Bolsonaro diz que se não ganhar no primeiro turno, algo de anormal aconteceu

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que, se não vencer a eleição no primeiro turno com mais de 60% dos votos, “algo de anormal” terá acontecido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável pela realização do pleito e contabilização do resultado.

A declaração foi dada durante uma entrevista para o SBT em Londres, onde Bolsonaro viajou para o funeral da rainha Elizabeth II. “Pelas minhas andanças pelo Brasil, em especial nos últimos dois meses, se nós não ganharmos no primeiro turno, algo de anormal aconteceu dentro do TSE.”

A fala de Bolsonaro questiona a lisura do processo eleitoral mesmo após a Justiça Eleitoral ceder à pressão das Forças Armadas e concordar em fazer um teste de integridade de urnas com participação de eleitores no dia da votação.

O TSE garante que as urnas eletrônicas são seguras e confiáveis. Bolsonaro é candidato à reeleição e, de acordo com a maioria das pesquisas eleitorais divulgadas nos últimos dias, ele está atrás do candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, nas intenções de voto para o primeiro turno.

Em outro momento da entrevista, Bolsonaro afirmou que o que garante sua vitória é o “Data Povo”, como chama o apoio que recebe nas ruas. “Está bastante dividido, né, muito mais favorável a mim. Eu digo, se eu tiver menos de 60% dos votos, algo de anormal aconteceu no TSE tendo em vista obviamente o Data Povo que você mede pela quantidade de pessoas que não só vão nos meus eventos bem com nos recepcionam ao longo do percurso até chegar ao local do evento.”

   

TSE prevê multa diária de R$ 10 mil se Bolsonaro usar imagens do 7 de Setembro

O ministro Benedito Gonçalves, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), considerou válido o pedido feito pela coligação Brasil Esperança — PT, PV, PCdoB, PSol, Rede, PSB, Avante, Agir, Pros e Solidariedade — e proibiu o presidente Jair Bolsonaro (PL) de usar as imagens dos atos cívicos que ocorreram em Brasília e no Rio de Janeiro, no dia da Independência, em propagandas no horário eleitoral. O ministro avaliou que o evento não pode compor espaços destinados à campanha, principalmente na televisão e com imagens captadas por uma empresa pública, como as que foram feitas pela TV Brasil. Isso, de acordo com a decisão, fere a isonomia do processo eleitoral, bem como demonstra favorecimento do candidato que concorre à reeleição.

A defesa de Bolsonaro terá cinco dias para apresentar argumentos. Por enquanto, a campanha deve obedecer a regra de interrupção, em 24 horas, de veiculação das peças. As primeiras imagens foram ao ar no horário eleitoral de sábado. Devem ser retirados todo o material de propaganda eleitoral que usem imagens do presidente nos eventos em Brasília e no Rio, sob multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento.

“É uma questão de interpretação. É para tirar mais o material que contém a parada militar, não é para tirar tudo. Essa decisão não pode afetar as comemorações do bicentenário”, entende Sérgio Lima, um dos publicitários por trás da campanha eleitoral do presidente. “Essas decisões autoritárias só fazem a população ter consciência de que o TSE é extremamente hostil. Só reforça que está todo mundo contra o Bolsonaro. Não vamos usar, a população já entende”, esclarece.

Após puxar grito contra Bolsonaro no Rock in Rio, João Gomes pede desculpas

O cantor João Gomes usou as redes sociais para se desculpar com os fãs por gritar contra o presidente Jair Bolsonaro (PL), no evento do Rock In Rio. Em um vídeo publicado nas redes sociais, o cantor é visto puxando o grito contra o presidente: “Eii.. Bolsonaro, vai tomar no *”.

Em seu Twitter, João Gomes pediu desculpa e disse que não apoia nenhuma bandeira. “Errei e desrespeitei alguns fãs… não apoio qualquer bandeira mas fui irresponsável. Queria pedir desculpas por citar um nome que jamais poderia citar. Errei. E peço muitas desculpas. Peço desculpas… sou um eterno aprendiz”, disse o cantor. Em outra publicação, o cantor disse que o dele é “transmitir amor e alegria” para o fãs.

Falta 1 mês para o fim das concessões da Globo e Bolsonaro ‘esquece’ o assunto

Paralelamente à contagem de dias para as eleições há a regressiva para a expiração da validade das 5 concessões públicas de TV do Grupo Globo.

Em 5 de outubro, 3 dias após o 1º turno, chega ao fim a outorga do governo federal aos canais da família Marinho em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Recife.

A atual licença de funcionamento está em vigor desde abril de 2008, quando o então presidente Lula assinou o documento retroativo a outubro de 2007, com validade de 15 anos.

O assunto fez parte da pauta de Jair Bolsonaro desde antes de assumir o mandato. Ele sempre colocou em dúvida se irá sancionar ou vetar a renovação à Globo.

“Se não estiver tudo direitinho, não renovo”, afirmou várias vezes. “Não vai ser perseguição. Mas o processo tem que estar enxuto, tem que estar legal. Não vai ter jeitinho para vocês nem para ninguém”, avisou em outubro de 2019.

O presidente abandonou o tema pouco antes do início oficial da campanha à reeleição.

No momento, Bolsonaro tem inimigos mais urgentes a combater, como o ex-presidente Lula, à frente nas pesquisas de intenção de voto.

Brigar contra a Globo deixou de ser prioridade. Coincidentemente, este ano o governo aumentou a verba publicitária destinada à emissora.

Serão R$ 11,4 milhões, quase o dobro do ano passado. O canal carioca voltou a ser a TV que mais recebe para exibir propaganda da Presidência.

Governo recua e pode limitar juros e prazo de empréstimo consignado

Do Brasil de Fato

O governo federal deu sinais de que pretende recuar e impor limites de juros e prazos para empréstimos consignados vinculados ao Auxílio Brasil. A lei que cria esse tipo de crédito já foi sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), mas a contratação dos empréstimos ainda depende de uma regulamentação do Ministério da Cidadania.

O ministro da pasta, Ronaldo Vieira Bento, informou em suas redes sociais na semana passada que não haveria qualquer limite de juros ou prazo para o novo tipo de consignado. O anúncio, porém, acabou criticado por entidades de defesa do consumidor e economistas. Bancos chegaram a declarar que não iriam operar a linha de crédito.

Na segunda-feira, porém, Bolsonaro esteve na Federação Brasileira de Bancos (Febraban) para uma reunião. Pediu a banqueiros que eles concedam os empréstimos.

No mesmo dia, o ministro Bento deu uma entrevista no programa Voz do Brasil, produzido pela estatal Empresa Brasil de Comunicação (EBC), e sinalizou mudanças no programa. “Tudo está sendo estudado”, afirmou ele, ao ser questionado sobre limitações. “Estamos em interação constante com os beneficiários do Auxílio Brasil e num processo de aperfeiçoamento.”

Procurado pelo Brasil de Fato, o ministério não deu mais explicações sobre o que seria esse aperfeiçoamento.

Empréstimos consignados são aqueles cujas prestações são descontadas no salário ou benefício do tomador. Por lei, as parcelas não podem comprometer mais de 40% dos pagamentos mensais do tomador.

Esse tipo de crédito já é muito comum entre aposentados e pensionistas. Neste caso, entretanto, além da limitação sobre o comprometimento da renda, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) limita o juro cobrado por bancos pelo crédito.

Atualmente, esse limite é de 2,14% ao mês, totalizando 28,3% ao ano.

Sem limitações para o consignado do Auxílio Brasil, bancos já estavam preparados para cobrar até o triplo disso quando os empréstimos foram autorizados pelo governo. Já existem inúmeras financeiras anunciando um cadastro de interessados no crédito. Nessas propagandas, há empréstimos com juros de quase 6% ao mês, ou 100% ao ano.

Com um juros desses, um beneficiário do Auxílio Emergencial poderia emprestar no máximo R$ 1.300 caso o crédito fosse pago em 12 meses, considerando que a parcela não poderá superar R$ 160. Ao final, ele gastaria R$ 1.920 para quitar o empréstimo. O banco ganharia R$ 620.

Se o empréstimo for pago em dois anos, ou seja, 24 meses, o valor do crédito subiria para R$ 2.000. Ao final, no entanto, ele gastaria mais de R$ 3.840 para quitá-lo. O ganho do banco subiria para R$ 1.840 – quase o mesmo valor do empréstimo.

‘Auxílio banco’

Para a economista e coordenadora do Programa de Serviços Financeiros do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Ione Amorim, sem limite de juro, o consignado converte o Auxílio Brasil em “auxílio banco”.

“O que dá a entender que a política não foi feita para assistir o cidadão em situação de extrema pobreza. Ela foi feita pra assistir a instituição financeira”, criticou ela, que é contra os empréstimos vinculados a benefícios sociais.

Ela também afirmou que muitos beneficiários do programa não têm familiaridade com contas bancárias, cálculos de juros etc. Vão acabar endividados e, pior, com o dinheiro necessário para a comida repassado do governo para os bancos.

“Você vai dar um crédito de R$ 2.000, vai antecipar o equivalente a cinco parcelas. O beneficiário, vai gastar tudo em um mês, no máximo, dois meses. O que vai acontecer? Aí passa a receber R$ 240. É suficiente?”, questiona Amorim.

O economista Sergio Mendonça, ex-diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), não é contra o consignado do Auxílio Brasil. Contudo, acha um absurdo que o governo não tenha limitado os juros.

“Se é para oferecer crédito consignado para esse público de baixa renda, deveria ser com a menor taxa de juros. Menor do que para os aposentados e pensionistas. E menor que para os servidores públicos”, afirmou ele, levando em conta a vulnerabilidade dos beneficiários.

Edição: Nicolau Soares

“Globo” diz que JN não entrevistará Bolsonaro; Lula é confirmado

A Rede Globo anunciou que entrevistará os candidatos à Presidência da República ao vivo na semana de 22 de agosto, na bancada do “Jornal Nacional”. Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB) confirmaram presença. Já o presidente Jair Bolsonaro (PL) não concordou com as regras da sabatina.

Os 5 candidatos mais bem colocados na pesquisa Datafolha de 28 de julho foram convidados. São eles: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Jair Bolsonaro (PL), Ciro Gomes (PDT), Simone Tebet (MDB) e André Janones (Avante) –que retirou a candidatura na 5ª feira (4.ago).

A Globo explicou que o presidente condicionou a sua participação na sabatina a que ela fosse realizada no Palácio da Alvorada, em Brasília. Porém, por regra, a emissora entrevista os concorrentes no estúdio, “de forma a demonstrar que todos os candidatos são tratados em igualdade de condições”.

A assessoria de Bolsonaro justificou o pedido de mudança de local com compromissos de campanha. Mas a Rede Globo rejeitou a solicitação e informou que “a entrevista não será realizada”.

Datafolha: Governo Bolsonaro tem 45% de reprovação e 28% de aprovação

O presidente Jair Bolsonaro (PL) tem seu governo reprovado por 45% dos brasileiros, aponta levantamento feito nos dias 27 e 28 de julho pelo Datafolha.

É o pior desempenho de um postulante à reeleição a esta altura do mandato desde que o instrumento foi criado, em 1997. As informações são da Folha de S. Paulo.

Segundo o instituto, que ouviu 2.556 pessoas e teve a pesquisa registrada com o número BR-01192/2022 no Tribunal Superior Eleitoral, a reprovação oscilou negativamente desde o levantamento anterior, de 22 e 23 de junho. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos.

Naquela aferição, Bolsonaro tinha 47% de avaliação ruim ou péssima. Achavam o governo ótimo ou bom 26%, índice que oscilou para 28% agora. Seguem achando a gestão regular 26%.

A avaliação de governo é importante para medir as chances do incumbente na eleição presidencial.

Neste levantamento, Bolsonaro aparece em segundo lugar nas intenções para o primeiro turno, com 29%, na corrida ora liderada por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 47%. O presidente tem 53% de rejeição como candidato, a maior entre os postulantes.

Em julho de 1998, no primeiro pleito com direito a reeleição, Fernando Henrique Cardoso (PSDB) tinha 38% de aprovação e 19%, de reprovação. Venceu no primeiro turno. Em julho de 2006, Lula tinha os mesmos 38% de ótimo e bom, e 21% de ruim/péssimo, vencendo seu hoje companheiro de chapa Geraldo Alckmin (então no PSDB, agora PSB) no segundo turno.

Já em 2014, Dilma Rousseff (PT) tinha 32% de aprovação e 29%, de reprovação. Venceu Aécio Neves (PSDB) no segundo turno, na mais acirrada disputa do gênero desde a redemocratização.

Bolsonaro tem se valido de anúncios populistas para aumentar a transferência de renda para camadas mais baixas da população e interveio na Petrobras para segurar os aumentos de combustíveis, ajudado pela aprovação de mecanismo que reduziu a cobrança de impostos pelos estados.

Isso ainda não se refletiu em voto ou queda mais abrupta de rejeição, mas a evolução de aprovação do presidente, ainda que em níveis tímidos, é visível em alguns segmentos.

Entre mulheres (52% do eleitorado), a visão de ótimo e bom de seu governo subiu de 22% para 27% de junho para cá; entre os mais pobres (53% da amostra), de 20% para 25%; entre nordestinos (27% dos ouvidos), de 17% para 25%; entre católicos (54% da amostra), de 21% para 27%.

O melhor desempenho de Bolsonaro é entre quem ganha de 5 a 10 mínimos (7% dos ouvidos) e evangélicos (25%), com 37% de aprovação. O pior, entre nordestinos, com 49% de reprovação no reduto eleitoral de Lula.

Número de pistolas mais do que dobra na gestão Bolsonaro

O número de armas liberadas no Brasil aumentou 170% no Brasil durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), revela um levantamento feito pelo jornal Folha de S. Paulo.

De acordo com a apuração, dados da Polícia Federal – responsável pela liberação – apontam 40 mil registros de pistolas em 2018, antes da eleição vencida por Bolsonaro. Em 2021, terceiro ano do atual governo, esse número salta para 108 mil novos registros, mais do que o dobro em comparação com o dado anterior.

Ao longo de sua gestão, Bolsonaro tem atuado para flexibilizar normas para obtenção da autorização para armas, além de facilitar o acesso da população em obter calibres mais poderosos.

Segundo a Folha, o governo editou 19 decretos, 17 portarias, duas resoluções, três instruções normativas e dois projetos de lei nesse sentido.

A publicação também mostra que os pedidos para registro de armas foi maior em Estados que votaram mais em Bolsonaro no segundo turno das eleições de 2018, disputada com Fernando Haddad (PT).

por Afogados online

   

Dupla sertaneja que gravou o jingle De Bolsonaro recebeu R$ 1,9 mi através da Lei Rouanet

A dupla sertaneja Mateus e Cristiano, a qual gravou um jingle para a campanha de Jair Bolsonaro e que também estará na convenção do PL neste domingo, já captou R$ 1,9 milhão por meio da Lei Rouanet. Essa é a lei que incentiva a cultura e é duramente criticada pelo Presidente Bolsonaro (PL) e seus apoiadores.

Segundo o jornal Metrópoles, a dupla sertaneja apresentou a música “Capitão do Povo” ao presidente pela primeira vez no almoço que o presidente teve com o empresário Elon Mush, em maio.

A música caiu na graças do público de direita, e o vídeo clipe é usado pela campanha.

Neste domingo (24), os sertanejos vão cantar o jingle na convenção do evento do PL da chapa à reeleição de Bolsonaro com seu vice, Walter Braga Netto, no ginásio do Maracanãzinho, no estado do Rio de Janeiro.

Seguidores declarados do presidente, os artistas já foram contemplados duas vezes pela Lei Rouanet, a qual fornece isenção fiscal a patrocinadores de iniciativas culturais permitidas pela Secretaria Nacional de Cultura.

Bolsonaro diz que, se procurar corrupção em seu governo, vai achar ‘alguma coisa’

O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse nesta quinta-feira (21) que vai achar “alguma coisa”, se procurar casos de corrupção em seu governo.

Veja também
Bolsonaro chama livros didáticos de “lixo”
Após apoiar ação dos EUA, Bolsonaro diz que Brasil manterá…
Bolsonaro assina GLO para Fortaleza e defende ‘excludente de…
Governo Bolsonaro também tem corrupção sistêmica, diz…
A declaração ocorreu em diálogo com um apoiador no cercadinho do Palácio da Alvorada. Ele citou especificamente o Ministério de Desenvolvimento Regional, pasta responsável por obras de estrutura em todo o país.
O mandatário, apesar de admitir a possibilidade de encontrar casos de irregularidade em sua gestão, minimizou, qualificando-os como “besteira qualquer”.

“Se procurar, vai achar alguma coisa. O Ministério de Desenvolvimento Regional tem mais de 20 mil obras, será que está tudo certinho? Vai achar alguma coisa. Acha uma besteira qualquer”, disse Bolsonaro.

Antes, o apoiador dizia que “quem estava aqui [Brasília] sabe quais são os caminhos da corrupção”, a que Bolsonaro assentiu: “Sabe, sabe”. Bolsonaro foi eleito para seu primeiro mandato como deputado federal em 1991.

O homem comentava a CPI da Covid, que rendeu ao presidente denúncia no Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia.
“Minha vida é revirada o tempo todo, não acham nada”, disse o chefe do Executivo.

Mais cedo, também a apoiadores, o mandatário disse que, nos governos petistas, toda semana tinha “caso de corrupção” na televisão. “Nosso governo, tem acusação”, minimizou.
A menos de três meses das eleições, Bolsonaro vem modulando o discurso de que não há corrupção em seu governo.

Esta era uma das principais bandeiras do chefe do Executivo. Quando o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro ser preso pela Polícia Federal, Bolsonaro adotou discurso menos rígido para tratar de corrupção.

Uma semana depois do episódio, adotou um novo termo. “No governo, não temos nenhuma corrupção endêmica. Tem casos isolados que pipocam e a gente busca solução para isso”, afirmou em palestra a empresários em evento da CNI (Confederação Nacional da Indústria).

Ribeiro foi detido em uma operação que investiga uma suspeita de balcão de negócios no Ministério da Educação e na liberação de verbas do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação).
Outro conceito utilizado agora pelo chefe do Executivo é corrupção virtual, que ele já mencionou em alguns discursos. A ideia é de um crime que não tenha sido concluído.

A expressão também foi utilizada pelo ministro Ciro Nogueira (Casa Civil), em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo em abril. Ele também comentava o caso do MEC, ainda sob investigação na época.

Chamado de “amortecedor” no governo, o ministro disse não acreditar que o episódio atrapalhe o discurso anticorrupção do governo. “Não houve corrupção. É uma corrupção virtual. Existem as narrativas, mas o que foi desviado lá? Não foi pago nada”, afirmou à Folha de S.Paulo.