SOS: mulher pede ajuda para começar tratamento de um câncer no fígado

A senhora Aldeny María de Moura Ribeiro, que reside no bairro Brotas, em Afogados da Ingazeira, procurou a rádio Pajeú, para fazer um apelo aos ouvintes e internautas que possam ajudar na compra de medicamentos para o tratamento de um câncer em metástase no fígado.

Segundo o médico, ela precisa começar a tomar esse medicamento de custo alto com urgência, já que se trata de um câncer muito agressivo.

Para ser operada, dona Aldeny precisa tomar a cada 21 dias, uma dose de um medicamento que custa 66 mil reais, (sessenta e seis mil), a dose.

Você pode contribuir pela chave Pix, 87988696562, em nome de Aldeny María de Moura Ribeiro.

Confira a entrevista completa abaixo:

Cantor Netinho é diagnosticado com câncer no sistema linfático

O cantor Netinho foi diagnosticado com câncer do sistema linfático. O anúncio da descoberta do linfoma foi feito através da divulgação do boletim médico no site oficial do artista, no último sábado, 22.

O comunicado, assinado pela diretoria médica do Hospital Aliança Star, em Salvador, afirma que Netinho está com “acompanhamento onco-hematológico” e segue com suporte médico especializado.

O cantor passou semanas internado, realizando exames após sentir fortes dores e dificuldade para se locomover. Antes de receber alta, ele chegou a compartilhar parte da rotina no hospital e afirmou que manteria o tratamento em sigilo, mas agora decidiu compartilhar o diagnóstico.

Aos 58 anos, o artista já passou por três cirurgias no cérebro e precisou colocar quatro stents. Em 2013, sofreu três AVCs e perdeu a voz devido ao uso de anabolizantes.

Devido à internação, o artista cancelou toda a sua agenda de apresentações marcadas para o Carnaval de 2025. Netinho ganhou destaque na década de 1990 com sucessos como Milla, Capricho dos Deuses e A Vida é Festa.

Por Alexandre Rafael 

Câncer dispara e já é a maior causa de mortes em várias regiões brasileiras

O câncer já é a primeira causa de morte em algumas regiões do Brasil, ocupando o lugar das doenças cardiovasculares. Um estudo inédito revela uma transição epidemiológica no país, tendência que já vem sendo observada em nações ricas. O trabalho, conduzido por pesquisadores da Unifesp e outras instituições, como Fundação Getúlio Vargas e Universidade Federal de Uberlândia, em Minas Gerais, acaba de ser publicado no The Lancet Regional Health – Americas.

Para chegar ao resultado, os autores analisaram dados de 5.570 municípios brasileiros fornecidos pelo Sistema de Informações de Mortalidade entre os anos de 2000 e 2019. Também foram avaliadas as mortes prematuras, aquelas que ocorrem na faixa dos 30 aos 69 anos, que não são atribuídas ao envelhecimento.

Nesse período, as taxas de mortalidade por doenças cardiovasculares caíram em 25 dos 27 estados, enquanto as de câncer cresceram em 15.

O número de municípios em que o câncer é a principal causa de morte quase dobrou, passando de 7% para 13%.

E, enquanto a mortalidade por problemas cardiovasculares caiu drasticamente, quase 40%, a de câncer reduziu apenas 10%.

Embora as doenças cardiovasculares ainda liderem as mortes, alguns fatores explicam essa transição. “Os avanços no diagnóstico e no tratamento, bem como as campanhas antitabagismo, por exemplo, tiveram grande impacto na queda da mortalidade cardiovascular. O câncer, por outro lado, engloba mais de cem doenças com diferentes causas e alguns são mais fáceis de prevenir, outros mais limitados”, analisa Leandro Rezende, um dos autores do estudo e coordenador do programa de pós-graduação em Saúde Coletiva da Escola Paulista de Medicina, da Unifesp.

Já as doenças cardiovasculares, segundo Rezende, são mais sensíveis a hábitos e medidas terapêuticas. “O resultado mostra que, quanto maior o acesso a tratamento e prevenção, menor a mortalidade”, observa o pesquisador. Apesar de o câncer e as doenças cardiovasculares compartilharem muitos fatores de risco —como tabagismo, sedentarismo, obesidade e má alimentação—, as particularidades de cada tipo de tumor dificultam a prevenção e o tratamento.

Além disso, enquanto o tratamento das doenças cardiovasculares sempre envolve mudanças no estilo de vida, no câncer o foco acaba sendo erradicar a doença de forma localizada. Assim, é possível reduzir as mortes por infartos e derrames cuidando da pressão alta, do colesterol alto e do diabetes, por exemplo, mas o prognóstico dos tumores acaba prejudicado com diagnósticos tardios e dificuldade de acesso a tratamentos sofisticados.

O cardiologista Eduardo Segalla, do Hospital Israelita Albert Einstein (SP), explica que o acesso ao diagnóstico precoce e a tratamentos especializados faz toda diferença para o prognóstico e a mortalidade dessas que são as duas principais causas de mortes no mundo.

“Do ponto de vista cardiovascular, a conscientização de tratar fatores de risco e o acesso ao sistema de saúde para tratar um infarto agudo, por exemplo, é mais rápido e acessível do que o diagnóstico precoce de um câncer de mama ou de intestino”, diz Segalla.

Segundo o cardiologista, o tratamento após o diagnóstico das doenças cardiovasculares ou até de suas complicações, como arritmias e insuficiências cardíacas, são menos complexos, mais acessíveis e mais baratos do que os tratamentos do câncer, mais caros e com poucos centros especializados para o número crescente de diagnósticos.

Nesse aspecto, o estudo também revela as desigualdades do país: se as mortes por doenças como infarto e AVC caíram de modo geral, aquelas causadas por câncer cresceram principalmente nas regiões mais pobres.

Os achados ainda mostram locais em que há potencial para reduzir a mortalidade cardiovascular, incluindo estados como Amapá, Roraima e Acre, onde há uma tendência de aumento desses óbitos.

Para os autores do novo estudo, é preciso desenvolver políticas específicas para cada região, capazes de melhorar o acesso à saúde nos municípios menores e mais vulneráveis e, é claro, atuar na prevenção primária.

“Isso envolve políticas públicas, incluindo campanhas antitabaco, controle do álcool e o grande desafio da obesidade, que é um fator de risco para vários tumores. Sabe-se que o estilo de vida está associado a cerca de 20 tipos de câncer, e um terço das mortes poderia ser evitado com mudanças nos hábitos de vida”, destaca Rezende.

Por UOl