para R$ 1.412 vai aumentar os gastos públicos em R$ 37 bilhões no próximo ano em comparação com 2023. O acréscimo se deve aos itens que são indexados ao salário mínimo, como, por exemplo, aposentadorias e pensões.

Calamidade climática será ainda pior em 2024, diz Ipam sobre El Niño

As fortes chuvas que alagaram cidades no Sul e no Sudeste do país e a seca histórica registrada no Amazonas no 2º semestre de 2023 são efeitos de uma instabilidade no clima que deve perdurar no próximo ano.

Segundo o Cemaden/MCTI (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação), a previsão é de que os efeitos do chamado El Niño se intensifiquem a partir de dezembro e sigam até fevereiro de 2024. O fenômeno ocorre pelo aquecimento acima do normal das águas do Oceano Pacífico próximas à Linha do Equador. Essa mudança altera a circulação dos ventos e a formação das chuvas em diferentes regiões do planeta.

Ane Alencar, diretora de ciência do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), alerta que o próximo ano deve apresentar desafios ainda mais intensos do que os de 2023. “Nós vamos ter uma situação de calamidade pior do que já estamos vivendo”, afirmou.

A especialista diz que o panorama geral é de que a crise climática se intensifique com vários fenômenos simultâneos “que se retroalimentam”. Ela cita, além do El Niño, a AMO (sigla em inglês para Oscilação Multidecadal do Atlântico), que aquece as águas do oceano na região equatorial e é agravado pelo aumento das temperaturas com o aquecimento global.