Feminicídios caem 72,7% em Pernambuco no mês de setembro

O estado de Pernambuco encerrou o último mês de setembro com uma queda significativa nos casos de feminicídio. Na comparação com o mesmo período do ano passado, foram contabilizados menos 72,7% casos deste tipo de crime.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (15) pela Secretaria de Defesa Social (SDS). No início de outubro, a governadora Raquel Lyra já havia anunciado a redução em 19,3% no número de Mortes Violentas Intencionais (MVIs) também em setembro, o quinto mês consecutivo de diminuição do indicador em 2024. Os casos de MVI passaram de 321 em 2023 para 259 em setembro de 2024.

Em setembro de 2023 foram contabilizados 11 feminicídios em Pernambuco. Em setembro de 2024 esse número caiu para três.

De acordo com a SDS, as forças de segurança do Estado também prenderam 2.614 pessoas em flagrante delito no último mês, entre suspeitos de homicídios, roubos, violência doméstica e tráfico de entorpecentes. Além disso, 451 armas foram apreendidas.

Esses resultados estão ligados, em grande medida, à atuação coordenada e integrada da Força-Tarefa (FT) Crimes Patrimoniais, criada em dezembro do ano passado, com o objetivo de intensificar o combate a esses tipos de delitos em todo o Estado. Desde seu lançamento, a FT tem se concentrado em áreas estratégicas, resultando em redução nos índices.

Em setembro, os crimes de roubos de cargas, coletivos e veículos tiveram queda de 26,5%, 21,8% e 7,1%, respectivamente, quando comparado ao nono mês do ano passado. Além disso, os celulares subtraídos tiveram uma redução de 4,7%.

Os dados da Gerência Geral de Análise Criminal e Estatística (GGACE) revelam, ainda, que o mês de setembro de 2024 registrou 3.463 casos de Crimes Violentos Patrimoniais (CVPs), sendo o melhor setembro dos últimos dez anos neste indicador. Neste período, o ano de 2016 teve o setembro com o maior número de CVPs da série histórica, registrando 9.941 roubos.

Os roubos de cargas diminuíram de 34 (set/2023) casos para 25 (set/2024) registros. Os roubos a coletivos reduziram de 55 (set/2023) para 43 (set/2024) ocorrências.

No mesmo período, os roubos de veículos diminuíram de 1.033 (set/2023) casos para 959 (set/2024), destacando-se que, do total de veículos subtraídos, 673 veículos foram recuperados, o que equivale a 44,6%. Ainda em setembro deste ano, 4.235 celulares foram furtados e roubados contra 4.444 (set/2023). As forças de segurança recuperaram 8.807 aparelhos nos primeiros nove meses de 2024.

Acusado de feminicídio está sendo julgado em Afogados

Começou por volta dás 10h, da manhã desta quarta-feira (17/04), no forum Laurindo Leandro Lemos, em Afogados da Ingazeira, o júri popular de Ivan Campos, acusado de feminicidio.

O crime aconteceu na noite da sexta-feira (03/03/23), na rua Cirene Lima Alves, no bairro São Braz aqui em Afogados.
A vítima, Luana Santos Veras, estava em sua residência, quando o ex-marido, Ivan, que na época residia em Catingueira-PB, não conformado com o fim do relacionamento, adentrou a casa e efetuou vários disparos com um revolve, matando a ex-companheira. Ele ainda disparou contra o sobrinho da vítima, Liédson Hiago José Veras, e em seguida tentou tirar a própria vida

Ivan chegou por volta dás 9h ao fórum Laurindo Leandro Lemos.

Parentes de Luana estão desde cedo em frente ao fórum, vestidos de camisas com a foto da mesma, pedindo justiça.

Ivan tinha 2 filhos com Luana.

STF invalida uso da ‘legítima defesa da honra’ em feminicídios

Por unanimidade, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) consideraram inconstitucional o uso do argumento da “legítima defesa da honra” em feminicídios julgados no tribunal do júri.

A análise do caso foi concluída nesta terça-feira (01), na sessão de reabertura dos trabalhos da Corte.

Os ministros acompanharam o voto do relator do caso, ministro Dias Toffoli. Em junho, já havia maioria para considerar inconstitucional o uso do argumento.

Pela decisão, a “legítima defesa da honra” não poderá ser usada por advogados, policiais ou juízes — de forma direta ou indireta.

A proibição vale tanto para a fase de investigação dos casos quanto para as situações em que os processos chegam ao tribunal do júri.

Além disso, a defesa não poderá usar o argumento e depois pedir a anulação do júri popular. Ou seja, o acusado não pode agir de forma irregular e depois tentar se beneficiar disso.

Os ministros concluíram ainda que tribunais de segunda instância poderão acolher recursos pela anulação de absolvições, caso estas tenham sido baseadas na tese. A Corte entendeu que, se o tribunal determinar novo júri, não vai ferir o princípio da soberania dos vereditos dos jurados.

Por Sertão Notícias

Homem mata esposa e usa faca do crime para golpear próprio peito na frente de policiais

O homem matou a esposa e foi socorrido por uma equipe do Corpo de Bombeiros

Policiais militares faziam rondas na noite de sexta-feira (02), quando uma mulher surgiu pedindo socorro. Ela informou aos agentes que a irmã, a pedagoga Adrielly Thauana, de 29 anos, estava sendo agredida pelo marido na residência do casal, no Distrito Federal. Ao chegar no endereço, os PMs foram impedidos de entrar pelo suspeito e precisaram pular o muro do imóvel.

Ao entrar na casa, os policiais encontraram a pedagoga ferida e Josmar Junior com a faca em mãos. Na presença dos agentes, ele pegou o utensílio e deu um golpe no próprio peito. Adrielly morreu, mas o marido foi socorrido por uma equipe do Corpo de Bombeiros e levado para um hospital, onde estava entubado até a noite do sábado (03).

A motivação do feminicídio ainda não foi esclarecida. Adrielly é natural do Piauí e convivia com agressor há pelo menos três anos. No instagram a vítima postava fotos ao lado do marido, em uma delas, quando completou um ano de relacionamento, ela publicou uma foto com a legenda: “1 ano de tantas coisas que passamos. Percebemos que para crescer como casal de verdade devemos passar por diversos momentos”.