Estiagem: Governo Federal reconhece “situação de emergência” em duas cidades pernambucanas

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) reconheceu, na terça-feira (18), a “situação de emergência” nas cidades pernambucanas de Araripina, no Sertão, e Caruaru, no Agreste, afetadas pela estiagem.

A portaria com os reconhecimentos foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).

Portaria nº 721

Diante das medidas, as prefeituras podem solicitar recursos do Governo Federal para ações de defesa civil.

Entre elas, estão: compra de cestas básicas, água mineral, refeição para trabalhadores e voluntários, kits de limpeza de residência, higiene pessoal e dormitório.

Balanço

Pernambuco tem 84 reconhecimentos vigentes, dos quais 80 por estiagem e quatro por chuvas intensas.

Como solicitar recursos

Cidades com o reconhecimento federal de “emergência” ou de estado de calamidade pública podem solicitar ao MIDR recursos para ações de defesa civil.

A solicitação pelos municípios em “situação de emergência” deve ser feita por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). Com base nas informações enviadas nos planos de trabalho, a equipe técnica da Defesa Civil Nacional avalia as metas e os valores solicitados. Com a aprovação, é publicada portaria no DOU com o valor a ser liberado.

Capacitações

A Defesa Civil Nacional oferece uma série de cursos a distância para habilitar e qualificar agentes municipais e estaduais para o uso do S2iD. As capacitações têm como foco os agentes de proteção e defesa civil nas três esferas de governo. Confira neste link a lista completa dos cursos.

Por Maria Luisa

Governo paga R$ 83,6 mil em passagens para Janja ir às Olimpíadas de Paris

O governo federal pagou R$ 83,6 mil em passagens aéreas para a primeira-dama, Rosangela Lula da Silva, a Janja, acompanhar as Olimpíadas de Paris.

Ela representou o presidente Lula (PT) na abertura do evento, visitou a Vila Olímpica e acompanhou os jogos de vôlei de praia e futebol feminino. A primeira-dama também se encontrou com a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, além do presidente da França e de sua esposa, Emmanuel e Brigitte Macron.

Dados do painel de viagens do governo federal apontam que o gabinete pessoal da Presidência da República pagou por duas passagens, em julho, para Janja ir e voltar do Rio de Janeiro a Paris. As viagens foram classificadas como “internacional – a serviço”.

A Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República) disse que a primeira-dama viajou na classe executiva e que os preços das passagens estavam elevados por causa das Olimpíadas.

“As passagens foram adquiridas em aviação comercial (sem uso de aeronaves da Força Aérea Brasileira), seguindo os preços de mercado, que estavam elevados em razão dos Jogos Olímpicos. A primeira-dama viajou de classe executiva, conforme autoriza a legislação vigente”, disse a Secom.

O gabinete pessoal de Lula pagou, em julho, passagens a 13 pessoas que foram para a capital francesa, incluindo Janja. No total, foram desembolsados cerca de R$ 250 mil com os bilhetes aéreos. O site do governo não aponta quanto foi gasto em diárias.

A mesma base de dados não informa se todo o grupo viajou à França para assessorar a primeira-dama nas Olimpíadas, mas há entre os nomes divulgados no site do governo policiais federais que costumam acompanhar viagens presidenciais, além de uma assessora de comunicação de Janja.

O governo pagou de R$ 12,6 mil a R$ 14,2 mil em passagens de ida e volta para cada servidor.

Governo federal reconhece situação de emergência por estiagem em Itapetim

O governo federal, por meio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, reconheceu a situação de emergência em oito cidades da Paraíba e em outros 16 municípios do Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia e Sergipe. Desses, 21 cidades sofrem com a estiagem, duas com as chuvas intensas e uma com a seca.

As situações foram reconhecidas por meio de uma portaria publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (25).

A situação de emergência pública reconhece uma situação anormal, provocada por desastres — como mudanças climáticas — causando danos e prejuízos que impliquem o compro comprometimento parcial da capacidade de resposta do poder público do ente atingido.

As definições de estiagem e seca também se diferem no âmbito do impacto hidrológico da região. Enquanto a primeira se refere a um período de chuvas mínimas no qual a perda de umidade do solo é superior à reposição, a seca já representa um período prolongado sem precipitações que causa um grave desequilíbrio hidrológico.

Confira a lista das cidades:

Estiagem
Coronel João de Sá (BA)
Rio do Antônio (BA)
Aiuaba (CE)
Canindé (CE)
Mombaça (CE)
Solonópole (CE)
Assunção (PB)
Cacimbas (PB)
Desterro (PB)
Montadas (PB)
Riacho dos Cavalos (PB)
Santa Cecília (PB)
Uiraúna (PB)
Umbuzeiro (PB)
Itapetim (PE)
Passira (PE)
Pedra (PE)
Rafael Godeiro (RN)
Santa Maria (RN)
Santo Antônio (RN)
São Miguel (RN)

Chuvas Intensas
Ribeira do Pombal (BA)
Touros (RN)

Seca
Monte Alegre de Sergipe (SE)

Governo lança nesta quarta-feira Plano Safra 2024/25

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, (PT), vai lançar nesta quarta-feira (03/07/24), o Plano Safra 2024/25 para agricultura empresarial e familiar. Segundo o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, o Safra 2024/25 terá R$ 475,56 bilhões em recursos disponíveis para financiamentos de pequenos, médios e grandes produtores.

O valor é 9% maior que o ofertado na safra anterior, de R$ 435,8 bilhões. Do montante, R$ 400,585 bilhões serão destinados para a agricultura empresarial e R$ 74,98 bilhões para a agricultura familiar.

O lançamento será feito em duas etapas: de manhã, o pacote para a agricultura familiar, enquanto o Plano Safra 2024/25 empresarial será divulgado no período da tarde, no Palácio do Planalto. O presidente Lula afirmou que “há uma política de financiamento do governo extraordinária” para o agronegócio.

“Serão dois grandes programas de financiamento, juros subsidiados, para que as pessoas possam continuar trabalhando, porque eu acho que nós temos que levar em conta que o agronegócio hoje é responsável por grande parte da riqueza deste país, e é importante que continue assim”, disse o presidente.

Segundo divulgado, o custo com equalização de juros do Plano Safra terá um aumento de 23%, totalizando R$ 16,7 bilhões. Para a agricultura empresarial, o Tesouro Nacional destinará R$ 6,3 bilhões para equalização de juros, em comparação aos R$ 5,1 bilhões da safra atual.

Já para a agricultura familiar, o investimento será de R$ 10,4 bilhões, ante R$ 8,5 bilhões liberados no ano passado.

O governo federal deve também somar fontes de crédito rural para aplicação em Cédulas de Produto Rural (CPRs) no número geral do Plano Safra 24/25. Com isso, o valor total de recursos disponibilizados aos produtores no período de julho de 2024 até o fim de junho de 2025 será de R$ 582 bilhões.

Briga por recursos

O planejamento inicial do ministério da Agricultura era atingir só com o Plano Safra 24/25 mais de R$ 500 bilhões, mas o montante teve que ser reduzido depois de alguns debates com a equipe econômica do governo.

Governo publica editais para 6.640 vagas no “Enem dos Concursos”; confira salários, datas e mais

O governo federal publicou, nesta quarta-feira, os editais do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU). A partir de agora é possível conferir as informações detalhadas, como requisitos para as vagas, salários, conteúdo programático, formas de inscrição, critérios de seleção, data e local das provas.

Pelo cronograma divulgado pelo Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI), o período de inscrições começa no dia 19 de janeiro e vai até 9 de fevereiro.

Os resultados devem ser divulgados em 30 de julho e o início das convocações em 5 de agosto.

As provas do concurso vão ocorrer em 220 municípios, no dia 5 de agosto.

Bloco 1 – Infraestrutura, Exatas e Engenharia

Bloco 2 – Tecnologia, Dados e Informação

Bloco 3 – Ambiental, Agrário e Biológicas

Bloco 4 – Trabalho e Saúde do Servidor

Bloco 5 – Educação, Saúde, Desenvolvimento Social e Direitos Humanos

Bloco 6 – Setores Econômicos e Regulação

Bloco 7 – Gestão Governamental e Administração Pública

Bloco 8 – Nível Intermediário

Segundo o Ministério da Gestão, estarão isentos da taxa de inscrição:

  • Inscritos do Cadastros Único (CadÚnico);
  • Doares de medula óssea;
  • Quem foi ou é bolsista do ProUni;
  • Quem foi ou é financiado pelo Fies.

De acordo com o governo, também serão reservados percentuais para cotas específicas no concurso:

  • 5% do total de vagas de cada um dos cargos a candidatos com deficiência;
  • 20% a candidatos negros;
  • 30% das vagas para a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) para candidatos de origem indígena.

Ipec: aprovação do governo Lula oscila de 39% para 37%; desaprovação vai de 26% a 28%

A aprovação do governo Luiz Inácio Lula da Silva oscilou para baixo, em relação a abril, de acordo com dados da pesquisa Ipec/O Globo divulgados nesta sexta-feira, 9. O porcentual dos que classificam a gestão petista como “ótima” ou “boa” passou de 39% para 37%. No levantamento anterior, 26% consideravam o desempenho do governo “ruim” ou “péssimo”, e agora são 28%. A avaliação “regular”, por sua vez, foi de 30% para 32%. O instituto foi às ruas entre 1º e 5 de junho.

De acordo com o Ipec, apesar de as variações estarem dentro da margem de erro de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo, a tendência mostra uma piora da percepção da população sobre o governo. Em março, quando o instituto fez a primeira pesquisa de opinião sobre o terceiro mandato de Lula, a diferença entre satisfeitos e insatisfeitos era de 17 pontos. Hoje, essa distância é de nove pontos.

O levantamento também mostrou que 53% dos brasileiros aprovam a maneira de Lula governar, enquanto 40% desaprovam. Em abril, esses porcentuais estavam em 54% e 37%, respectivamente. Já a confiança no presidente passou de 52% para 50%, e a desconfiança foi de 44% para 46%, o que mostra um empate técnico entre os que confiam e os que desconfiam do petista.

No Nordeste, onde Lula teve seu melhor desempenho na eleição frente ao ex-presidente Jair Bolsonaro, a taxa de aprovação recuou de 55% para 45%, na comparação com abril. Entre os eleitores que vivem com até um salário mínimo, houve variação de 53% para 43% na aprovação do petista. Já na parcela mais rica da população, com ganhos superiores a cinco salários mínimos, o porcentual de “ótimo” ou “bom” foi de 30% para 36%. Entre eleitores de Bolsonaro, por sua vez, 41% consideram o governo “ótimo”, “bom” ou “regular”, enquanto 56% avaliam a gestão petista como “ruim” ou “péssima”.

13º do Bolsa Família será discutido no Congresso; Quais as chances do abono sair?

A 13ª parcela do Bolsa Família pode voltar em 2023? Entenda a situação atual do benefício e qual é a posição do governo Lula sobre o pagamento.

A nova versão do programa Bolsa Família lançado pelo governo Lula em março está em discussão no Congresso Nacional. Deputados e senadores formaram uma Comissão Mista que vai analisar o texto da Medida Provisória nº 1.114 com as novas regras do programa social.

O texto foi publicado no Diário Oficial no dia 2 de março e está em vigor desde então, mas a MP do Bolsa Família precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal para manter sua validade. O prazo para votação é de 120 dias, devendo ser aprovada até o final de junho.

As audiências da comissão mista já começaram e representantes do governo e da sociedade estão sendo ouvidos e questionados a respeito das regras que compõem o programa. Entre os temas já tratados estão a qualificação profissional dos beneficiários e as condicionalidades exigidas no programa, além dos novos benefícios adicionais que começam em junho.

Bolsa Família terá décimo terceiro?

Outro ponto que será discutido pelos deputados e senadores será o pagamento de um 13º salário para os beneficiários do Bolsa Família. O tema é sempre foco de muita polêmica e ano após ano volta a gerar expectativa para as mais de 21 milhões de famílias que fazem parte do programa.

13º do Bolsa Família foi pago pela primeira – e única – vez no final de 2019 no primeiro ano de mandato de Bolsonaro. O valor extra havia sido prometido pelo ex-Chefe do Executivo durante a campanha eleitoral de 2018.

No ano seguinte, o abono para as famílias não foi renovado por causa de um entrave com a Câmara dos Deputados e desde então o benefício não voltou a ser considerado. A expectativa das famílias era de que o governo Lula implementasse o abono anual, mas esse cenário não parece promissor.

3º do Bolsa Família entrará na pauta

A MP do Bolsa Família que está sendo discutida no Congresso Nacional recebeu 257 emendas – recurso para alterar algum ponto da medida provisória – que terão que ser debatidas pelos deputados e senadores.

Entre as mais de 200 alterações propostas, uma delas é de autoria do senador Flávio Bolsonaro e inclui ao novo Bolsa Família o pagamento de uma 13ª parcela do benefício.

“Art.8º
§ 5º O benefício financeiro disposto no §1º, do art. 7º, desta Lei, será acrescido de 50% no mês de junho e de 50% no mês de dezembro”.

A emenda inclui um quinto inciso dentro do Artigo 8º que fala sobre os benefícios financeiros do programa, estabelecendo que o 13º do Bolsa Família seria pago nos meses de junho e dezembro.

“No ano de 2019, o Presidente Jair Bolsonaro de forma inédita, com a segurança fiscal necessária e com a sensibilidade necessária aos mais necessitados, incluiu o pagamento do 13º do Auxílio Brasil aos seus beneficiários, visando diminuir os sofrimentos dos cidadãos pobres”, justificou Flávio Bolsonaro no texto da emenda 22.

Governo Lula é contrário ao décimo terceiro

Constantemente questionado sobre o pagamento do 13º do Bolsa Família, o presidente Lula nunca abordou o assunto diretamente, mas a resposta veio por meio da secretária de Avaliação de Gestão da Informação e Cadastro Único, Letícia Bartholo.

Após a apresentação do novo modelo do Bolsa Família, ainda no início de março, Bartholo foi questionada sobre um possível pagamento do décimo terceiro e respondeu o seguinte:

“O 13º só foi pago em um ano, muito mais como promessa de campanha. Foi em um ano. O Bolsa Família é um programa de assistência, de complemento de renda, não se adequa à vinculação de um 13º salário. Ele tem agora um pagamento per capta muito superior ao que antes existia, o Bolsa Família original e o Auxílio Brasil. Obviamente, não há previsão de pagamento de 13º porque o desenho proposto se adequa melhor.”

Governo recua e pode limitar juros e prazo de empréstimo consignado

Do Brasil de Fato

O governo federal deu sinais de que pretende recuar e impor limites de juros e prazos para empréstimos consignados vinculados ao Auxílio Brasil. A lei que cria esse tipo de crédito já foi sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), mas a contratação dos empréstimos ainda depende de uma regulamentação do Ministério da Cidadania.

O ministro da pasta, Ronaldo Vieira Bento, informou em suas redes sociais na semana passada que não haveria qualquer limite de juros ou prazo para o novo tipo de consignado. O anúncio, porém, acabou criticado por entidades de defesa do consumidor e economistas. Bancos chegaram a declarar que não iriam operar a linha de crédito.

Na segunda-feira, porém, Bolsonaro esteve na Federação Brasileira de Bancos (Febraban) para uma reunião. Pediu a banqueiros que eles concedam os empréstimos.

No mesmo dia, o ministro Bento deu uma entrevista no programa Voz do Brasil, produzido pela estatal Empresa Brasil de Comunicação (EBC), e sinalizou mudanças no programa. “Tudo está sendo estudado”, afirmou ele, ao ser questionado sobre limitações. “Estamos em interação constante com os beneficiários do Auxílio Brasil e num processo de aperfeiçoamento.”

Procurado pelo Brasil de Fato, o ministério não deu mais explicações sobre o que seria esse aperfeiçoamento.

Empréstimos consignados são aqueles cujas prestações são descontadas no salário ou benefício do tomador. Por lei, as parcelas não podem comprometer mais de 40% dos pagamentos mensais do tomador.

Esse tipo de crédito já é muito comum entre aposentados e pensionistas. Neste caso, entretanto, além da limitação sobre o comprometimento da renda, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) limita o juro cobrado por bancos pelo crédito.

Atualmente, esse limite é de 2,14% ao mês, totalizando 28,3% ao ano.

Sem limitações para o consignado do Auxílio Brasil, bancos já estavam preparados para cobrar até o triplo disso quando os empréstimos foram autorizados pelo governo. Já existem inúmeras financeiras anunciando um cadastro de interessados no crédito. Nessas propagandas, há empréstimos com juros de quase 6% ao mês, ou 100% ao ano.

Com um juros desses, um beneficiário do Auxílio Emergencial poderia emprestar no máximo R$ 1.300 caso o crédito fosse pago em 12 meses, considerando que a parcela não poderá superar R$ 160. Ao final, ele gastaria R$ 1.920 para quitar o empréstimo. O banco ganharia R$ 620.

Se o empréstimo for pago em dois anos, ou seja, 24 meses, o valor do crédito subiria para R$ 2.000. Ao final, no entanto, ele gastaria mais de R$ 3.840 para quitá-lo. O ganho do banco subiria para R$ 1.840 – quase o mesmo valor do empréstimo.

‘Auxílio banco’

Para a economista e coordenadora do Programa de Serviços Financeiros do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Ione Amorim, sem limite de juro, o consignado converte o Auxílio Brasil em “auxílio banco”.

“O que dá a entender que a política não foi feita para assistir o cidadão em situação de extrema pobreza. Ela foi feita pra assistir a instituição financeira”, criticou ela, que é contra os empréstimos vinculados a benefícios sociais.

Ela também afirmou que muitos beneficiários do programa não têm familiaridade com contas bancárias, cálculos de juros etc. Vão acabar endividados e, pior, com o dinheiro necessário para a comida repassado do governo para os bancos.

“Você vai dar um crédito de R$ 2.000, vai antecipar o equivalente a cinco parcelas. O beneficiário, vai gastar tudo em um mês, no máximo, dois meses. O que vai acontecer? Aí passa a receber R$ 240. É suficiente?”, questiona Amorim.

O economista Sergio Mendonça, ex-diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), não é contra o consignado do Auxílio Brasil. Contudo, acha um absurdo que o governo não tenha limitado os juros.

“Se é para oferecer crédito consignado para esse público de baixa renda, deveria ser com a menor taxa de juros. Menor do que para os aposentados e pensionistas. E menor que para os servidores públicos”, afirmou ele, levando em conta a vulnerabilidade dos beneficiários.

Edição: Nicolau Soares