OAB-PE inaugura parlatórios nas cadeias de Afogados da Ingazeira, Carnaíba e Tabira

Cumprindo agenda no Sertão do Pajeú, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Pernambuco (OAB-PE), Fernando Ribeiro Lins, inaugurou parlatórios nas cadeias públicas de Afogados da Ingazeira, Carnaíba e Tabira. Os equipamentos podem ser usados pelos advogados da região em suas atividades.

A comitiva, recepcionada pela presidente da OAB de Afogados da Ingazeira, Laudiceia Rocha, contou com a participação do diretor tesoureiro da OAB-PE, Carlos Barros; a presidente da CAAPE, Anne Cabral; o presidente da Comissão de Defesa, Assistência e Prerrogativas, Yuri Herculano; a conselheira seccional, Hérica de Brito; e a presidente e a secretária da Comissão de Acompanhamento do Sistema Penitenciário e das Execuções Penais, Nary Gonçalves.

Os parlatórios possibilitam que as consultas entre advogados, advogadas e clientes aconteçam de maneira apropriada, com conforto e segurança. Esse tipo de equipamento garante dignidade aos profissionais da advocacia.

“A OAB-PE tem procurado aprimorar, cada vez mais, os locais de atendimento utilizados pela advocacia pernambucana. São iniciativas como estas que demonstram exatamente a participação da OAB Pernambuco no dia a dia da advocacia”, disse Fernando Ribeiro, que recebeu Moção de Aplausos da Câmara de Afogados da Ingazeira.

Por Pedro Araújo

Detentos de Pernambuco lideram facção que movimentou quase R$ 500 milhões, diz polícia

Detentos espalhados por presídios de Pernambuco estavam comandando um grupo criminoso especializado em tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, que envolve empresas de fachada e fantasmas e até criptomoedas. O grupo, que teria ligação com a facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC), movimentou quase R$ 500 milhões em apenas dois anos, segundo a Polícia Civil.

A informação foi revelada, em coletiva de imprensa, nesta quarta-feira (25), na sede da Polícia Civil, na área central do Recife, após a realização de uma operação para cumprir 66 mandados de prisão preventiva em 14 estados do País. Mais de 340 policiais civis e federais participaram.

As investigações tiveram início em outubro de 2022, após a polícia prende em flagrante um homem com cerca de 23 quilos de cocaína no bairro de Jardim São Paulo, no Recife. A quantidade chamou a atenção do delegado José Custódio.

“Pelo histórico do suspeito, que não trabalhava, resolvi prosseguir com a investigação. Ao longo do inquérito, descobrimos que havia presidiários financiando o varejo de drogas da Região Metropolitana do Recife”, afirmou o delegado.

Com o avanço das investigações, a polícia descobriu que o grupo era articulado e envolvida ao menos 20 estados do País.