Governo Raquel Lyra prorroga prazo de renegociação de dívidas com IPVA, ICMS e ICD

O Dívida Zero, programa implementado pelo governo Raquel Lyra (PSDB) para renegociar dívidas em tributos estaduais, teve o prazo para pedido de renegociação e o tempo limite de início do débito aumentados.

De acordo com informações divulgadas pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz-PE), o programa, que oferece a possibilidade de redução de até 100% em multas e juros incidentes sobre os tributos estaduais, teve seu prazo estendido em dois meses.

Dívida Zero tem prazo elevado até final de fevereiro
O Dívida Zero, que visa possibilitar a renegociação de dívidas, agora estende seu prazo até 29 de fevereiro de 2024. A partir da mudança, o programa abrange débitos gerados até 30 de maio de 2023 relacionados ao IPVA, Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos (ICD).

Antes da alteração, as dívidas elegíveis precisavam ser anteriores a 31 de dezembro de 2022, mas o aumento do prazo proporcionou uma extensão no período de elegibilidade. O Dívida Zero tem como objetivo regularizar a situação fiscal dos contribuintes de Pernambuco, contribuindo também para o aumento da arrecadação do estado.

Segundo informações da Secretaria da Fazenda, até 27 de dezembro (o prazo inicial era até 30 de novembro), cerca de 44 mil contribuintes já renegociaram aproximadamente R$ 750 milhões em dívidas, considerando um total original de R$ 1,5 bilhão.

Mutirão de renegociação de dívidas será na segunda quinzena de julho

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, realizará, na segunda quinzena de julho, o mutirão nacional de renegociação de dívidas para o pagamento de débitos de consumo. O anúncio foi feito pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, nesta quinta-feira (22), em Brasília.  

Este será o primeiro dos mutirões que deverão ser periódicos, conforme previsto no decreto 11.567, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na segunda-feira (19). O decreto elevou o valor do mínimo da renda mensal existencial de R$ 303 para R$ 600 para superendividados, que são pessoas que não conseguem pagar suas dívidas e manter o mínimo para sobreviver.

O objetivo da medida é proteger esses consumidores superendividados para que não ocorra o comprometimento do mínimo necessário para o pagamento de despesas básicas, como água e luz.

Efeito positivo

Flávio Dino acredita que o decreto terá efeito positivo. “Com base no novo decreto editado pelo presidente Lula, achamos que o interesse dos superendividados em procurar os Procons e justiça vai ampliado”, afirmou. O Procon é um órgão público de defesa do consumidor, que integra um dos eixos do Sistema Nacional de Defesa Consumidor.

O ministro destacou, ainda, que as empresas credoras devem participar de mutirões de renegociação de dívidas organizados pela Senacon.

“A participação dos credores é obrigatória. Não é uma possibilidade, é uma obrigação. Os credores, uma vez convocados pela justiça ou pelo Procon, são obrigados a participar, sob pena de haver um arbitramento desse novo plano de pagamento, sempre preservando o mínimo existencial, que antes era de R$ 303 e, agora, é de R$ 600, melhorando, assim, a proteção aos direitos básicos dos cidadãos”, explicou.