Acaba a concessão da Globo assinada por Lula e agora Bolsonaro precisa decidir

Chegou o ‘Dia D’ para a Rede Globo. Nesta quarta-feira, 5 de outubro, expiram as 5 concessões pertencentes à família Marinho.

São os canais próprios em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Recife.

Nas demais regiões, o sinal da Globo é transmitido por emissoras afiliadas pertencentes a outros grupos de comunicação.

No meio de setembro, a direção da TV protocolou o pedido de renovação no Ministério das Comunicações.

O processo está sob análise. São avaliados alguns critérios, como a situação financeira e fiscal da empresa.

Um parecer será enviado a Jair Bolsonaro. O presidente da República tem a prorrogativa de assinar o decreto sobre concessões de rádio e televisão.

Durante a espera, a Globo continua no ar normalmente graças a uma lei de março de 2017 sancionada por Michel Temer.

“As emissoras de rádio e TV poderão funcionar em ‘caráter precário’ caso o prazo da concessão tenha vencido antes da decisão sobre o pedido de renovação”, informa a Agência Senado.

Bolsonaro enviou vários ‘avisos’ à inimiga Globo, sugerindo rigor máximo na apreciação do pedido.

“Vai ter critério 100% técnico, não vai ter critério político”, garantiu o ministro das Comunicações, Fábio Faria, ao Poder360, parceiro do Terra.

“Se tiver tudo ok e quiser renovação, será renovada. Se não tiver tudo ok, não será renovada.”

Independentemente da decisão de Bolsonaro de conceder ou negar a solicitação, a palavra final será do Congresso.

No momento, o presidente e os parlamentares estão focados em negociações do 2º turno das eleições.

A Câmara e o Senado entram em recesso no dia 22 de dezembro. Há chance de a resolução ficar para a próxima Legislatura, que assume em 1º de fevereiro e terá perfil mais conservador.

Quando a concessão anterior terminou, em 2007, o presidente Lula demorou 6 meses para assinar o novo decreto.

Ainda que existam poderosos políticos antiGlobo, a probabilidade de o próximo Congresso retirar a outorga da emissora é praticamente nula.

Tudo indica que a rede de TV líder em audiência conseguirá a autorização federal para transmitir por mais 15 anos.

A Globo foi fundada em abril de 1965 pelo empresário e jornalista Roberto Marinho. Faz parte do maior grupo de mídia do País, com faturamento anual perto de R$ 15 bilhões.

   

Falta 1 mês para o fim das concessões da Globo e Bolsonaro ‘esquece’ o assunto

Paralelamente à contagem de dias para as eleições há a regressiva para a expiração da validade das 5 concessões públicas de TV do Grupo Globo.

Em 5 de outubro, 3 dias após o 1º turno, chega ao fim a outorga do governo federal aos canais da família Marinho em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Recife.

A atual licença de funcionamento está em vigor desde abril de 2008, quando o então presidente Lula assinou o documento retroativo a outubro de 2007, com validade de 15 anos.

O assunto fez parte da pauta de Jair Bolsonaro desde antes de assumir o mandato. Ele sempre colocou em dúvida se irá sancionar ou vetar a renovação à Globo.

“Se não estiver tudo direitinho, não renovo”, afirmou várias vezes. “Não vai ser perseguição. Mas o processo tem que estar enxuto, tem que estar legal. Não vai ter jeitinho para vocês nem para ninguém”, avisou em outubro de 2019.

O presidente abandonou o tema pouco antes do início oficial da campanha à reeleição.

No momento, Bolsonaro tem inimigos mais urgentes a combater, como o ex-presidente Lula, à frente nas pesquisas de intenção de voto.

Brigar contra a Globo deixou de ser prioridade. Coincidentemente, este ano o governo aumentou a verba publicitária destinada à emissora.

Serão R$ 11,4 milhões, quase o dobro do ano passado. O canal carioca voltou a ser a TV que mais recebe para exibir propaganda da Presidência.

Bolsonaro diz “sim” à Globo a 2 meses do vencimento das concessões do canal

Jair Bolsonaro insiste em atacar o STF e o TSE, mas baixou o tom em relação à ‘inimiga’ Globo. Antes, eram ataques coléricos quase semanais. Até disparava xingamentos. Agora, um clima quase de paz e amor.

Após dias de expectativa, o presidente aceitou o convite para ser sabatinado no ‘Jornal Nacional’. A entrevista com 40 minutos de duração será no próximo dia 22, abrindo a semana com presidenciáveis no telejornal mais assistido do País.

O público terá a chance de ver Bolsonaro cara a cara com William Bonner e Renata Vasconcellos, 1.455 dias após aquele ruidoso encontro na campanha de 2018, quando o então candidato irritou os âncoras ao citar questões pessoais dos dois, como a diferença salarial entre eles.

Desta vez, o clima deverá ser ainda mais tenso. De um lado, os jornalistas questionando as promessas não cumpridas ao longo do governo e incontáveis polêmicas, como a gerenciamento da pandemia e as manobras para furar o teto de gastos.

“Globo” diz que JN não entrevistará Bolsonaro; Lula é confirmado

A Rede Globo anunciou que entrevistará os candidatos à Presidência da República ao vivo na semana de 22 de agosto, na bancada do “Jornal Nacional”. Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB) confirmaram presença. Já o presidente Jair Bolsonaro (PL) não concordou com as regras da sabatina.

Os 5 candidatos mais bem colocados na pesquisa Datafolha de 28 de julho foram convidados. São eles: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Jair Bolsonaro (PL), Ciro Gomes (PDT), Simone Tebet (MDB) e André Janones (Avante) –que retirou a candidatura na 5ª feira (4.ago).

A Globo explicou que o presidente condicionou a sua participação na sabatina a que ela fosse realizada no Palácio da Alvorada, em Brasília. Porém, por regra, a emissora entrevista os concorrentes no estúdio, “de forma a demonstrar que todos os candidatos são tratados em igualdade de condições”.

A assessoria de Bolsonaro justificou o pedido de mudança de local com compromissos de campanha. Mas a Rede Globo rejeitou a solicitação e informou que “a entrevista não será realizada”.