Em busca de fortalecer partido, PT empossa Diretórios Municipais no Pajeú

No domingo (14/09), aconteceu na Cidade de São Jose do Egito-PE, a posse dos Diretórios Municipais do PT, onde 07 Municípios participaram; Santa Terezinha, Itapetim, São José do Egito, Tabira, Tuparetama, Afogados da Ingazeira e Ingazeira.

Foi uma posse histórica a nível Regional, os presidentes dos Partidos discursaram e mantiveram a ideia de uma ação conjunta no Sertão do Pajeú, defendendo um projeto de cooperação e valorização da classe trabalhadora, o maior compromisso foi a reeleição do Presidente LULA e do Senador Humberto Costa em 2026, assim como a ampliação da bancada do PT no Congresso Nacional, e só a união vai garantir o processo de fortalecimento das bases.

Esteve presente no ato de posse o Deputado Federal Carlos Veras, que foi eleito e empossado recentemente Presidente do Diretório Estadual do PT-PE. Também se fizeram presentes o prefeito de Tabira Flávio Marques do PT-PE, o prefeito de São José do Egito Fredson Brito, e Lideranças do Poder Legislativo de Vários Municípios. A solenidade Finalizou com todas as diretorias dos diversos diretórios empossados para o quadriênio de 2025 a 2029 pelo então Presidente Estadual do PT Carlos Veras.

Foram empossados os presidentes e as presidentes:
Ricardo Moura – São José do Egito
Monica Souto – Afogados da Ingazeira
Socorro Veras – Tabira
Dorneles Alencar – Ingazeira
Evanilson Leite – Santa Terezinha
Ivaí Cavalcanti – Tuparetama
Edsandro Silvino – Itapetim

PT de Pernambuco oficializa oposição ao governo Raquel Lyra

A executiva do Partido dos Trabalhadores (PT) em Pernambuco, sob a presidência do deputado estadual Doriel Barros, oficializou, na noite desta terça-feira (1º), o ingresso da sigla na bancada de oposição à governadora Raquel Lyra (PSDB). A partir de agora, o PT se une ao grupo ora formado por PSB e PSol.

Entre as justificativas para a decisão, o PT em Pernambuco alega que o governo Raquel Lyra “mantém parceria com forças políticas que antagonizam com o projeto representado pelo governo do presidente Lula”, em referência às alianças com o PP de Ciro Nogueira e o PL de Jair Bolsonaro. E citou ainda a “falta de diálogo da gestão atual com vários movimentos sociais e sindicais, em especial os servidores públicos.”

Confira a nota do diretório estadual da legenda na íntegra:

“Após um amplo debate interno, que envolveu a direção partidária, parlamentares e gestores municipais nos últimos meses, o PT de Pernambuco decidiu aprovar uma resolução sobre a atual conjuntura política no estado. É importante lembrar que, no ano passado, as urnas fortaleceram o projeto do partido em Pernambuco, garantindo uma grande vitória para o presidente Lula, com mais de 66% dos votos válidos (3.640.933) e para a senadora Teresa Leitão, com 46% dos votos válidos (2.061.276), além da eleição de uma bancada estadual e federal.

No primeiro e no segundo turno da disputa, o PT apoiou candidaturas opostas a da atual governadora Raquel Lyra, fato que naturalmente, pelo resultado das urnas, coloca o partido em um campo de oposição ao da atual gestão. Além disso, o PT tem discordâncias políticas e administrativas, especialmente, em diversas áreas de políticas públicas e sociais e na falta de diálogo da gestão atual com vários movimentos sociais e sindicais, em especial os servidores e servidoras públicas.

Vale destacar, ainda, que o governo Raquel Lyra mantém parceria com forças políticas que antagonizam com o projeto representado pelo governo do presidente Lula, que tem trabalhado pela reconstrução do país e pela melhoria da vida da população brasileira. Nesse contexto, o PT decide anunciar que estará na oposição ao governo tucano.

O partido mantém o compromisso com o povo pernambucano de acompanhar e fiscalizar as ações da gestão estadual e vai fazer uma oposição comprometida com os interesses do estado, defendendo os grandes investimentos do presidente Lula em Pernambuco, e as parcerias institucionais que vêm sendo estabelecidas pelos governo federal, governo estadual e governos municipais.”

PT não precisa ajoelhar no milho, mas mostrar que aprendeu com seus erros, diz Arminio Fraga

Apesar de o novo governo lembrar com frequência os acertos das duas gestões anteriores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não dá para fragmentar o governo do PT, afirma o economista Arminio Fraga. O partido mudou a rota na política econômica durante seu período à frente do Planalto, com prejuízos para o Brasil, e o fato de nunca ter admitido os erros dessa estratégia alimenta desconfianças até hoje.

“Acho fundamental entender como um todo o período em que o PT governou. Não dá para ser seletivo e escolher apenas a parte que deu certo. Depois do Palocci [ministro da Fazenda Antonio Palocci, de janeiro de 2003 a março de 2006], a estratégia mudou radicalmente —e foi esse erro que desembocou no colapso da economia.”, afirma Fraga, que também é colunista da Folha de São Paulo.

“Mesmo que não se ajoelhe no milho e se faça um mea-culpa —dificilmente um político faz esse tipo de coisa—, seria bom que se mostrasse através da prática que as lições foram aprendidas.”

Levante de militância petista é recado claro para cúpula do partido. Petista não é gado

O levante de parte da militância petista contra a aliança com o PSB que se viu durante a visita do ex-presidente Lula a Pernambuco nos últimos três dias dá um recado importante a partidos políticos que se acham donos dos votos de seus filiados.

Cansaram de ser tangidos como gados para onde os dirigentes os direcionavam, forçando-os a votar em quem não queiram.

Mas isso já vinha sendo avisado, os dirigentes petistas que não quiseram enxergar. Eu já escrevi sobre isso há um tempo, mas não custa lembrar.

Em outubro de 2018 durante um comício do candidato a Presidência da República Fernando Haddad, o rapper Mano Brown – líder dos Racionais MC’s – fez um discurso acabando com o clima de festa e alertando para a importância de se ouvir as bases.

“Não gosto do clima de festa. O que mata a gente é o fanatismo e a cegueira. Deixou de entender o povão, já era. Se somos o Partido dos Trabalhadores tem que entender o que o povo quer. Se não sabe, volta pra base e vai procurar entender. As minhas ideias são essas. Fechou”, alertou Mano Brown.

Mas os dirigentes não deram ouvidos a Brown. E seguiram não ouvindo as bases e tratando dos debates políticos somente na cúpula do partido, longe da militância. Não deu outra, o leite azedou.

Logo o PT, partido que sempre se orgulhou da democracia interna e de discutir a política com a militância que é a base do partido.

Agora colhem o que plantaram. De nada adianta Humberto Costa – apontado por muitos como o principal responsável pela quebra do diálogo com a base – bradar a plenos pulmões, nem Teresa explicar, nem Lula afirmar. A militância resolveu dar um recado claro para a cúpula do partido: cansamos de ser tangidos como gados, queremos voltar a ser ouvidos.

Lembra do que Mano Brown falou: “Deixou de entender o povão, já era”, pois é!