Pernambuco chega a 387 notificações da Varíola dos Macacos, com 23 casos descartados

Pernambuco tem, até o momento, 387 notificações envolvendo a Varíola dos Macacos (Monkeypox). Desse total, 324 casos ainda estão em investigação, 23 foram confirmados e 40 descartados. Os números foram divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), por meio do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância à Saúde (Cievs-PE).

Do total das notificações, 23 pacientes tiveram confirmação laboratorial para a doença e envolvem pessoas residentes nos municípios do Recife (15), Jaboatão dos Guararapes (4), Paulista (1), Petrolina (1), Olinda (1) e Surubim (1). As faixas etárias são de 20 a 29 anos (11), 30 a 39 (8) e 40 a 49 (4), sendo 22 do sexo masculino e uma do sexo feminino.

Dos casos confirmados, todos estão em isolamento domiciliar. Com relação aos cinco casos notificados na Penitenciária Dr. Ênio Pessoa Guerra, localizada na cidade de Limoeiro (Agreste), todos já foram descartados. Até o momento, Pernambuco não registra transmissão local da varíola.

Os 324 casos que estão em investigação são de pessoas residentes no Recife (62), Jaboatão dos Guararapes (35), Olinda (35), Paulista (20), Belo Jardim (11), Caruaru (11), Abreu e Lima (10), Carpina (9), Pesqueira (8), Cabo de Santo Agostinho (7), Limoeiro (7), Petrolina (7), Camaragibe (5), Paudalho (5), São José do Egito (5), Vitória de Santo Antão (5), Buíque (4), Ferreiros (4), Araripina (3), Floresta (3), Garanhuns (3), Jatobá (3), São Lourenço da Mata (3), Tabira (3), Tuparetama (3), Afogados da Ingazeira (2), Araçoiaba (2), Bom Jardim (2), Cabrobó (2), Itaquitinga (2), Machados (2), Nazaré da Mata (2), Serra Talhada (2), Alagoinha (1), Altinho (1), Arcoverde (1), Barreiros (1), Bezerros (1), Bodocó (1), Brejinho (1), Camocim de São Félix (1), Catende (1), Condado (1), Custódia (1), Fernando de Noronha (1), Gameleira (1), Granito (1), Gravatá (1), Igarassu (1), Ilha de Itamaracá (1), Ipojuca (1), Ipubi (1), Jucati (1), Lagoa Grande (1), Passira (1), Pedra (1), Pombos (1), Rio Formoso (1), Salgueiro (1), Santa Cruz do Capibaribe (1), Santa Maria do Cambucá (1), São João (1), São Vicente Ferrer (1), Tacaimbó (1), Tamandaré (1), Timbaúba (1), Toritama (1), Venturosa (1), Vertente do Lério (1) e Vertentes (1).

As faixas etárias são de 0 a 9 anos (44); 10 a 19 (53); 20 a 29 (78); 30 a 39 (55); 40 a 49 (46); 50 a 59 (26); e 60 ou mais (22). Ao todo são 191 pessoas do sexo masculino e 133 do sexo feminino. Os casos notificados estão sendo acompanhados pelas equipes de vigilância epidemiológica municipais.

Pernambuco tem 47 notificações de casos de varíola dos macacos

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) divulgou, nesta segunda-feira (08), mais uma atualização dos casos notificados envolvendo varíola do macaco, causada pelo vírus monkeypox. O Centro de Informações Estratégicas de Vigilância à Saúde (Cievs-PE) contabiliza, até o momento, 47 notificações, sendo 33 casos que ainda estão em investigação, 13 confirmados e um caso descartado.

Do total das notificações, treze pacientes tiveram confirmação laboratorial para o vírus e envolvem pessoas residentes nos municípios de Recife (8), Jaboatão dos Guararapes (2), Paulista (1), além de dois casos de outros estados, Rio de Janeiro (1) e São Paulo (1). As faixas etárias são: 20 a 29 (6), 30 a 39 (4) e 40 a 49 (3). Todos são do sexo masculino. Dos confirmados, todos estão em isolamento domiciliar.

Até o momento, não há evidências de que Pernambuco registre a transmissão local da Monkeypox. Em todos os casos confirmados, as equipes de vigilância conseguiram identificar vínculo epidemiológico entre os pacientes e pessoas que apresentaram histórico de viagem e/ou que se deslocaram para fora do Estado, em locais que já confirmaram transmissão autóctone da doença.

Já os 33 casos que estão em investigação são de pessoas residentes nos municípios de Recife (11), Limoeiro (5), Pesqueira (3), Paulista (2), Abreu e Lima (2), Araçoiaba (1), Camaragibe (1), Gameleira (1), Ipojuca (1), Jaboatão dos Guararapes (1), Petrolina (1), Olinda (1), Timbaúba (1), Inajá (1) e São Paulo (1). As faixas etárias são: 0 a 5 (1), 10 a 19 (7), 20 a 29 (9), 30 a 39 (9), 40 a 49 (5) e 50 a 59 (2), sendo 26 do sexo masculino e 7 do sexo feminino. Os casos notificados estão sendo acompanhados pelas equipes de vigilância epidemiológica municipais.

As amostras coletadas estão sendo encaminhadas para o Laboratório de Enterovírus da Fiocruz/RJ, referência para o diagnóstico da Monkeypox, e para o Laboratório Central de Saúde Pública de Pernambuco (Lacen-PE).

Primeiras vacinas contra varíola dos macacos devem chegar em setembro

As primeiras doses da vacina contra a varíola dos macacos (monkeypox, em inglês) destinadas ao Brasil deverão chegar em setembro, informaram há pouco o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Daniel Pereira, e o secretário de Vigilância em Saúde da pasta, Arnaldo Medeiros. Cerca de 20 mil doses desembarcarão no país em setembro; e 30 mil, em outubro.

Apenas profissionais de saúde que manipulam as amostras recolhidas de pacientes e pessoas que tiveram contato direto com doentes serão vacinados. O esquema de vacinação será feito em duas doses, com intervalo de 30 dias entre elas.

A aquisição será feita por meio de convênio com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) porque a empresa dinamarquesa produtora da vacina não-replicante não tem escritório no Brasil nem pretende abrir representação no país. “Existe um pedido da Opas para a aquisição de 100 mil doses de vacinas para as Américas. Dessas 100 mil doses, 50 mil serão adquiridas pelo Ministério da Saúde”, detalhou Medeiros.

Pernambuco confirma sete casos de varíola dos macacos

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) divulgou, nesta quinta-feira (28/07), mais uma atualização dos casos notificados envolvendo a varíola causada pelo vírus monkeypox. O Centro de Informações Estratégicas de Vigilância à Saúde (Cievs-PE) contabiliza 19 notificações, sendo 11 casos que ainda estão em investigação, 7 confirmados e um caso descartado.

Do total das notificações, sete pacientes tiveram confirmação laboratorial para o vírus e envolvem pessoas residentes nos municípios de Recife (3), Jaboatão dos Guararapes (2), além de dois casos de outros estados, Rio de Janeiro (1) e São Paulo (1). As faixas etárias são: 20 a 29 (3), 30 a 39 (1) e 40 a 49 (3). Todos são do sexo masculino. Já os 11 casos que estão em investigação são de pessoas residentes nos municípios de Recife (6), Paulista (2), Petrolina (1), Abreu e Lima (1) e Timbaúba (1). As faixas etárias são: 20 a 29 (7), 30 a 39 (3) e 40 a 49 (1), sendo 9 do sexo masculino e 2 do sexo feminino.

Brasil negocia compra de vacina contra a Varíola dos Macacos

Com 696 casos confirmados de varíola dos macacos, o Brasil articula com a Organização Mundial da Saúde (OMS) a aquisição da vacina contra a doença.

De acordo com o Ministério da Saúde, as negociações estão sendo feitas de forma global com o fabricante para ampliar o acesso ao imunizante para os países onde há casos confirmados da doença.

Por meio de nota, a pasta ressaltou que a vacinação em massa não é preconizada pela OMS em países não endêmicos para a enfermidade, como é o caso do Brasil.

A recomendação, até o momento, é que sejam imunizadas pessoas que tiveram contato com casos suspeitos e profissionais de saúde com alto risco ocupacional diante da exposição ao vírus.

Dos 696 casos confirmados no país até o momento, 506 são procedentes do estado de São Paulo, 102 do Rio de Janeiro, 33 de Minas Gerais, 13 do Distrito Federal, 11 do Paraná, 14 do Goiás, três na Bahia, dois do Ceará, três do Rio Grande do Sul, dois do Rio Grande do Norte, dois do Espírito Santo, três de Pernambuco, um de Mato Grosso do Sul e um de Santa Catarina.

OMS declara emergência global de saúde para tentar conter surto de varíola do macaco

A OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou emergência global de saúde para tentar conter o surto de varíola do macaco. O mais alto nível de alerta foi anunciado neste sábado (23) pelo diretor-geral, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

“Decidi declarar uma emergência de saúde pública de alcance internacional”, disse Tedros em entrevista coletiva, afirmando que o risco no mundo é relativamente moderado, exceto na Europa, onde é alto.
A decisão deste sábado foi tomada após uma reunião do Comitê de Emergência, em 23 de junho, convocada por Ghebreyesus para discutir a doença, que afeta quase 17.000 pessoas em 74 países, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA, em 22 de julho.
Esta é a sexta vez que a OMS declara uma ESPII (Emergência de Saúde Pública de Interesse Internacional) nos últimos dez anos. As outras foram: ebola na África Ocidental (2014), poliomielite (2014), zika (2016), ebola na República Democrática do Congo (2019) e Covid-19 (2020).

A OMS define uma ESPII como “um evento extraordinário que constitui um risco à saúde pública para outros Estados, por meio da propagação internacional de doenças, e potencialmente exige uma resposta internacional coordenada”.

Em termos práticos, a declaração não afeta os países, mas serve para aumentar o nível de alerta em relação à ameaça e incentivar ações integradas entre governos e a própria OMS.

Os critérios analisados pelos especialistas envolveram os riscos à saúde humana, de disseminação internacional e de interferência no tráfego internacional.

Advertência contra a discriminação
Desde o início de maio, foi detectado um aumento incomum de casos fora dos países da África Central e Ocidental onde o vírus é endêmico, espalhando-se por todo o mundo, com um alto número de infecções na Europa.

A varíola do macaco — detectada pela primeira vez em humanos em 1970 — é menos perigosa e contagiosa do que sua prima varíola, erradicada em 1980.

Na maioria dos casos, os pacientes são homens relativamente jovens que têm relações homossexuais e geralmente vivem em cidades, disse a OMS.

De acordo com um estudo do New England Journal of Medicine com 528 pessoas em 16 países — o maior até o momento —, 95% dos casos foram transmitidos sexualmente.

“Esta forma de transmissão representa tanto uma oportunidade para intervenções de saúde pública direcionadas quanto um desafio, pois as comunidades afetadas em alguns países enfrentam formas de discriminação como risco de vida”, disse Tedros.

O chefe da OMS disse que “há uma preocupação real de que homens que fazem sexo com outros homens possam ser estigmatizados ou culpados pelo surto, tornando mais difícil rastrear e conter os casos”.